Além de adaptar equipamentos e instalações, no entanto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) promove uma campanha para educar o funcionário da instituição a lidar com esse público.
Segundo dados levantados pela federação, existiam no país no último censo do IBGE (2000), cerca de 24,6 milhões de pessoas portadoras de deficiência.
Mas oito mil pessoas adquirem alguma outra deficiência por mês no país – vítimas, na maioria das vezes, da violência urbana.
Do total dessa população, cerca de 10 milhões estão integrados ao mercado de trabalho, informal ou formal, e movimentam cerca de R$ 8 bilhões por mês, ou quase R$ 100 bilhões por ano.
O diretor de relações institucionais da Febraban, Márcio Sérgio Vasconcelos, informa que ainda não existe um número oficial de correntistas portadores de deficiência, mas esse deve ser o alvo de suas próximas pesquisas.
“É importante mensurar esse mercado”, afirmou.
Segundo ele, os bancos estão correndo para se adaptar à regra não só pela força da lei, mas porque sabem que se trata de um mercado importante, e que tende a crescer com as leis que exigem um número mínimo de contratação de pessoas portadoras de deficiência no país.
Segundo ele, até o momento, 64% dos bancos já dispõem de sinalização e rampas para acesso desse público, enquanto 45% deles adaptaram mobiliário, assentos e vagas de estacionamento e 15% já dispõem de terminais de auto-atendimento.
Segundo Vasconcelos, “o número é menor no caso dos terminais porque a oferta ainda não existia até o ano passado”.
De acordo com o executivo, os fabricantes tiveram que desenvolver máquinas de atendimento para deficientes a partir da criação da lei do Banco Central.
No CIAB – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, que começou hoje em São Paulo, vários fabricantes apresentam seus modelos e muitos já contabilizam vendas.
A brasileira Perto, por exemplo, vendeu recentemente um lote de quase 5 mil terminais de auto-atendimento para a Caixa Econômica Federal com recurso para os deficientes.
A Itautec já fechou negócios com três instituições e se prepara para participar de uma licitação de um grande banco federal para terminais adaptados.
A NCR também já tem máquinas desse tipo instaladas em algumas instituições.
Os terminais para portadores de deficiência têm altura própria para encaixar as cadeiras de rodas, fones de ouvido para deficientes visuais e teclas em alto relevo, além de etiquetas em braile, em alguns casos, e mensagens sonoras.
Em paralelo, a federação criou uma cartilha de orientação aos bancários e funcionários e ainda pretende criar mais duas publicações este ano – para orientar os bancos na contratação de portadores de deficiência entre seus quadros e para dar dicas aos gestores de bancos no tratamento a esse público, todas criadas a partir de pesquisas com os portadores de algum tipo de deficiência.
Fonte: Valor Online
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Por Mhais• 22 de junho de 2006• 09:19• Sem categoria
Bancos se preparam para cumprir regra que exige atendimento a deficientes a partir de dezembro
Além de adaptar equipamentos e instalações, no entanto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) promove uma campanha para educar o funcionário da instituição a lidar com esse público.
Segundo dados levantados pela federação, existiam no país no último censo do IBGE (2000), cerca de 24,6 milhões de pessoas portadoras de deficiência.
Mas oito mil pessoas adquirem alguma outra deficiência por mês no país – vítimas, na maioria das vezes, da violência urbana.
Do total dessa população, cerca de 10 milhões estão integrados ao mercado de trabalho, informal ou formal, e movimentam cerca de R$ 8 bilhões por mês, ou quase R$ 100 bilhões por ano.
O diretor de relações institucionais da Febraban, Márcio Sérgio Vasconcelos, informa que ainda não existe um número oficial de correntistas portadores de deficiência, mas esse deve ser o alvo de suas próximas pesquisas.
“É importante mensurar esse mercado”, afirmou.
Segundo ele, os bancos estão correndo para se adaptar à regra não só pela força da lei, mas porque sabem que se trata de um mercado importante, e que tende a crescer com as leis que exigem um número mínimo de contratação de pessoas portadoras de deficiência no país.
Segundo ele, até o momento, 64% dos bancos já dispõem de sinalização e rampas para acesso desse público, enquanto 45% deles adaptaram mobiliário, assentos e vagas de estacionamento e 15% já dispõem de terminais de auto-atendimento.
Segundo Vasconcelos, “o número é menor no caso dos terminais porque a oferta ainda não existia até o ano passado”.
De acordo com o executivo, os fabricantes tiveram que desenvolver máquinas de atendimento para deficientes a partir da criação da lei do Banco Central.
No CIAB – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, que começou hoje em São Paulo, vários fabricantes apresentam seus modelos e muitos já contabilizam vendas.
A brasileira Perto, por exemplo, vendeu recentemente um lote de quase 5 mil terminais de auto-atendimento para a Caixa Econômica Federal com recurso para os deficientes.
A Itautec já fechou negócios com três instituições e se prepara para participar de uma licitação de um grande banco federal para terminais adaptados.
A NCR também já tem máquinas desse tipo instaladas em algumas instituições.
Os terminais para portadores de deficiência têm altura própria para encaixar as cadeiras de rodas, fones de ouvido para deficientes visuais e teclas em alto relevo, além de etiquetas em braile, em alguns casos, e mensagens sonoras.
Em paralelo, a federação criou uma cartilha de orientação aos bancários e funcionários e ainda pretende criar mais duas publicações este ano – para orientar os bancos na contratação de portadores de deficiência entre seus quadros e para dar dicas aos gestores de bancos no tratamento a esse público, todas criadas a partir de pesquisas com os portadores de algum tipo de deficiência.
Fonte: Valor Online
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