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Bancos gastam pouco em financeiras

A corrida pelo empréstimo pessoal começou por volta de 2002, após os grandes bancos consolidarem o processo de fusões que dominou o mercado durante o governo FHC. Agora, com a expansão da economia e com a população querendo consumir mais, essas instituições viram este filão de exploração crescer. Só no ano passado, o Crédito Direto ao Consumidor (o CDC, linha de crédito para o consumidor) representou 37% do total das operações de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional), de acordo com o Banco Central. De 1999 até 2005, o CDC cresceu 738,37%.

Mas ao contrário de outros tempos, quando os bancos abriam novas agências, hoje, as instituições empurram os clientes com menor poder aquisitivo para as financeiras, que tem como público-alvo os endividados, como pode-se perceber nas propagandas.

“A financeira é um canal barato para os bancos. Por um lado, exploram o trabalhador, negam direitos e condições de trabalho. Do outro cobram juros abusivos dos clientes”, lembra o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.

Para atrair cada vez mais clientes e reduzir custos, os bancos também estão se associando com o comércio em busca de novas parcerias para aumentar seus lucros.

Privados x públicos – Enquanto as instituições financeiras públicas concedem a maior parte de seus empréstimos para créditos imobiliário e rural, e um pouco menos para o comércio e a indústria, investindo na produção que gera empregos, os bancos privados elegem o empréstimo via financeiras como um dos grandes propulsores dos seus lucros.

O Bradesco, por exemplo, comprou nos últimos anos a Zogbi e a Finasa, e tem cerca de 120 lojas próprias. Mas ao se associar com o comércio, sua rede de atendimento pulou para mais de três mil pontos. No Itaú, a mesma coisa. Lançada em 2004, a Taií possui 130 lojas próprias e mais de 550 pontos exclusivos dentro das Lojas Americanas e Pão de Açúcar.

Nestas parcerias, os custos acabam sendo divididos entre bancos e empresas. “Quem acaba perdendo são os clientes, porque muitas vezes quem trabalha nestes locais não está preparado para assessorar corretamente o consumidor”, lembra Luiz Cláudio.

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Bancos gastam pouco em financeiras

A corrida pelo empréstimo pessoal começou por volta de 2002, após os grandes bancos consolidarem o processo de fusões que dominou o mercado durante o governo FHC. Agora, com a expansão da economia e com a população querendo consumir mais, essas instituições viram este filão de exploração crescer. Só no ano passado, o Crédito Direto ao Consumidor (o CDC, linha de crédito para o consumidor) representou 37% do total das operações de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional), de acordo com o Banco Central. De 1999 até 2005, o CDC cresceu 738,37%.
Mas ao contrário de outros tempos, quando os bancos abriam novas agências, hoje, as instituições empurram os clientes com menor poder aquisitivo para as financeiras, que tem como público-alvo os endividados, como pode-se perceber nas propagandas.
“A financeira é um canal barato para os bancos. Por um lado, exploram o trabalhador, negam direitos e condições de trabalho. Do outro cobram juros abusivos dos clientes”, lembra o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Para atrair cada vez mais clientes e reduzir custos, os bancos também estão se associando com o comércio em busca de novas parcerias para aumentar seus lucros.
Privados x públicos – Enquanto as instituições financeiras públicas concedem a maior parte de seus empréstimos para créditos imobiliário e rural, e um pouco menos para o comércio e a indústria, investindo na produção que gera empregos, os bancos privados elegem o empréstimo via financeiras como um dos grandes propulsores dos seus lucros.
O Bradesco, por exemplo, comprou nos últimos anos a Zogbi e a Finasa, e tem cerca de 120 lojas próprias. Mas ao se associar com o comércio, sua rede de atendimento pulou para mais de três mil pontos. No Itaú, a mesma coisa. Lançada em 2004, a Taií possui 130 lojas próprias e mais de 550 pontos exclusivos dentro das Lojas Americanas e Pão de Açúcar.
Nestas parcerias, os custos acabam sendo divididos entre bancos e empresas. “Quem acaba perdendo são os clientes, porque muitas vezes quem trabalha nestes locais não está preparado para assessorar corretamente o consumidor”, lembra Luiz Cláudio.

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