Os bancários de todo o país realizaram um protesto nesta quarta-feira, dia 19, nas agências do HSBC, para exigir que o horário de atendimento ao público seja padronizado em toda a rede bancária.
“As agências do HSBC tiveram o horário de abertura atrasado em uma hora ou de fechamento antecipado em uma hora. Em São Paulo, a atividade aconteceu em 11 agências. Também distribuímos uma carta ao cliente, para que eles entendam quais são as nossas reivindicações”, lembra o diretor do Sindicato Paulo Rogério Cavalcante, que aguarda o contato do banco para negociar.
Entre as reivindicações dos trabalhadores, está o funcionamento das agências das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, e redução da carga horária de seis para cinco horas diárias. Além disso, os funcionários do HSBC pedem o fim do assédio moral, a instalação de ponto eletrônico para gerentes administrativos e mais contratações na área administrativa.
“O volume de negócios do banco aumentou muito, junto com o lucro, que cresceu 70% a mais do que o ano anterior (chegando a R$ 850 milhões)”, lembra o diretor.
“É importante (a atividade), pois só quem vive o dia a dia dentro do banco sabe as dificuldades”, elogiou Rogério Britto, cliente do HSBC, que não pôde fazer seus depósitos na agência República, mas nem por isso reclamou.
“A atividade foi bem recebida, tanto por bancários, quanto pelos clientes, que percebem que há poucos trabalhadores para atender nas agências”, finaliza o diretor do Sindicato Paulo Rogério Cavalcante.
Fábio Michel – 19/04/2006
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