Mesmo com as sucessivas elevações nos juros promovidas pelo Banco Central, as projeções de inflação feitas por analistas de mercado não dão sinais de queda. Segundo pesquisa semanal feita pelo BC entre bancos e empresas de consultoria, a estimativa para a alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano passou de 6,28% para 6,30%.
Embora pequena, a alta apontada pela pesquisa desta semana foi a décima consecutiva. O IPCA é o índice que serve de parâmetro para as metas de inflação do governo. Em 2005, o objetivo é manter a alta dos preços em 5,1%, número cada vez mais distante das estimativas do mercado.
De setembro do ano passado para cá, os juros básicos da economia passaram de 16% ao ano para 19,5%. Na próxima semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) se reúne mais uma vez para decidir se mexe ou não na taxa Selic. De acordo com o levantamento do BC, a expectativa dos analistas é que a taxa seja mantida em 19,5%.
Na avaliação do BC, juros mais altos são necessários para conter o crescimento econômico, pois, quando as empresas não são capazes de produzir o suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da economia, podem surgir pressões inflacionárias.
Outro foco de preocupação, porém, é justamente o pessimismo do mercado em relação ao cumprimento das metas de inflação. Em setembro passado, quando teve início a série de aumentos nos juros, a projeção do mercado para o IPCA deste ano estava em 5,73%.
Segundo a pesquisa, os juros se manterão em 19,5% ao ano até setembro, quando deve ter início um processo de redução da Selic. A expectativa é que, até dezembro, a taxa caia para 18% ao ano.
Em relação ao nível de atividade econômica, as estimativas foram revisadas para baixo pela segunda semana seguida. A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano caiu de 3,64% para 3,60%. Já a produção industrial deve registrar expansão de 4,50%, contra 4,64% apontados pela pesquisa anterior.
Fonte: Folha de S. Paulo
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Por Mhais• 10 de maio de 2005• 10:04• Sem categoria
Bancos já esperam inflação de 6,30%
Mesmo com as sucessivas elevações nos juros promovidas pelo Banco Central, as projeções de inflação feitas por analistas de mercado não dão sinais de queda. Segundo pesquisa semanal feita pelo BC entre bancos e empresas de consultoria, a estimativa para a alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano passou de 6,28% para 6,30%.
Embora pequena, a alta apontada pela pesquisa desta semana foi a décima consecutiva. O IPCA é o índice que serve de parâmetro para as metas de inflação do governo. Em 2005, o objetivo é manter a alta dos preços em 5,1%, número cada vez mais distante das estimativas do mercado.
De setembro do ano passado para cá, os juros básicos da economia passaram de 16% ao ano para 19,5%. Na próxima semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) se reúne mais uma vez para decidir se mexe ou não na taxa Selic. De acordo com o levantamento do BC, a expectativa dos analistas é que a taxa seja mantida em 19,5%.
Na avaliação do BC, juros mais altos são necessários para conter o crescimento econômico, pois, quando as empresas não são capazes de produzir o suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da economia, podem surgir pressões inflacionárias.
Outro foco de preocupação, porém, é justamente o pessimismo do mercado em relação ao cumprimento das metas de inflação. Em setembro passado, quando teve início a série de aumentos nos juros, a projeção do mercado para o IPCA deste ano estava em 5,73%.
Segundo a pesquisa, os juros se manterão em 19,5% ao ano até setembro, quando deve ter início um processo de redução da Selic. A expectativa é que, até dezembro, a taxa caia para 18% ao ano.
Em relação ao nível de atividade econômica, as estimativas foram revisadas para baixo pela segunda semana seguida. A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano caiu de 3,64% para 3,60%. Já a produção industrial deve registrar expansão de 4,50%, contra 4,64% apontados pela pesquisa anterior.
Fonte: Folha de S. Paulo
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