O ex-diretor de Fiscalização do BC (Banco Central) Cláudio Mauch desagradou os membros da CPI mista do Banestado durante a sessão de ontem. Por várias vezes Mauch alegava não se lembrar das ocasiões questionados pelos parlamentares.
O senador Flávio Arns (PT-PR) chegou a questionar a legitimidade dos relatos do ex-diretor. “O depoimento de Cláudio Mauch não refletiu a verdade dos fatos. Não sei por qual razão, se em função própria ou se para acobertar fatos de outras diretorias”, declarou Arns.
Cláudio disse que, durante o tempo que permaneceu no cargo (de 95 à 98), pela primeira vez o país fiscalizou agências de bancos nacionais no exterior. Em 1995, auditores do BC visitaram filiais de bancos brasileiros em Nova York, processo repetido no ano de 1996, segundo o depoente.
Por várias vezes Mauch declarou que a fiscalização sobre valores enviados ao exterior, através das contas CC-5 de Foz do Iguaçu, eram de responsabilidade da área internacional do BC, o que irritava os parlamentares.
Indignado com o depoimento do ex-diretor, o deputado federal José Carlos Martinez (PTB-PR) disse que alegar não se lembrar de várias situações é zombar da competência dos parlamentares. Segundo o deputado, geralmente os convocados em CPIs geralmente passa uma semana analisando os assuntos ligados ao depoimento.
Os integrantes da CPI ouvirão hoje, às 16h, o depoimento da ex-diretora do liquidado Banco Araucária Ruth Whately Bandeira de Almeida e do ex-dono dessa instituição, Alberto Dalcanale Neto, que já depôs na semana passada, mas que, segundo os parlamentares, ainda tem alguns assuntos que devem ser melhor esclarecidos.
Em função do falecimento do pai do relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP), o depoimento da ex-diretora do BC Tereza Grossi, marcado para ontem, foi cancelado e agendado para hoje, às 11h. Mentor estará sendo representado pela deputada Irini Lopes (PT-ES).
Davi Macedo – FETEC PR, com informações da Agência Senado.
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Por Mhais• 19 de agosto de 2003• 11:05• Sem categoria
BANESTADO: EX-DIRETOR DO BC NÃO FISCALIZAVA CONTAS CC-5
O ex-diretor de Fiscalização do BC (Banco Central) Cláudio Mauch desagradou os membros da CPI mista do Banestado durante a sessão de ontem. Por várias vezes Mauch alegava não se lembrar das ocasiões questionados pelos parlamentares.
O senador Flávio Arns (PT-PR) chegou a questionar a legitimidade dos relatos do ex-diretor. “O depoimento de Cláudio Mauch não refletiu a verdade dos fatos. Não sei por qual razão, se em função própria ou se para acobertar fatos de outras diretorias”, declarou Arns.
Cláudio disse que, durante o tempo que permaneceu no cargo (de 95 à 98), pela primeira vez o país fiscalizou agências de bancos nacionais no exterior. Em 1995, auditores do BC visitaram filiais de bancos brasileiros em Nova York, processo repetido no ano de 1996, segundo o depoente.
Por várias vezes Mauch declarou que a fiscalização sobre valores enviados ao exterior, através das contas CC-5 de Foz do Iguaçu, eram de responsabilidade da área internacional do BC, o que irritava os parlamentares.
Indignado com o depoimento do ex-diretor, o deputado federal José Carlos Martinez (PTB-PR) disse que alegar não se lembrar de várias situações é zombar da competência dos parlamentares. Segundo o deputado, geralmente os convocados em CPIs geralmente passa uma semana analisando os assuntos ligados ao depoimento.
Os integrantes da CPI ouvirão hoje, às 16h, o depoimento da ex-diretora do liquidado Banco Araucária Ruth Whately Bandeira de Almeida e do ex-dono dessa instituição, Alberto Dalcanale Neto, que já depôs na semana passada, mas que, segundo os parlamentares, ainda tem alguns assuntos que devem ser melhor esclarecidos.
Em função do falecimento do pai do relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP), o depoimento da ex-diretora do BC Tereza Grossi, marcado para ontem, foi cancelado e agendado para hoje, às 11h. Mentor estará sendo representado pela deputada Irini Lopes (PT-ES).
Davi Macedo – FETEC PR, com informações da Agência Senado.
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