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Banqueiro quer pagar menos do que no ano passado

A próxima rodada de negociação, marcada para terça, é último prazo para que a Fenaban apresente uma proposta digna à categoria
São Paulo – Após 16 dias sem negociações e de mobilizações intensas em todos as regiões, a Fenaban marcou a negociação com os trabalhadores e colocou na mesa a sua proposta: pagar menos do que no ano passado. O Comando Nacional dos Bancários reiterou que não abre mão de reajuste acima da inflação, PLR maior e ganhos superiores ao acordo e a somatória das remunerações do ano passado. A próxima rodada de negociação está marcada para terça-feira, dia 19.
“O setor, que prevê só neste ano crescimento médio nos lucros de mais 40% não quer aceitar pagar aumento real de salários aos seus funcionários. O próximo encontro é o último prazo para que a Fenaban apresente uma proposta digna à categoria. Desde a primeira negociação fomos claros nas nossas reivindicações. Não vamos aceitar que os banqueiros retirem direitos. Vamos até o fim para que os bancários recebam aumento real, uma PLR maior”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.
Quando os executivos se reúnem com o presidente do banco para definir projeções para o próximo ano, todas as estratégias estão voltadas para o crescimento da empresa e aumento dos lucros. Todos os dias nas agências, os bancários trabalham com esse objetivo, elevar número de operações, expandir a carteira de crédito, aumentar a venda de produtos, mas apesar disso, eles estão fora do ciclo do crescimento quando o assunto é remuneração. Você já se imaginou recebendo menos do que no ano passado, depois de tudo o que você trabalhou? Isso é o que os bancos estão propondo: os ganhos ficam para os banqueiros e as perdas para você.
“Vamos manter a mobilização dos bancários, caso as negociações não avancem no próximo rodada, vamos chamar assembléia e os bancários entrarão em greve”, advertiu Macorlino.
Mobilização – Foram vários atos de protestos que envolveram milhares de bancários em todo o país. Em São Paulo, Osasco e região, mais de 20 mil bancários, desde o final do mês de agosto – quando aconteceu a última rodada de negociação da campanha nacional da categoria.
No ano passado, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário mais R$ 800. Este ano, a categoria reivindica aumento real de salários, de 7,05%, além da reposição da inflação, e participação maior nos lucros e resultados – de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500.
Reivindicações da categoria
Itens ou Pisos – Quanto queremos – Quanto é atualmente
Portaria R$ 1.050 R$ 585,20
Escritório R$ 1.500 R$ 839,93
Caixa e Tesoureiro R$ 1.500 R$ 839,93
Gratificação de Caixa R$ 500 R$ 226,65
Outras verbas de caixa zero R$ 107,18
Total – Caixa e Tesoureiro R$ 2.000 R$ 1.173,76
1º Comissionado R$ 2.550 zero
1º Gerente R$ 3.375 zero
Gratificação de função 70% 55%
Gratificação de compensação de cheques 83,15 R$ 75,11
Anuênio 2% R$ 13,19
Auxílio-refeição R$ 14,86 R$ 13,42
Cesta-alimentação R$ 300 R$ 230,02
Auxílio-creche/babá R$ 350 R$ 165,34
Auxílio-funeral R$ 491 R$ 443,50
Indenização por morte ou invalidez R$ 73.215,72 R$ 66.132,89
Ajuda deslocamento noturno R$ 51,25 R$ 46,29
Requalificação profissional R$ 731,75 R$ 660,96
PLR 1 salário + R$ 1.500 + 5% do lucro líquido linear 80% + R$ 800
13ª cesta-alimentação R$ 300 zero
14º salário 1 salário zero
Auxílio-filhos (período escolar) R$ 444,85 zero
Mesas Temáticas
Igualdade e Oportunidades
Saúde
Fim do assédio moral
Fim das metas abusivas
Isonomia para todos
Mais segurança bancária
Condições de trabalho
Defesa do emprego – Ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe dispensas imotivadas
Ampliação do horário de atendimento com 2 turnos de trabalho
Mais contratações
Respeito à jornada de seis horas
Por Elisângela Cordeiro.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

Por 22:08 Sem categoria

Banqueiro quer pagar menos do que no ano passado

A próxima rodada de negociação, marcada para terça, é último prazo para que a Fenaban apresente uma proposta digna à categoria

São Paulo – Após 16 dias sem negociações e de mobilizações intensas em todos as regiões, a Fenaban marcou a negociação com os trabalhadores e colocou na mesa a sua proposta: pagar menos do que no ano passado. O Comando Nacional dos Bancários reiterou que não abre mão de reajuste acima da inflação, PLR maior e ganhos superiores ao acordo e a somatória das remunerações do ano passado. A próxima rodada de negociação está marcada para terça-feira, dia 19.

“O setor, que prevê só neste ano crescimento médio nos lucros de mais 40% não quer aceitar pagar aumento real de salários aos seus funcionários. O próximo encontro é o último prazo para que a Fenaban apresente uma proposta digna à categoria. Desde a primeira negociação fomos claros nas nossas reivindicações. Não vamos aceitar que os banqueiros retirem direitos. Vamos até o fim para que os bancários recebam aumento real, uma PLR maior”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.

Quando os executivos se reúnem com o presidente do banco para definir projeções para o próximo ano, todas as estratégias estão voltadas para o crescimento da empresa e aumento dos lucros. Todos os dias nas agências, os bancários trabalham com esse objetivo, elevar número de operações, expandir a carteira de crédito, aumentar a venda de produtos, mas apesar disso, eles estão fora do ciclo do crescimento quando o assunto é remuneração. Você já se imaginou recebendo menos do que no ano passado, depois de tudo o que você trabalhou? Isso é o que os bancos estão propondo: os ganhos ficam para os banqueiros e as perdas para você.

“Vamos manter a mobilização dos bancários, caso as negociações não avancem no próximo rodada, vamos chamar assembléia e os bancários entrarão em greve”, advertiu Macorlino.

Mobilização – Foram vários atos de protestos que envolveram milhares de bancários em todo o país. Em São Paulo, Osasco e região, mais de 20 mil bancários, desde o final do mês de agosto – quando aconteceu a última rodada de negociação da campanha nacional da categoria.

No ano passado, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário mais R$ 800. Este ano, a categoria reivindica aumento real de salários, de 7,05%, além da reposição da inflação, e participação maior nos lucros e resultados – de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500.

Reivindicações da categoria
Itens ou Pisos – Quanto queremos – Quanto é atualmente
Portaria R$ 1.050 R$ 585,20
Escritório R$ 1.500 R$ 839,93
Caixa e Tesoureiro R$ 1.500 R$ 839,93
Gratificação de Caixa R$ 500 R$ 226,65
Outras verbas de caixa zero R$ 107,18
Total – Caixa e Tesoureiro R$ 2.000 R$ 1.173,76
1º Comissionado R$ 2.550 zero
1º Gerente R$ 3.375 zero
Gratificação de função 70% 55%
Gratificação de compensação de cheques 83,15 R$ 75,11
Anuênio 2% R$ 13,19
Auxílio-refeição R$ 14,86 R$ 13,42
Cesta-alimentação R$ 300 R$ 230,02
Auxílio-creche/babá R$ 350 R$ 165,34
Auxílio-funeral R$ 491 R$ 443,50
Indenização por morte ou invalidez R$ 73.215,72 R$ 66.132,89
Ajuda deslocamento noturno R$ 51,25 R$ 46,29
Requalificação profissional R$ 731,75 R$ 660,96
PLR 1 salário + R$ 1.500 + 5% do lucro líquido linear 80% + R$ 800
13ª cesta-alimentação R$ 300 zero
14º salário 1 salário zero
Auxílio-filhos (período escolar) R$ 444,85 zero

Mesas Temáticas

Igualdade e Oportunidades

Saúde

Fim do assédio moral
Fim das metas abusivas
Isonomia para todos
Mais segurança bancária

Condições de trabalho
Defesa do emprego – Ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe dispensas imotivadas
Ampliação do horário de atendimento com 2 turnos de trabalho
Mais contratações
Respeito à jornada de seis horas

Por Elisângela Cordeiro.

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