O governador licenciado Roberto Requião (PMDB) defendeu ontem a criação de um banco público no Paraná, para preencher a lacuna deixada pelo Banestado, vendido ao banco Itaú, em 2000. Requião lembrou que já existe uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa autorizando a fundação de uma caixa econômica estadual.
O governador, que é candidato à reeleição, afirmou que a reabertura de um banco público paranaense é um sonho pessoal. “Não é uma promessa, mas um sonho que acalento há muito tempo. Este sonho é o ressurgimento de um banco público no Paraná, uma caixa econômica que funcionaria como nosso Banestado. Já temos uma lei da Assembléia que autoriza a abertura, e isso depende do entendimento com as autoridades do Banco Central”, afirmou Requião.
O governador falou sobre o assunto durante um café da manhã com funcionários aposentados do Banestado, no Clube Sírio Libanês, em Curitiba, organizado pela Associação Banestado e Associação dos Funcionários Aposentados do Banestado.
Assim como na campanha eleitoral em 2002, o governador licenciado criticou o fim do banco público paranaense, durante o governo de Jaime Lerner (PSB). A privatização do Banestado ainda é um tema presente no governo do Estado, que tenta renegociar com o governo federal a dívida deixada pelo processo de saneamento do banco. Algo em torno de R$ 5 bilhões, que o Paraná teve de tomar emprestado do Banco Central para cobrir o furo do Banestado, antes de colocá-lo à venda. Mensalmente, o governo do Paraná paga cerca de R$ 30 milhões por conta do empréstimo.
Requião lembrou que o banco Itaú pagou cerca de R$ 1,4 bilhão e herdou um crédito tributário de R$ 1,8 bilhão, enquanto que o Estado se endividou para os próximos trinta anos. Em 2000, quando Lerner conduzia o processo de privatização, Requião apresentou um projeto de lei no Senado tentando salvaguardar o caráter público do Banestado, federalizando a instituição. Faltou um voto para que o projeto fosse aprovado.
De acordo com Requião, o Banestado foi alvo de uma campanha orquestrada por instituições financeiras em parceria com o governo que o antecedeu, para transmitir à sociedade a idéia de que o banco precisava ser vendido. “Eram pessoas que achavam que tudo deveria ser privatizado porque a capacidade gerencial brasileira estava esgotada”, declarou.
Por Elizabete Castro.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.parana-online.com.br.
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Por Mhais• 15 de setembro de 2006• 22:01• Sem categoria
Requião propõe a criação de banco estatal no Paraná
O governador licenciado Roberto Requião (PMDB) defendeu ontem a criação de um banco público no Paraná, para preencher a lacuna deixada pelo Banestado, vendido ao banco Itaú, em 2000. Requião lembrou que já existe uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa autorizando a fundação de uma caixa econômica estadual.
O governador, que é candidato à reeleição, afirmou que a reabertura de um banco público paranaense é um sonho pessoal. “Não é uma promessa, mas um sonho que acalento há muito tempo. Este sonho é o ressurgimento de um banco público no Paraná, uma caixa econômica que funcionaria como nosso Banestado. Já temos uma lei da Assembléia que autoriza a abertura, e isso depende do entendimento com as autoridades do Banco Central”, afirmou Requião.
O governador falou sobre o assunto durante um café da manhã com funcionários aposentados do Banestado, no Clube Sírio Libanês, em Curitiba, organizado pela Associação Banestado e Associação dos Funcionários Aposentados do Banestado.
Assim como na campanha eleitoral em 2002, o governador licenciado criticou o fim do banco público paranaense, durante o governo de Jaime Lerner (PSB). A privatização do Banestado ainda é um tema presente no governo do Estado, que tenta renegociar com o governo federal a dívida deixada pelo processo de saneamento do banco. Algo em torno de R$ 5 bilhões, que o Paraná teve de tomar emprestado do Banco Central para cobrir o furo do Banestado, antes de colocá-lo à venda. Mensalmente, o governo do Paraná paga cerca de R$ 30 milhões por conta do empréstimo.
Requião lembrou que o banco Itaú pagou cerca de R$ 1,4 bilhão e herdou um crédito tributário de R$ 1,8 bilhão, enquanto que o Estado se endividou para os próximos trinta anos. Em 2000, quando Lerner conduzia o processo de privatização, Requião apresentou um projeto de lei no Senado tentando salvaguardar o caráter público do Banestado, federalizando a instituição. Faltou um voto para que o projeto fosse aprovado.
De acordo com Requião, o Banestado foi alvo de uma campanha orquestrada por instituições financeiras em parceria com o governo que o antecedeu, para transmitir à sociedade a idéia de que o banco precisava ser vendido. “Eram pessoas que achavam que tudo deveria ser privatizado porque a capacidade gerencial brasileira estava esgotada”, declarou.
Por Elizabete Castro.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.parana-online.com.br.
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