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BEC vai a leilão por R$ 542,7 mi

Entrou na reta final a privatização do Banco do Estado do Ceará (BEC). O banco cearense vai a leilão, quinta-feira, pelo preço mínimo de R$ 542.721.167,59 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Estão pré-qualificados para participar da disputa Bradesco, Itaú, Unibanco e GE Capital. Na véspera do leilão, a Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) vai confirmar os nomes.

A direção do banco cearense está otimista. “Esperamos um ágio espetacular. O banco está deitado em um colchão de dinheiro”, disse Marco Aurélio Vieira Madeira, o diretor de relações institucionais.

De fato, do ativo total de R$ 1,759 bilhão em junho passado, apenas R$ 272,528 milhões estavam direcionados a operações de crédito; e nada menos do que R$ 1,2 bilhão estavam aplicados em títulos públicos, principalmente Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Não é por outro motivo que o BEC tem uma relação entre patrimônio e ativos ajustados pelo risco – chamado de índice da Basiléia – de 93,9%, quando o mínimo exigido pelo Banco Central (BC) é de 12%. A carteira de títulos é superior aos depósitos totais, que somavam R$ 831,5 milhões em junho.

Depois de saneado com a troca de créditos problemáticos por títulos federais, em operação que levou o Ceará a contrair uma dívida de R$ 986 milhões com o governo federal, em 1998, a direção do banco não ousou ampliar em demasia os empréstimos.

A carteira existente está concentrada em operações com pessoas físicas, especialmente o crédito consignado a funcionários públicos estaduais. Aliás, é a carteira de 117 mil clientes funcionários públicos estaduais um dos principais atrativos da instituição. Do total arrecadado no leilão, R$ 110 milhões serão pagos ao governo estadual exatamente pelo direito do novo controlador de de movimentar até 2010 a conta única do Estado, que compreende o pagamento dos salários dos funcionários públicos, das contas a fornecedores e do caixa estadual.

A Medida Provisória que garante ao comprador o movimento do caixa cearense está sendo contestada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e pelo Partido Comunista do Brasil em ações ajuizadas no Supremo Tribunal Federal. O relator do processo, ministro Sepúlveda Pertence, avaliou as ações, ontem, e resolveu que vai submetê-las à próxima sessão do tribunal, quarta-feira, véspera do leilão.

O Sindicato dos Bancários também promete manifestações contra o leilão. Mas, a direção do BEC não espera que a venda seja adiada.

Os auditores do banco chamam a atenção para o fato de que o déficit atuarial do fundo de pensão dos funcionários do banco, o Cabec, ainda está sendo apurado. Há, porém, um fundo de contingência de R$ 100,6 milhões, dos quais R$ 54 milhões teriam a finalidade de cobrir o déficit da Cabec.

O preço mínimo inclui a parcela a ser arrecadada com a venda de 10% do capital do banco a funcionários, com deságio de 50%. O valor econômico do banco, considerando o capital total, é R$ 576,575 milhões. Já o valor patrimonial era de R$ 383,747 milhões em junho. O BEC teve um lucro líquido de R$ 27,787 milhões no primeiro semestre, e o retorno anualizado ficou em 15%.

O leilão vai começar com a entrega dos envelopes com as propostas dos interessados. Se a diferença entre o primeiro e o segundo maior lance for inferior a 20%, o leilão vai à disputa de viva-voz.

Fonte: www.valoronline.com.br

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BEC vai a leilão por R$ 542,7 mi

Entrou na reta final a privatização do Banco do Estado do Ceará (BEC). O banco cearense vai a leilão, quinta-feira, pelo preço mínimo de R$ 542.721.167,59 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Estão pré-qualificados para participar da disputa Bradesco, Itaú, Unibanco e GE Capital. Na véspera do leilão, a Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) vai confirmar os nomes.
A direção do banco cearense está otimista. “Esperamos um ágio espetacular. O banco está deitado em um colchão de dinheiro”, disse Marco Aurélio Vieira Madeira, o diretor de relações institucionais.
De fato, do ativo total de R$ 1,759 bilhão em junho passado, apenas R$ 272,528 milhões estavam direcionados a operações de crédito; e nada menos do que R$ 1,2 bilhão estavam aplicados em títulos públicos, principalmente Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Não é por outro motivo que o BEC tem uma relação entre patrimônio e ativos ajustados pelo risco – chamado de índice da Basiléia – de 93,9%, quando o mínimo exigido pelo Banco Central (BC) é de 12%. A carteira de títulos é superior aos depósitos totais, que somavam R$ 831,5 milhões em junho.
Depois de saneado com a troca de créditos problemáticos por títulos federais, em operação que levou o Ceará a contrair uma dívida de R$ 986 milhões com o governo federal, em 1998, a direção do banco não ousou ampliar em demasia os empréstimos.
A carteira existente está concentrada em operações com pessoas físicas, especialmente o crédito consignado a funcionários públicos estaduais. Aliás, é a carteira de 117 mil clientes funcionários públicos estaduais um dos principais atrativos da instituição. Do total arrecadado no leilão, R$ 110 milhões serão pagos ao governo estadual exatamente pelo direito do novo controlador de de movimentar até 2010 a conta única do Estado, que compreende o pagamento dos salários dos funcionários públicos, das contas a fornecedores e do caixa estadual.
A Medida Provisória que garante ao comprador o movimento do caixa cearense está sendo contestada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e pelo Partido Comunista do Brasil em ações ajuizadas no Supremo Tribunal Federal. O relator do processo, ministro Sepúlveda Pertence, avaliou as ações, ontem, e resolveu que vai submetê-las à próxima sessão do tribunal, quarta-feira, véspera do leilão.
O Sindicato dos Bancários também promete manifestações contra o leilão. Mas, a direção do BEC não espera que a venda seja adiada.
Os auditores do banco chamam a atenção para o fato de que o déficit atuarial do fundo de pensão dos funcionários do banco, o Cabec, ainda está sendo apurado. Há, porém, um fundo de contingência de R$ 100,6 milhões, dos quais R$ 54 milhões teriam a finalidade de cobrir o déficit da Cabec.
O preço mínimo inclui a parcela a ser arrecadada com a venda de 10% do capital do banco a funcionários, com deságio de 50%. O valor econômico do banco, considerando o capital total, é R$ 576,575 milhões. Já o valor patrimonial era de R$ 383,747 milhões em junho. O BEC teve um lucro líquido de R$ 27,787 milhões no primeiro semestre, e o retorno anualizado ficou em 15%.
O leilão vai começar com a entrega dos envelopes com as propostas dos interessados. Se a diferença entre o primeiro e o segundo maior lance for inferior a 20%, o leilão vai à disputa de viva-voz.
Fonte: www.valoronline.com.br

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