O Brasil garantiu o maior lucro na América Latina do grupo espanhol Santander, que anunciou ontem o balanço de 2005 com um resultado recorde de 6,22 bilhões de euros (US$ 7,46 bilhões), 72% superior ao de 2004. Dados divulgados pelo grupo informam que o lucro do banco no Brasil cresceu 4,1% em dólares, para US$ 734 milhões, ou 9,8% do total do grupo. No México e no Chile, o crescimento do lucro foi maior, 16,3% e 45,5%, respectivamente, mas o resultado final ficou menor, US$ 468 milhões e US$ 420 milhões.
Os resultados consolidados do grupo no Brasil não foram divulgados, mas o balanço da principal operação local, o Santander Banespa, enviado ontem à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mostra uma redução do lucro líquido em moeda local. O Santander Banespa teve um lucro líquido de R$ 1,643 bilhão em 2005, 6,1% a menos do que os R$ 1,75 bilhão de 2004.
Ainda assim, o banco distribuiu R$ 2,092 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio o que teve impacto na redução de 15,8% do patrimônio líquido sobre a posição no final de 2004, para R$ 4,795 bilhões. Assim, o retorno sobre o patrimônio em final de período ficou em 34,3%, acima dos 30,7% de 2004.
O banco não comentou os números. Mas o relatório da administração informa que as despesas de intermediação financeira, deduzidas as provisões para crédito, cresceram 37,8% para R$ 2,766 bilhões, em função do aumento das captações, especialmente de depósitos a prazo e poupança, e elevação dos juros.
As receitas cresceram menos, 12,2% para R$ 6,593 bilhões. As provenientes das operações de crédito aumentaram 15% para R$ 2,934 bilhões, puxadas pelo aumento de 25,7% da carteira, que fechou o ano em R$ 11,264 bilhões, e pela elevação da taxa de juros. Só as operações com pessoas físicas (financiamento de veículos, crédito pessoal e cartão de crédito) aumentaram 29%. os ativos totais cresceram 16,2% para R$ 40,949 bilhões.
Segundo o relatório da administração, o banco detém 5,8% dos créditos concedidos no Brasil e 4,8% dos depósitos, além de 4,5% dos fundos de investimento e 3,8% da previdência privada.
O Santander Banespa informou que as provisões para crédito ficaram estáveis em 5,2% e que as despesas com essa conta somaram R$ 472 milhões, acompanhando o aumento da carteira.
Fonte: Valor Online
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