Os órgãos de defesa do consumidor – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon de São Paulo – identificaram indícios de formação de cartel nas novas tabelas das tarifas bancárias divulgadas pelos bancos.
Em março, o Conselho Monetário Nacional determinou que os todos os bancos divulgassem nas agências e em suas páginas na internet a tabela de tarifas dos serviços bancários, que terão novos valores a partir de 30 de abril.
O objetivo da medida é ofereder aos clientes oportunidade de comparar os preços cobrados pelos serviços oferecidos pelos bancos. Indícios detectados pelos órgãos de defesa do consumidor mostram que pode ter havido combinação de preços, que levaram a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara a marcar para o dia 15 de abril audiência pública para discutir o assunto.
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Tarifas explodem antes de congelamento
Bancos aumentam taxas e em alguns casos variação chega a 900%
São Paulo – A partir do dia 30 de abril os bancos terão que manter os preços das tarifas congelados por pelo menos 6 meses. Antes disso, porém, eles fizeram reajustes nos valores dos serviços que chegam a 900% em alguns casos. Desde segunda, dia 1º, as instituições já estão obrigadas a apresentar o nome padronizado e o valor das únicas 20 tarifas que podem ser cobradas.
Segundo matéria da Folha de S. Paulo, o Itaú elevou de R$ 15 para R$ 150 a taxa de confecção de cadastro de novos clientes. O Unibanco e o Real deixaram de oferecer o serviço de graça e passaram a cobrar R$ 120 e R$ 60, respectivamente. Os bancos colocaram na estratosfera o preço de outros serviços, como o fornecimento de talões de cheque. De acordo com O Estado de S. Paulo, o Safra cobrava R$ 6 por dez folhas em janeiro. Atualmente o valor é de R$ 17, aumento de 183%.
O congelamento das tarifas foi anunciado pelo Banco Central no início de dezembro. De lá para cá, a inflação não chegou a 3%.
“Os bancos não querem perder nunca, mesmo quando o favorecido é a sociedade de onde ele tira seus lucros gigantescos. Lamentavelmente, mais uma vez, eles mostram que a responsabilidade social não passa de marketing”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.
Descaso – Como no caso do Custo Efetivo Total (CET), os bancos ignoraram a norma de apresentar a informação nos contratos a partir de segunda. Segundo a Folha de S. Paulo, agências de diversas instituições ainda não cumpriam a regra.
Por André Rossi – 01/04/2008.
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Até Febraban admite explosão de tarifas
Em alguns casos, aumento chegou a 900%
São Paulo – Não tem mesmo como esconder, mas não deixa de ser emblemático. Até a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) admite que o preço das tarifas bancárias explodiram às vésperas do congelamento previsto por norma baixada pelo Banco Central (BC).
Em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo na quarta-feira, dia 2, o diretor-geral da entidade, Wilson Levorato, reconheceu que o aumento verificado foi significativo. Em alguns casos, como para o cadastro para início de relacionamento, o valor subiu 900%, de R$ 15 para R$ 150.
A elevação foi constatada, pois a partir do dia 31 de março os bancos ficaram obrigados a divulgar a nova tabela de tarifas, já dentro das normas estabelecidas pelo BC no final do ano passado. Dentre elas está o congelamento dos valores por pelo menos 180 dias. Os novos valores entram em vigor em 30 de abril.
Por André Rossi – 02/04/2008.
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