Conheça aspectos defendidos pela FETEC-CUT-PR em entrevista com o presidente da entidade, Elias Hennemann Jordão
Entre os dias 23 e 25 de julho, 628 bancários delegados de todo o país participaram da 12ª Conferência Nacional da categoria, evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, que definiu a minuta com as reivindicações para a Campanha Salarial 2010, que é negociada em âmbito nacional. A delegação do Paraná contou com 33 representantes de todos os 10 sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR. A pauta inclui reajuste de 11%, piso salarial de R$ 2.157,88 e PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos, além de importantes cláusulas sociais e de saúde e segurança do trabalhador.
Elias Hennemann Jordão, presidente da FETEC-CUT-PR, entende como as principais contribuições do Paraná para a pauta nacional, a importância dada ao tema saúde dos trabalhadores e condições de trabalho, sendo igualmente importante a reposição salarial e ganho real. “Nossa delegação contribuiu com uma defesa ardorosa destes temas pelo bem dos trabalhadores”. Acompanhe a avaliação do presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do estado do Paraná (FETEC-CUT-PR).
Qual sua impressão sobre as discussões no Rio, em âmbito nacional, e qual expectativa para as negociações com a Fenaban?
Elias Hennemann Jordão – O saldo é positivo, pois saímos da Conferência com uma minuta única nacional aprovada por todos os participantes e que será defendida e fortalecida por todos os sindicatos de bancários que participam da mesa da Contraf, trazendo com certeza avanços e conquistas futuras para os trabalhadores. Aqui no Paraná, depois de todos os debates que já fizemos, nos resta agora a organização para participarmos ativamente da campanha salarial como fazemos todos os anos. Tenho certeza que novamente o Paraná dará sua grande contribuição fortalecendo o movimento nacional, respaldando a mesa de negociação.
O que de mais importante foi definido nos debates por eixo temático?
Dentre os temas emprego, remuneração, saúde e segurança, e sistema financeiro, participei do grupo de remuneração. Acredito que o assunto mais importante neste grupo foi a discussão e a definição pela contratação total (remuneração fixa mais a variável). Entendo que devemos contratar todas as verbas dos trabalhadores, inclusive as verbas variáveis, pois não podemos deixar o bancário a mercê do banqueiro que paga a remuneração variável da forma mais perversa possível, utilizando-se de metas absurdas e abusivas, e nós devemos intervir nesta lógica.
E como foi a participação dos trabalhadores nas assembleias regionais?
Já tínhamos a expectativa que as assembleias aprovariam por ampla maioria a minuta a ser entregue para a Fenaban, pois a minuta foi construída passo a passo com a participação de todos os trabalhadores a partir das consultas, pesquisas, conferências regionais, estadual e nacional. É esta minuta que os bancários defenderão com muita garra nesta campanha salarial.
Quais serão os próximos passos desta campanha?
A partir de agora estaremos elaborando um calendário de entrega da minuta, de negociação e também estaremos organizando a mobilização dos trabalhadores para a nossa campanha salarial 2010.
As eleições de 2010 afetam a mobilização da categoria?
As eleições não interferem diretamente na nossa mobilização, pois estaremos dando prioridade à campanha salarial, o que não impede que haja algum travamento nas negociações, afinal o banqueiro estará analisando o quadro eleitoral que lhe seja mais favorável.
Qual a importância da categoria bancária ter definido apoio à candidatura da Dilma? De que maneira ela pode ajudar os trabalhadores?
É preciso lembrar que os banqueiros têm lado. E nós, trabalhadores, também precisamos ter lado. Basta lembrar, que em recente pesquisa os empresários brasileiros responderam que gostam do governo Lula, que ganharam dinheiro com a atual situação sólida da economia brasileira, mas votam no outro candidato. E por quê? Porque é óbvio que com o outro candidato eles conseguirão com mais facilidade flexibilizar e tirar direitos dos trabalhadores, conseguirão travar todas as discussões de ratificações internacionais de interesse dos trabalhadores e conseguirão com mais facilidade privatizar setores essenciais da economia brasileira que não conseguiram privatizar no governo anterior deles. Por isso entendemos que a candidata Dilma é a única que tem condições de fazer o país continuar e avançar nos trilhos da boa gestão econômica, de avanços na área social e de melhorias de condições para os trabalhadores brasileiros.
Por Paula Padilha, jornalista.
FETEC-CUT-PR.