Geração de empregos em 2009
Nas entrelinhas da boa notícia de que o Brasil gerou 1,7 milhões de empregos formais em 2009, segundo dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) divulgada ontem (05/08), há a constatação de que o setor industrial, temeroso com a crise internacional, exagerou na dose de cautela no ano passado.
A opinião é do técnico do Dieese Nacional, Antonio Ibarra. E confirma o que a CUT dizia no primeiro trimestre de 2009, quando denunciou que setores do empresariado estavam agindo de maneira precipitada – e alguns de maneira oportunista – ao demitir aos primeiros sinais da crise ou ameaçar com cortes de salário.
“O setor da indústria pisou forte demais no freio”, diz Ibarra, habituado a analisar os dados do emprego no Brasil. “Tanto que o setor continua tentando superar os efeitos da crise”, completa. E explica: o saldo positivo de empregos no setor foi de 50 mil. “É muito pouco”, diz. “A própria Fiesp reconhece que exagerou na dose”. Isso significa que a maior parte das contratações apenas repôs demissões que não precisariam ter sido feitas.
Outro dado observado por Ibarra é que o crescimento na indústria é mais forte nos municípios pequenos e médios. “A indústria está cada vez menos metropolitana”, conclui.
Embora a RAIS não tenha sido divulgada ontem pelo ministro do Trabalho Carlos Lupi com todos os dados – ainda não consta, por exemplo, a geração de empregos por subsetores – Ibarra diz que a indústria de transformação no interior tem sido impulsionada pelas refinarias de cana-de-açúcar, tendência que a RAIS, em anos anteriores, já sinalizava com clareza.
Salários
Os números divulgados ontem mostram que o maior número de empregos formais gerados se deu entre pessoas com ensino médio completo. Foram 1,29 milhões de empregos. Porém, a escolaridade mais elevada não se traduziu com a mesma intensidade no aumento do rendimento médio salarial no ano passado, que subiu 2,51%. “Deveria ter sido melhor”, analisa Ibarra.
Entre os trabalhadores com ensino superior, para quem foram geradas 472 mil vagas com carteira assinada, o rendimento médio subiu 0,57% em relação a 2008. “É praticamente estável, o que é pouco”, analisa.
Entre os brasileiros que não completaram o ensino fundamental, houve recuo de 90,8 mil vagas em relação a 2008. Para Ibarra, isso pode significar que o emprego nessa camada, que foi forte geradora de vagas formais especialmente em 2007 e 2008, passa por uma acomodação. “A maioria dos trabalhadores com essa escolaridade, mesmo que mude de emprego, permanece no mercado”.
Do Blog do Artur Henrique.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
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Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de trabalhadores formais
Relação Anual de Informações Sociais mostra crescimento do emprego no país com a criação de 1,7 milhão de novos postos em 2009. Desde 2003 foram gerados 14 milhões de empregos no Brasil. Salário tem crescimento real de 18,25% em 7 anos
Brasília, 05/08/2010 – Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos formais, crescimento de 4,48% em relação a 2008, segundo números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Desde total, 1,423 milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores públicos (estatutários).
Confira os dados completos da Rais 2009, acessando o endereço eletrônico http://www.mte.gov.br/rais/2009/default.asp
Com 13,9 milhões de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de trabalhadores com emprego formal em todo o país, somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009 aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
“Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais gerados no Governo Lula até o fim do ano, como prevejo há algum tempo. Vivemos ano passado uma crise econômica mundial, e ainda assim conseguimos criar 1,7 milhão de novos empregos; e o trabalhador conseguiu melhores salários. Estes dados apontam uma expressiva vitória do Brasil no que se refere ao seu mercado de trabalho formal”, avaliou Carlos Lupi.
Os 427,8 mil empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e também da inclusão de declarações do Caged entregues fora do prazo.
Rendimento – O rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de 2009. Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de 18,38% entre os homens.
“Somente este ano chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores beneficiados em cursos de qualificação proporcionados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele”, comentou Lupi.
Empresas – Declararam a Rais 2009 7,433 milhões de estabelecimentos. Do total, 3,224 milhões têm empregados e 4,209 milhões não têm empregados. O crescimento do número total de estabelecimentos é de 4,47% em relação a 2008.
Rais – A Relação Anual de Informações Sociais é um Registro Administrativo criado pelo Decreto nº 76.900/75, com declaração anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional. As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos e Temporários, entre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação e nacionalidade, entre outros recortes.
“A Rais é a mais ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de dados; não é estatística, é matemática”, lembrou o ministro.
Entre os objetivos da Rais constam a identificação dos beneficiários do Abono Salarial; a prestação de subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das políticas de formação de mão-de-obra; a geração de estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas (Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE.
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Salário médio tem aumento de 18% acima da inflação em sete anos
Em 2009, o rendimento médio dos trabalhadores cresceu em 2,51%, descontada a inflação. Roraima foi o estado com maior crescimento da remuneração média: acima de 12%
Brasília, 05/08/2010 – A remuneração média dos trabalhadores em 2009 teve um aumento real de 2,51%, passando de R$ 1.556,15 em 2008, para R$ 1.595,22 no último ano. Nos últimos sete anos o crescimento foi de 18,25% acima da inflação, resultado da elevação de 19,11% para as mulheres e 18,38% para os homens. Os números foram apresentados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (05).
Em termos relativos, o Nordeste puxou o aumento dos rendimentos médios, com expansão de 4,78%. No entanto, a região registrou o menor valor na remuneração média, com R$ 1.236,26. Em seguida vem a região Centro-Oeste, com crescimento de 2,91%, registrando o maior salário médio do país, no valor de R$ 2.007,54. O Norte teve crescimento real de 2,45% e o Sudeste de 2,22%. A menor taxa de crescimento foi registrada no Sul, com um aumento de 2,07% e o salário médio chegando ao valor de R$ 1.464,57.
Entre os estados, Roraima liderou o aumento dos rendimentos médio, com crescimento real de 12,48%, alcançando o valor de R$ 1.785,44. Esse crescimento está ligado ao comportamento favorável de subsetores como Serviços Médicos e Odontológicos, Indústria de Papel, Papelão e Gráfica, Serviços de Comércio e Administração de Imóveis e nos Serviços de Alojamento e Alimentação. O maior salário médio foi registrado no Distrito Federal, com valor de R$ 3.445,06.
Somente o Amazonas e Acre foram os únicos estados que registraram queda na remuneração média, com diminuição de 2,40% e 0,16%, respectivamente. A Paraíba, apesar de ter registrado um aumento de 9,01% nos rendimentos médios, tem o o menor valor do salário de admissão, com R$ 1.130,31.
Gênero – No último ano, o ganho real das mulheres ficou em 2,70%, resultado de um aumento de 6,22% no rendimento médio das mulheres com ensino fundamental completo e uma queda de 1,61% na faixa de escolaridade superior incompleto. Entre os homens o aumento foi de 2,52%, resultante de variações que oscilam entre uma 2,13% no grau de instrução superior incompleto a uma elevação de 5,27% para os analfabetos. Os valores registrados foram de R$ 1.422,99 para elas e de R$ 1.717,66 para eles.
Esses dados resultaram do crescimento da participação do rendimento da mulher no mercado de trabalho, que alcançou 82,84% em 2009. A maior diferença de remuneração média está no nível superior completo, onde o estoque e a geração de empregos entre as mulheres superam os entre homens. Nesta faixa de escolaridade a diferença ficou em 58,17%, abaixo do verificado em 2008, de 57,86%.
Estabelecimentos – Os estabelecimentos com menor número de vínculos empregatícios registraram aumento maior na remuneração média dos trabalhadores. As empresas com até quatro vínculos tiveram um aumento real de 4,57% e as com 5 a 9 vínculos crescimento de 4,11%. Essa elevação pode estar relacionada ao ganho real obtido pelo salário mínimo.
Os estabelecimentos com mil ou mais vínculos e os com entre 500 e 999 vínculos empregatícios apresentaram as menores taxas de crescimento no rendimento médio real, da ordem de 0,71% e 1,94%, respectivamente.
Apesar desse comportamento, prevalece ainda um diferencial de 185,4% entre os salários auferidos pelos trabalhadores situados nos estabelecimentos menores, com até 4 vínculos (R$ 788,13), e nos estabelecimentos maiores, com mil ou mais vínculos empregatícios (R$ 2.248,93).
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Em 2009, crescimento do emprego nas regiões do país foi generalizado
Sudeste e Nordeste se destacaram com a geração de 712,1 e 451,2 mil postos de trabalho, respectivamente
Brasília, 05/08/2010 – Em termos absolutos, o crescimento do emprego formal nas regiões geográficas do país, em 2009, foi generalizado. O Sudeste se destacou ao criar 712,1 mil postos. O Nordeste gerou 451,2 mil; a Região Sul criou 275,6 mil; a Região Centro-Oeste 193,5 mil e a Região Norte 133,5 mil. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) foram divulgados pelo ministro do Trabalh oe Emprego, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (05).
Em termos relativos, a Região Nordeste foi quem registrou o maior crescimento do emprego formal no período: 7,04%. Em seguida vêm as regiões Centro-Oeste, 6,00%; Norte, 5,10%; Sul, 4,05%; e Sudeste, 3,49%. Entre os estados, o crescimento do emprego formal também foi generalizado. Entre as 27 unidades federativas, apenas no Amazonas foi registrada queda.
Considerando o desempenho em termos absolutos, os estados que mais se destacaram no período foram São Paulo (366,0 mil vagas); Minas Gerais (166,7 mil); Rio de Janeiro (138,9 mil); Bahia (138,2 mil); Paraná (133,9 mil); Ceará (106,3 mil) e Pernambuco (91,2 mil). E termos relativos, os destaques na geração de emprego formal, em 2009, ficaram com Roraima (43,47%); Rondônia, (13,08%) e Ceará (9,40%).
O único estado que apresentou redução do emprego formal em 2009 foi o Amazonas (-6 mil; -0,11%), em virtude do desempenho negativo da Administração Pública (-6,0) e da Indústria de Transformação (-4.9 mil postos).
Brasil – Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos formais, crescimento de 4,48% em relação ao estoque de trabalhadores verificado em 2008.
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Geração de empregos é maior entre pardos
Segundo a Rais, em 2009 houve crescimento de 7,56% entre os pardos em relação aos brancos e negros, equivalentes ao acréscimo de 649,9 mil postos de trabalho. Rendimento dos negros cresceu mais
Brasília, 05/08/2010 – Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2009 divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram crescimento do emprego entre os trabalhadores pardos em relação aos negros e brancos. De acordo com o levantamento, houve crescimento de 7,56% entre os pardos, representando um acréscimo de 649,9 mil postos de trabalho.
O resultado também significa a maior geração de empregos quando comparado com brancos e negros, que registraram aumento de 2,39%, equivalentes a 469,6 mil postos; e de 3,40%, relativos a 56,2 mil postos, respectivamente. A análise levou em conta apenas os vínculos empregatícios celetistas que, em 2009, atingiram 32,9 milhões.
O crescimento do emprego para os trabalhadores brancos e negros foi menor que a taxa média, o que resultou numa redução da participação de vínculos empregatícios. No caso dos brancos, por exemplo, a participação reduziu-se de 62,32% em 2008 para 61,05% em 2009.
Rendimento – Os rendimentos dos trabalhadores classificados como negros foram os que obtiveram maior aumento (4,12%), seguidos dos declarados como pardos (3,50%) e como brancos (2,69%).
Os rendimentos médios dos vínculos empregatícios declarados como brancos são 47,98% superiores aos rendimentos dos negros e 42,57% acima dos trabalhadores declarados como pardos. Houve ligeira redução, quando comparados com os resultados verificados em 2008, período em que os percentuais foram respectivamente de 50% em relação aos negros e de 43,7% em relação aos pardos.
Escolaridade – A maior diferença entre os rendimentos médios entre negros e brancos ocorreu no nível superior completo, já que os rendimentos dos negros representam 70,68% dos rendimentos dos brancos. Para os pardos, a relação com os rendimentos médios dos brancos atinge 75,03%.
A menor diferença entre os rendimentos dos negros e brancos ocorreu na faixa de oitava série completa do ensino fundamental (90,50%), enquanto que, para os pardos, situa-se na faixa de 4ª série completa (91,12%).
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Cresce a força de trabalho feminina
Segundo dados da Rais, participação da mulher no mercado de trabalho passou de 41,1% em 2008 para 41,4% em 2009. Salário cresceu 2,70% entre elas
Brasília, 05/08/2010 – Em 2009, a força de trabalho feminina cresceu 5,34%, percentual acima do registrado entre os homens, de 3,87%, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2009 divulgados nesta quinta-feira (5). O resultado confirma a trajetória de elevação da participação da mulher no mercado de trabalho nos últimos anos, passando de 41,1% em 2008 para 41,4% em 2009.
Quando comparada por nível de instrução, a força de trabalho feminina continua superior à masculina nos níveis de instrução Superior Incompleto, com 912,5 mil postos para as mulheres ante 845,7 mil postos para homens; e no Superior Completo, com 3,970 milhões de postos para as mulheres e 2,763 milhões de postos para os homens.
Os números da Rais mostram queda do emprego em postos de trabalho situados nos níveis com menor grau de escolaridade, até o ensino fundamental incompleto, e aumento para todos os demais a partir do ensino fundamental completo, para ambos os gêneros.
O maior percentual de redução do emprego ocorreu na quarta série completa , com queda de 4,26%, afetando os dois gêneros, sendo retração de 4,31% para os homens e de 4,11% para as mulheres. O maior aumento percentual se verificou no ensino médio completo, com alta de 8,49%, sendo para os homens de 9,07%, ante 7,77% para as mulheres.
Remuneração – As mulheres obtiveram um ganho real de 2,70% em 2009, resultante da elevação da remuneração média de R$ 1.385,61 em 2008, para R$ 1.422,99 em 2009. Este percentual foi superior ao obtido pelos homens, de 2,52%, proveniente do aumento de R$ 1.675,46 para R$ 1.717,66, nos respectivos períodos.
Esses dados resultaram no crescimento da participação do rendimento das mulheres ante o dos homens, de 82,70% em 2008, para 82,84% em 2009.
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Qualificação e escolaridade garantem mais chances de o trabalhador ter um bom emprego, diz Lupi
Brasília – O mercado de trabalho brasileiro está mostrando que quanto maior a qualificação e a escolaridade do trabalhador, mais chances ele tem de conseguir um emprego e ser melhor remunerado, disse nesta quinta-feira (5) o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
“Quanto menor o nível de escolaridade, maiores foram as demissões. Os únicos índices negativos de contratação foram para quem tinha concluído a quarta série ou ensino médio incompleto”, explicou.
O ministro destacou o maior crescimento regional, principalmente no Nordeste onde houve um aumento de 7,04% de postos de trabalho no ano passado em relação a 2008. “A gente comprova que há um crescimento regionalizado maior no Brasil, nas regiões mais carentes, e isso se deve basicamente ao salário mínimo que aumentou mais que a inflação”, disse.
Lupi afirmou que as empresas privadas tem investido mais na Região Nordeste por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida.
Segundo os dados da Rais, o Brasil contabilizou 41,2 milhões de empregos formais em 2009, um aumento de 1,766 milhão em relação ao ano anterior.
Por: Roberta Lopes. Publicado em 05/08/2010, 15:59. Última atualização às 16:20.
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Brasil cria 1,76 milhão de empregos em 2009 e vê mais mulheres no mercado de trabalho
São Paulo – O Brasil contabilizou 41,2 milhões de empregos formais em 2009, um aumento de 1,766 milhão em relação ao ano anterior, segundo dados do Registro Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego. O acréscimo de 4,48% em relação ao estoque de empregos de 2008, quando foram registrados 39,4 milhões de postos, foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo ministro Carlos Lupi.
A força de trabalho feminina aumentou seu espaço no mercado. De acordo com dados da Rais, as mulheres tiveram um aumento de 5,34% na participação do mercado de trabalho, em relação ao ano de 2008, enquanto os homens tiveram um aumento de 3,87%. Em 2009, as mulheres ocupavam 17 milhões de postos, enquanto os homens estavam em 24,1 milhões.
Mesmo minoritárias no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres ocupam mais postos quando a comparação é feita entre os trabalhadores com ensino superior completo. Elas estão em 3,97 milhões de vagas, ante 2,76 milhões dos homens.
Quando comparados os dados por faixa etária, o destaque em 2009 foi a faixa etária com mais de 65 anos, que teve um aumento de 7,62% na comparação com 2008. Os jovens entre 16 e 24 anos registraram as menores taxas de crescimento de novos empregos. Nessa faixa etária houve um aumento de 1,46% em 2009 na comparação com 2008. Na faixa entre 18 e 24 anos houve um aumento de 2,61%. Esse comportamento, segundo o ministério, sinaliza uma opção dos jovens de permanecer mais tempo na escola antes de ingressar no mercado de trabalho.
Setores
Os setores que mostraram melhor desempenho foram o de serviços, com a criação de 654 mil novos postos de trabalho; a administração pública, com 453,8 mil empregos; o comércio, com 368,8 mil postos e a construção civil, com 217,7 mil novos postos de trabalho.
Os dados mostram ainda que o número de trabalhadores formais, tomando como referência as informações da Rais mais o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) até junho de 2010 (1,437 milhão), chega a 42,680 milhões neste ano.
Estados
O Amazonas foi o único estado brasileiro com saldo negativo de empregos em 2009. Foram contabilizados no estado 509.645 postos e em 2008 foram 510.219, o que representa uma redução de 574 empregos. Segundo dados do ministério, isso se deve ao desempenho negativo da administração pública e da indústria de transformação. Nesses dois setores houve uma redução de cerca de 10 mil vagas.
Apesar do desempenho negativo do Amazonas, a região Norte foi uma das que registrou o maior crescimento no número de emprego: 5,10% na comparação com 2008. Na região, foram registrados 2,7 milhões de empregos em 2009 contra 2,6 milhões em 2008.
O Nordeste teve o melhor desempenho. Foram registrados 6,8 milhões de novos empregos em 2009 contra 6,4 milhões em 2008, um aumento de 7,04%.
Os números mais expressivos foram os do estado do Ceará com um aumento de 9,4% em relação a 2008. No ano passado foram gerados 1,2 milhão de empregos contra 1,1 milhão em 2008. Já o Rio Grande no Norte foi o estado com o menor crescimento da região, 4,57% em relação a 2008. O estado registrou 538.757 novos postos em 2009 e, no ano anterior, 515.227.
A região que teve o menor crescimento do emprego no ano passado foi a Sudeste com um aumento de 3,49% em relação a 2008. Foram gerados na região 21,09 milhões de empregos em 2009, no ano anterior esse número foi de 20,38 milhões.
Por: Redação da Rede Brasil Atual. Publicado em 05/08/2010, 15:59. Última atualização às 18:30.
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Desde 2003, país ganhou 13,2 milhões de empregos formais
Dados do Ministério do Trabalho incluem Caged e Rais; Brasil tem hoje 34,5 milhões de trabalhadores com carteira. Salário médio de admissão subiu 29%
São Paulo – Desde 2003, o país ganhou 13.226.083 empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com números de trabalhadores com carteira assinada, e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que inclui servidores públicos federais, estaduais e municipais. Com o resultado do Caged em junho, divulgado quinta-feira (15), o total de trabalhadores celetistas no Brasil chegou a 34,5 milhões (34.474.339).
Apenas no primeiro semestre deste ano, foram criados 1.473.320 empregos com carteira assinada, o melhor resultado do Caged para o período. Em 12 meses, são 2.168.924 postos de trabalho com registro a mais, uma expansão de 6,71%.
Os dados do Caged mostram ainda que o salário médio de admissão do trabalhador aumentou 29,14% desde 2003, de R$ 635,85 para R$ 821,13. Os homens (aumento de 31,41%) recebem em média R$ 856,88 e as mulheres (25,45%), R$ 753,23.
Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual. Publicado em 16/07/2010, 13:45. Última atualização às 17:04.
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