Nota oficial: Faremos festa quando contribuição negocial for aprovada
A CUT não participou da festa realizada na noite de ontem (9 de abril) para comemorar o reconhecimento legal das centrais sindicais por entender que, enquanto o imposto sindical não for substituído pela contribuição negocial, não há razão para festa.
A contribuição negocial não será obrigatória, mas aprovada em assembléia. As entidades terão de realizar ação sindical permanente, pois do contrário dificilmente conseguirão pleitear tal contribuição.
A CUT sempre foi contra o imposto sindical por acreditar que tal taxa protege sindicatos de fachada, garantindo sustentação financeira mesmo daqueles que não têm representatividade ou ação. Os sindicatos de trabalhadores devem ser fortes, bem estruturados e influentes, desde que calcados na defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora.
Coerentes com essa postura, enviamos carta aos deputados e deputadas federais, no dia 26 de março (veja nos arquivos anexos), reforçando a importância do reconhecimento das centrais e exortando-os a apoiar o projeto que vai acabar com o imposto sindical, a taxa assistencial e a contribuição confederativa, e que criará a contribuição negocial.
Conclamamos todos os parlamentares, especialmente aqueles que tentaram barrar o reconhecimento legal das centrais alegando serem contra o imposto, para lutar pelo projeto de extinção do imposto sindical que, em breve, deverá ser apreciado na Câmara e será, com certeza, mais um grande passo na consolidação de uma sociedade democrática, onde o direito, a democracia e a liberdade sejam os propulsores da igualdade e de melhores condições de trabalho e de vida para a classe trabalhadora brasileira.
Por Artur Henrique, que é presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
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Centrais sindicais homenageiam parlamentares por aprovação de projeto
Brasília – Com um coquetel no Salão Nobre do Congresso Nacional e entrega de diplomas de agradecimento, as centrais sindicais homenagearam hoje (9) os 273 deputados e 79 senadores que votaram favoravelmente ao projeto de lei de legalização das entidades.
Ao participar da homenagem, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que “talvez seja esta uma das poucas vezes, nos 13 anos em que estou na Câmara, em que uma entidade homenageia os parlamentares que aprovaram projeto de interesse dela”.
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), explicou que os R$ 17,5 mil gastos com o coquetel foram pagos com dinheiro das centrais, a fim de demonstrar gratidão pelo reconhecimento de “uma luta de mais de cem anos”.
Ele esclareceu que não se tratou de dinheiro do imposto sindical, que será destinado às entidades: “Ainda não recebemos esse dinheiro.” E informou que parte do total a ser repassado às entidades será destinado à qualificação profissional: “Vamos usar o dinheiro para outros eventos de interesse dos trabalhadores. Viremos a Brasília mais vezes para defender os direitos e interesses. Agora teremos dinheiro para isso.”
Promoveram a solenidade a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Força Sindical.
Por Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.