fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:53 Sem categoria

Copom deverá manter os juros em 19,75%

Embora na semana passada tenham crescido os rumores de que o Banco Central decidiria cortar juros agora em julho, no mercado financeiro prevalece a opinião de que a autoridade monetária continuará cautelosa.

Para a maioria, o Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne amanhã e na quarta-feira, manterá a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 19,75% ao ano, apesar de muitos economistas reconhecerem que já existem razões técnicas para a redução da taxa há meses.

A projeção para a inflação de julho melhorou, e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado como referência para as decisões de política monetária, registrou deflação em junho.

Variável importante nos modelos usados pelo Banco Central, as expectativas de inflação de 2005, coletadas pelo próprio BC no mercado, caíram para 5,72%, depois de dois meses em queda, e devem continuar recuando nas próximas semanas.

A aposta majoritária na estabilidade de juros se justificaria pelo cuidado do BC em aguardar a consolidação do cenário positivo para a inflação e a evolução da crise política. “O BC vai pecar pelo conservadorismo nas próximas decisões também para demonstrar que não está sendo pressionado a baixar juros para ajudar o governo”, diz Mohamed Mourabet, estrategista no Brasil do Victoire Finantial Capital.

Além da definição do quadro político, a autoridade monetária esperará também que as expectativas de inflação estejam bem próximas da meta, que é de 5,1% no ano, o que deve ocorrer em setembro, estima Mourabet.

A atividade industrial segue moderada, de forma a não pressionar os preços, enquanto o ambiente externo permanece favorável. O crescimento mundial está preservado, a expansão nos Estados Unidos e na China prossegue e com baixa inflação, sem contar a liquidez nos mercados internacionais, que ainda é grande e beneficia países emergentes.

Início da queda
O mercado mostra-se mais dividido quanto ao mês em que os juros começariam a cair. As apostas, por enquanto, se distribuem entre o mês que vem e setembro.

Para o Unibanco, o BC começaria a reduzir, já em agosto, 0,25 ponto percentual da taxa básica. Para depois seguir com cortes de 0,50 ponto a cada mês, e encerrar o ano em 17,5%, segundo o gestor Paulo Solano. A taxa continuaria em queda menos acentuada até março ou abril, quando chegaria a 16,75% ou 16,50%.

Mas, por ora, setembro reúne o maior número de apostas das instituições financeiras ouvidas pela Folha como marco do início da redução de juros.

Entre os que afirmam esperar queda de juros naquele mês estão o Banco Itaú. Segundo Marcelo Sinischalchi, o banco estima que o BC já inicie o processo de redução com corte de 0,50 ponto percentual.

Para o estrategista-chefe da Sul América Investimentos, Paulo de Sá Pereira, apenas em setembro o Banco Central terá segurança para começar a reduzir os juros.

O superintendente de gestão do Santander, Márcio Appel, diz que os juros deverão cair apenas no último trimestre do ano, a partir de outubro. “Não deveriam se apressar em trazer a taxa nominal logo para 16% ao ano”, afirma. Para ele, o governo pode considerar interessante “guardar boas notícias para o ano que vem”.

Fonte: Folha de São Paulo – Maria Cristina Frias

Por 11:53 Notícias

Copom deverá manter os juros em 19,75%

Embora na semana passada tenham crescido os rumores de que o Banco Central decidiria cortar juros agora em julho, no mercado financeiro prevalece a opinião de que a autoridade monetária continuará cautelosa.
Para a maioria, o Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne amanhã e na quarta-feira, manterá a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 19,75% ao ano, apesar de muitos economistas reconhecerem que já existem razões técnicas para a redução da taxa há meses.
A projeção para a inflação de julho melhorou, e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado como referência para as decisões de política monetária, registrou deflação em junho.
Variável importante nos modelos usados pelo Banco Central, as expectativas de inflação de 2005, coletadas pelo próprio BC no mercado, caíram para 5,72%, depois de dois meses em queda, e devem continuar recuando nas próximas semanas.
A aposta majoritária na estabilidade de juros se justificaria pelo cuidado do BC em aguardar a consolidação do cenário positivo para a inflação e a evolução da crise política. “O BC vai pecar pelo conservadorismo nas próximas decisões também para demonstrar que não está sendo pressionado a baixar juros para ajudar o governo”, diz Mohamed Mourabet, estrategista no Brasil do Victoire Finantial Capital.
Além da definição do quadro político, a autoridade monetária esperará também que as expectativas de inflação estejam bem próximas da meta, que é de 5,1% no ano, o que deve ocorrer em setembro, estima Mourabet.
A atividade industrial segue moderada, de forma a não pressionar os preços, enquanto o ambiente externo permanece favorável. O crescimento mundial está preservado, a expansão nos Estados Unidos e na China prossegue e com baixa inflação, sem contar a liquidez nos mercados internacionais, que ainda é grande e beneficia países emergentes.
Início da queda
O mercado mostra-se mais dividido quanto ao mês em que os juros começariam a cair. As apostas, por enquanto, se distribuem entre o mês que vem e setembro.
Para o Unibanco, o BC começaria a reduzir, já em agosto, 0,25 ponto percentual da taxa básica. Para depois seguir com cortes de 0,50 ponto a cada mês, e encerrar o ano em 17,5%, segundo o gestor Paulo Solano. A taxa continuaria em queda menos acentuada até março ou abril, quando chegaria a 16,75% ou 16,50%.
Mas, por ora, setembro reúne o maior número de apostas das instituições financeiras ouvidas pela Folha como marco do início da redução de juros.
Entre os que afirmam esperar queda de juros naquele mês estão o Banco Itaú. Segundo Marcelo Sinischalchi, o banco estima que o BC já inicie o processo de redução com corte de 0,50 ponto percentual.
Para o estrategista-chefe da Sul América Investimentos, Paulo de Sá Pereira, apenas em setembro o Banco Central terá segurança para começar a reduzir os juros.
O superintendente de gestão do Santander, Márcio Appel, diz que os juros deverão cair apenas no último trimestre do ano, a partir de outubro. “Não deveriam se apressar em trazer a taxa nominal logo para 16% ao ano”, afirma. Para ele, o governo pode considerar interessante “guardar boas notícias para o ano que vem”.
Fonte: Folha de São Paulo – Maria Cristina Frias

Close