(São Paulo) Uma ex-vendedora da Telefônica ganhou na Justiça direito a indenização de R$ 11.584,50 depois de alegar que foi humilhada pela chefe, que fazia caricaturas sobre seu desempenho profissional, segundo entendimento dos juízes da 3ª Turma do TRT da 2ª Região (São Paulo).
De acordo com a ação, a chefe da equipe de vendas monitorava o desempenho dos funcionários por meio de desenhos “satirizando o desempenho dos subordinados, afixando cartazes depreciativos na sala de café”.
Segundo a vendedora, a chefe também enviou para a sua casa um pacote de lenços de papel, para “consolá-la pelo fraco desempenho”. Em outra ocasião, segundo ela, encaminhou um fax alertando-a que, “se você não tem entusiasmo, vai acabar sendo despedida com entusiasmo”.
A empresa afirma que não houve ato ilícito e nem prova das acusações e do sofrimento causado à reclamante. Alegou, ainda, que a ex-empregada participou dos eventos e que indenização arbitrada seria “absurda, irreal e despropositada”.
Segundo o juiz Eduardo de Azevedo Silva, relator do recurso ordinário, apesar de ser normal a imposição de metas e busca por resultados, “não se pode admitir que a empresa, nessa empreitada, extrapole os limites do razoável para desaguar no terrorismo, ao adotar, como método de trabalho, ameaças, humilhações, desespero”.
Para o relator, “os chefes e encarregados de vendas na Telesp [atual Telefônica] perderam a noção do que separa o incentivo da humilhação, a tal ponto que o resultado, o volume de vendas, o êxito, o sucesso, tudo isso está muito acima e além do respeito ao ser humano”.
Fonte: Folha Online
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