O foco no crédito para pessoa jurídica, que passou a ser o alvo da estratégia do Banco BBM desde 2003, já rende frutos para o banco. Os resultados divulgados hoje ao mercado reportam um aumento de 46,4% no lucro líquido, que alcançou a cifra de R$ 113, 2 milhões em 2005.
Segundo o presidente do banco, Pedro Henrique Mariani, no ano passado, o BBM atingiu o pico de sua carteira de crédito, que está na casa do R$ 1,5 bilhão, o que representou um crescimento de 66,25%. “Para este ano, nossa meta é ultrapassar os R$ 2 bilhões, creio que é uma meta bem factível, o cenário para o segmento de crédito é favorável este ano”, diz Mariani.
O segmento que teve maior expansão foi o de repasses do BNDES, que aumentou 368% na carteira do BBM em 2005. As operações de capital de giro cresceram 35%, enquanto as de comércio exterior dobraram. “Esse foi um crescimento importante, e já mostra um efeito de nossa estratégia de abrir escritórios em outros Estados, como Rio Grande do Sul”, analisa Mariani.
De olho no aumento de sua carteira de crédito junto a empresas de maior porte, o BBM iniciou no ano passado uma expansão regional, com a abertura de escritórios comerciais em Porto Alegre, Campinas e Belo Horizonte, além de reativar o de Salvador. O movimento deu certo e pode continuar este ano. “Estamos estudando a possibilidade de chegar ao Centro-Oeste, mas não há nada fechado”, diz o presidente do banco. A idéia é focar exclusivamente no segmento corporativo. “Não operamos o crédito para pessoa física, acreditamos que esse é um segmento que ficará mais dominado pelos grandes bancos”, acrescenta.
Segundo o executivo, o BBM não chegou a ser atingido, no ano passado, pela crise pós-Banco Santos – e agravada por conta da crise política -, que prejudicou vários bancos de médio porte, com a redução do total de depósitos e a dificuldade de captação de funding. “O total de depósitos cresceu 33% no ano passado e atingiu R$ 1,728 bilhão”, diz Mariani.
“Não chegamos a ser atingidos, mas também não é possível dizer que fomos beneficiados, talvez pudéssemos ter crescido mais”, avalia o executivo. Segundo ele, os depósitos (CDB e CDI) continuam sendo a principal ferramenta de captação de funding do banco, que ainda não recorreu de forma significativa a instrumentos como os Fundos de Investimentos de Direitos Creditórios (FIDCs).
A rentabilidade do banco atingiu 22,63% e o patrimônio no fim de 2005 chegou a R$ 500,3 milhões, o que representa um aumento de 25% em relação ao fim de 2004. O total de ativos do BBM cresceu 98% em 2005. Segundo Mariani, a participação da operação de crédito nos resultados do banco foi de 34% enquanto a carteira proprietária e a parte de tesouraria participaram com cerca de 60% do resultado. A área de administração de recursos de terceiros, recentemente reincorporada ao banco, teve participação de cerca de 6%. Neste segmento, o BBM administra uma carteira de R$ 1,8 bilhão.
Fonte: Valor Online
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