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Debate entre candidatos ao governo do Paraná destaca papel do Estado

O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná realizado pela Rede Band na noite desta quinta-feira não apresentou nada de novo aos trabalhadores.

Os candidatos apresentaram as mesmas propostas de sempre sobre saúde, educação, segurança e emprego. Os candidatos trocaram farpas sobre a privatização do BANESTADO, as coligações e a REFORMA AGRÁRIA durante as perguntas de candidato para candidato.

A tentativa não explicitada foi de colocar para a população a posição de cada candidato sobre o papel do estado e o patrimônio público, tendo em vista que o partido do candidato que lidera as pesquisas ter provocado a privatização de rodovias, bancos estaduais, ferrovias, a Vale, a telefonia, ou seja, um período marcado pelo neoliberalismo.

O candidato Beto Richa (PSDB) passou o seu tempo, mais o tempo que seria destinado a fazer pergunta a outro candidato, elogiando os feitos de sua prefeitura, lembrando o quanto era bom o seu pai e reafirmou seu voto pela privatização do BANESTADO. Também atacou o candidato do PV dizendo que as críticas a sua coligação não passam de incompetência para fazer alianças.

Osmar Dias (PDT) destacou sua trajetória na vida pública, lembrando que sua assinatura foi a primeira a encabeçar a ação popular contra a privatização da COPEL, e seu programa para resgatar a juventude das drogas. Defendeu-se das críticas sobre a sua coligação dizendo que seria impossível não apoiar um governo como o do Presidente Lula que tirou milhões de pessoas da linha da pobreza, citou os programas sociais do governo federal e do governo Requião.

Paulo Salamuni (PV) questionou as coligações que dão sustentação aos dois candidatos mais pontuados nas pesquisas e pediu que os demais candidatos assinassem o pedido de cassação do presidente da Assembléia Legislativa do Paraná Deputado Nelson Justus por conta do escândalo dos diários sem numeração.

Luiz Felipe Bergmann (PSOL) manteve a mesma postura apresentada por Plínio de Arruda Sampaio, em defesa do socialismo e questionando as demais candidaturas, destacando o problema do Lixão da Caximba, redução de jornada e a saúde pública.

O Candidato Robinson de Paula (PRTB) perguntou sobre o “caixa dois” na política, mas não deu nomes aos “bois”, ficando na crítica generalizada aos políticos corruptos. Em sua resposta ao representante da FIEP mostrou que desconhece as metas do milênio.

Avanilson Araújo do PSTU atacou fortemente o candidato Beto Richa sobre sua postura de apoiador de Jaime Lerner e de votar pela privatização do Banestado quando era deputado estadual. Ele também criticou a ausência de seu candidato a Presidência da República no debate da BAND.

Amadeu Felipe do PCB teve sua participação marcada pela postura favorável à reforma agrária e a defesa do socialismo.

A participação de mulheres nas chapas majoritárias também foi alvo da atenção de dois candidatos, Osmar Dias que defendeu Gleisi Hoffmann (PT) ao senado e Dilma Roussef (PT) para presidência. Salamuni falou sobre Marina Silva, que é candidata do PV a presidência.

Os debates são importantes contribuições à democracia e oportunidade para o eleitorado conhecer as opções para votar nas próximas eleições. Para a CUT/PR o projeto de estado que se desenha a partir de cada eleição deve ser transparente, pois as decisões políticas definem as condições de vida de toda a população.

Por Marisa Stedile, que é trabalhadora bancária e secretária geral da CUT-PR.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

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Debate não teve confronto direto entre Beto e Osmar

O debate na TV Bandeirantes contou com todos os candidatos a governador, incluindo os de partidos nanicos.

As privatizações do governo Lerner, principalmente a venda do Banestado, as drogas, especialmente o crack, a ocupação da terra, o pedágio e a violência foram os temas mais abordados no primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná, ontem à noite na TV Bandeirantes.

No primeiro bloco, os candidatos – Avanilson Alves (PSTU), Osmar Dias (PDT), Beto Richa (PSDB), Amadeu Felipe (PCB), Robinson de Paula (PRTB), Paulo Salamuni (PV) e Felipe Bergman (PSOL) – deveriam responder à pergunta porque queriam governar o Estado.

O segundo bloco foi destinado a perguntas de entidades de classe. Amadeu Felipe que criticou o latifúndio e disse que a propriedade não é um bem divino. A pergunta da entidade da educação sobre concursos públicos a Felipe Bergman foi respondida que em seu governo não terá terceirização porque isto é malandragem para dar dinheiro a pessoas fora da educação.

O presidente da Fiep indagou sobre as metas do milênio e Robinson de Paula respondeu que ia montar um projeto de Zona Franca no Paraná. O SindSaude questionou Osmar sobre a aplicação do mínimo previsto para o setor.

O candidato disse que no Estado, se levasse em conta os recursos aplicados em programas como leite da criança, este índice estava sendo investido. A pergunta da Fecomércio para Avanilson foi respondida sobre o endividamento público, que atinge cifras bilionárias.

A representante da CUT indagou a Beto Richa o que ele achava da proposta de educação integral. Beto disse que era favorável. Ao responder sobre superpopulação carcerária, Salamuni disse que ia reduzir cargos em comissão para sobrar dinheiro e combater o problema.

No terceiro bloco, Avanilson questionou Beto sobre o fato de o tucano ter pertencido à base de apoio do ex-governador Jaime Lerner e ser conivente com a venda do Banestado, da Sanepar, com a tentativa de vender a Copel e a implantação do pedágio.

Beto disse que votou a favor da venda do banco porque ele estava em situação difícil. Disse que era contra a venda da Copel. Avanilson, na réplica, disse que Beto defendia a privatização e que ainda defende interesses dos grandes capitalistas.

Em seguida, Amadeu Felipe indagou Osmar Dias sobre propostas para a reforma agrária e relações com o MST. Osmar respondeu sobre assentamentos feitos quando secretário da Agricultura e defendeu o direito de propriedade, embora com assentamento em terras improdutivas.

Beto Richa aproveitou a pergunta sobre Saúde a Amadeu Felipe para dizer que ia cumprir os 12% de investimento em Saúde, enquanto o candidato do PCB falou sobre a importância de ter vacinas para todas as crianças.

Quando chegou a vez de Osmar fazer perguntas a Avanilson, ele indagou: “Você votaria pela privatização do Banestado ou não?”. Avanilson criticou o governo Lerner, que iniciou o processo de privatização do Banestado, e também criticou o governo Requião por não enfrentar o problema do pedágio.

Na réplica Osmar disse que quem teve a oportunidade de defender a empresa pública e não fez não poderia agora dizer que ia respeitar a empresa pública. No quarto bloco, Avanilson indagou a Robinson o que ele iria fazer para criar novos empregos.

Robinson voltou a insistir na criação da Zona Franca. Osmar indagou a Salamuni as propostas para combater o crack. Salamuni falou de Marina Silva e permitiu a Osmar na réplica falar de sua proposta de criar cinco clínicas para atacar o problema.

Na tréplica Osmar falou sobre iniciativas para combater a entrada da droga nas fronteiras e nas escolas. Felipe questionou Osmar sobre transparência e uso de funcionários de políticos em campanha.

Osmar disse que todos os seus funcionários no Senado foram exonerados para trabalhar na campanha. No final do bloco, Beto Richa disse que a venda do Banestado teve participação de integrantes do PDT e do PMDB e fez a defesa de sua coligação, ao ser questionado por Paulo Salamuni, que apontava “hecatombe moral” da política paranaense.

Por Redação.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.paranaonline.com.br.

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