São Paulo – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira (22/07) que seguirá a receita de reajustes do salário mínimo praticada durante o governo Lula. A gestão, o Executivo federal firmou compromisso com as centrais sindicais de promover aumento real do mínimo.
“Nós fizemos um processo com as centrais em que o reajuste do salário mínimo é a inflação do ano mais o crescimento do PIB de dois anos antes, e ele é responsável por 74% de aumento do salário salário mínimo entre 2003 e 2010 em termos reais”, argumentou.
Dilma lembrou durante a sabatina ao portal R7 a diferença de tratamento dado ao salário mínimo no país. Antes, disse ela, era corrente o discurso de que aumentar o salário mínimo teria um reflexo ruins sobre a inflação. “Quando nós entramos no governo (2003), o salário mínimo estava abaixo dos US$ 100. Hoje, está perto dos US$ 300. Nós provamos que aquela coversa era mentira”, disse.
A luta pelo aumento real no salário mínimo iniciou com as marchas dos trabalhadores em Brasília em 2004. Em janeiro deste ano, o salário mínimo passou a ser de R$ 510.
América Latina
Dilma também falou sobre juros, inflação, crescimento e desenvolvimento, sempre ponderando o lado social, mas também teve de ouvir perguntas como “se jantaria com Fidel Castro ou faria greve de fome?” ou ainda se seria “madrinha de um relacionamento homossexual”, e foi questionada sobre a possibilidade de Antonio Palocci ocupar cargos no governo.
Calma, Dilma respondeu a todas, respectivamente: (sobre os países da América Latina) é preciso respeitar a diferença entre posições pessoais e oficiais nas relações com outras nações e afirmou ser favorável a união civil entre pessoas do mesmo sexo. “Como governante, eu acho, que o país tem de reconhecer os direitos civis, ter uma legislação para o aborto”, resumiu.
Já sobre uma provável montagem de governo, lembrando Fernando Henrique Cardoso na disputa à prefeitura de São Paulo, em 1985, quando “sentou” na cadeira de prefeito antes das eleições e acabou perdendo para Jânio Quadros. “O que eu tenho de dizer para o eleitor é o projeto da continuidade do presidente Lula e seguir avançando.”
Copa do Mundo
Dilma também falou sobre a indecisão do governo de São Paulo e a CBF sobre qual estádio irá receber jogos do Mundial. Para ela, é um absurdo São Paulo ficar de fora das cidades-sede.
Propostas
Primeiro, Dilma falou sobre o Bolsa-Família, que tem como objetivo. Ela disse que a cobertura só não é maior por falta de cadastro, cuja responsabilidade cabe às prefeituras. “Essa população (de extrema pobreza) era de 77 milhões, mas reduzimos em 24 milhões, e por vários mecanismos, entre eles a formalização do emprego.”
Ela também questionou os programas sociais em São Paulo, após e a promessa de Serra em duplicar o Bolsa Família. “Ele foi governador de São Paulo e tinha três programas principais, o Renda Cidadã, o Ação Jovem e o Jovem Cidadão. O Renda Cidadã, maior deles, diminuiu, reduziu-se”, disse. “Há uma diferença entre dizer e fazer”. E completou: “Eu tenho orgulho do que nós fizemos. Nós fizemos, sabemos o que fazer e como fazer. Eles, não.”
Outro ponto abordado foi a educação. A candidata defendeu a valorização dos professores, principalmente em relação ao piso nacional, que deve crescer a cada ano. “Nós temos de olhar para a geração jovem e para as crianças e dizer vamos dar a eles o que nós não tivemos de oportunidade”, afirmou.
Ela também elogiou o programa Minha Casa, Minha Vida e diz que seu objetivo é construir três milhões de casas até 2014.
Por: Redação da Rede Brasil Atual. Publicado em 22/07/2010, 17:59.
Última atualização às 19:29
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Marina sai em defesa de Dilma por luta contra ditadura
São Paulo – Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República, fez críticas ao comportamento de candidatos e pessoas que tentam associar a também candidata Dilma Rousseff (PT) ao termo “terrorista”.
Em sabatina com internautas do portal Terra, Marina afirmou que a anistia foi para os dois lados. “Acho que ela (Dilma) lutou pela democracia, naquela época tínhamos um grupo de jovens que lutou pela democracia. Não acho que seja correto chamá-la de terrorista”, disse. Ela também se disse favorável à Comissão da Memória e Verdade.
Durante a sabatina, que durou uma hora e meia, Marina também falou sobre Bolsa Família, política externa, saúde, reforma da previdência, aborto e drogas, entre outros pontos. Ela garantiu que assumirá compromissos com a educação, a segurança pública e a sustentabilidade. Defendeu a Reforma da previdência e o estímulo ao emprego formal.
Bolsa Família
Marina elogiou o programa e negou que as políticas sociais do governo Lula sejam assistencialistas. “Assistencialismo é o que tínhamos antes, o sacolão.”
Política externa
A candidata ressaltou que não se pode ter rupturas e que há certas conquistas do governo Lula que devem ser preservadas como “as relações com a África, o protagonismo no G-20 e na questão das mudanças climáticas”.
Aborto
Quanto ao aborto e a descriminização das drogas, Marina defendeu a realização de um plebiscito para a população opinar sobre esses dois. Já sobre o união civil entre pessoas do mesmo sexo a candidata desconversou, mas afirmou que o estado é laico e que não cabe a ela decidir sobre o assunto. A questão foi colocada por ela ter feito declarações anteriores atestando ser pessoalmente contrária à discriminação do aborto por ser evangélica.
Saúde
“Infelizmente, nós estamos muito aquém de prover um atendimento de saúde da forma correta”. Marina disse que é preciso aumentar os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e priorizar os médicos do programa Saúde da Família.
Ambiente
Perguntada sobre a conciliação entre política ambiental e desenvolvimento, Marina afirmou que “não há como pensar uma agricultura desenvolvida ou em desenvolvimento no século XXI, com a velha ideia de desrespeitar a reserva legal e desmatar”. Também defendeu a integração do meio ambiente e da agricultura.
Por: Redação da Rede Brasil Atual. Publicado em 26/07/2010, 16:45. Última atualização às 18:19
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Três dias depois, Serra volta atrás e chama alternância no poder de “burrice”
Três dias antes, em Blumenau, Serra exaltou a importância de revitalizar o Estado com alternância de partidos no poder. Em São Paulo, nesta segunda-feira, ele afirmou não se lembrar da declaração, que qualificou como provável “acesso de burrice”
São Paulo – Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (26), o tucano José Serra denominou de “acesso de burrice” o comentário feito sobre a importância de partidos se alternarem no poder. Três dias antes, o candidato à Presidência da República defendeu a alternância de partidos no poder, durante o lançamento de sua campanha em Blumenau (SC).
Na sexta-feira (23), Serra havia defendido a troca de legendas no governo de Santa Catarina como forma de “revitalizar o Estado” e também eliminar o “loteamento público”, informou o portal Terra. Na tarde desta segunda, ele foi questionado sobre discurso similar de 2008. O jornalista perguntou se o conceito seria aplicável a São Paulo, onde o PSDB governa há dezesseis anos.
O candidato disse, inicialmente, não se lembrar do discurso de 2008, mas se posicionou contra sua própria afirmação. “Foi um acesso de burrice minha se eu fiz esse discurso. Não me lembro”, arrematou.
Os desencontros de opinião do candidato aconteceram após uma palestra-almoço com empresários em São Paulo. No almoço, Serra voltou a criticar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuaria (Infraero) e os aeroportos brasileiros e a indicar que se vencer o pleito à presidência vai transferir os aeroportos para a iniciativa privada. Segundo o tucano, os aeroportos brasileiros exploram pouco o potencial de comércio que em outros países é de 40%. “Terminal é shopping center”, afirmou durante o almoço e repetiu durante a coletiva.
Logo no início da entrevista coletiva, a reportagem da Rede Brasil Atual, questionou qual seria a política de valorização do salário mínimo do presidenciável, que evitou dar detalhes, mas observou que será de melhorar “quando possível”.
O tucano, acompanhado de seu vice, Indio da Costa, preferiu não falar sobre o resultado das pesquisas Datafolha e Vox Populi. “Eu até tenho minhas crenças pessoais, mas não comento pesquisa”, esquivou-se.
Venezuela e MST
Para o presidenciável, “até as árvores da floresta sabem” que há relações entre Hugo Chávez e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Entretanto, acredita que o Brasil tem um papel pacificador no processo e alfinetou o presidente venezuelano. “Todo mundo sabe que o Chávez é partidário do espetáculo”.
Serra voltou a afirmar que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) vai aumentar as invasões num possível governo da concorrente Dilma Rousseff (PT). Ele apontou que o MST já declarou apoio à candidata petista e isso vai se reverter em invasões.
Em 9 de julho, em entrevista a agência Reuters, o economista João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do MST, afirmou que as lideranças do movimento estão divididas entre Dilma e Marina Silva (PV), mas que nenhuma apoia Serra. “Se o Serra ganhar, será a hegemonia total do agronegócio. Será o pior dos mundos. Haverá mais repressão e, por isso, tensão maior no campo. A vitória dele é a derrota dos movimentos sociais”, disse Stédile.
Filantropia e Copa
Questionado por uma jornalista do periódico Última Hora, do Paraguai, sobre classificar a relação com países vizinhos de “filantropia”, o presidenciável citou que tem muitos amigos no Paraguai. Entretanto, considera que “os termos de negociação em relação à hidrelétrica de Itaipu não são corretas”. Ele reiterou que avalia a renegociação do acordo de fornecimento de energia elétrica da usina binacional excessivamente favorável aos vizinhos.
Questionado sobre a abertura da copa do mundo em São Paulo, Serra explicou que está afastado do tema e preferiu brincar com a convocação do novo técnico da seleção. Mas o comentário respingou nos corintianos. “Mano foi uma boa escolha. Mano tirou suco de pedra no Corinthians”, brincou.
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual. Publicado em 26/07/2010, 18:59. Última atualização às 19:22
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