Apoiadores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e movimentos sociais e populares estão convocando um ato para esta segunda-feira (12), a partir das 12h, nas proximidades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Às 14h, ocorre a diplomação de Lula e seu vice Geraldo Alckmin (PSB), último passo legal antes da posse, em 1º de janeiro.
O objetivo do ato progressista é ocupar a frente do TSE e evitar que tumultos de bolsonaristas pró-golpe estendam para a diplomação de Lula os ataques antidemocráticos realizados em quartéis e estradas federais do país pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), inconformados com sua derrota nas eleições.
Por conta da presença de bolsonaristas que querem golpe, o esquema de segurança está reforçado para a cerimônia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, haverá maior efetivo de policiais, equipes de atendimentos de emergência e nas delegacias responsáveis pela região central de Brasília. Nas principais vias de acesso ao TSE foram montadas ações de trânsito. Assim como uma Cidade da Segurança, uma estrutura que dará apoio aos agentes durante a operação, ao lado do tribunal.
A cerimônia, contudo, será acompanhada por um número limitado de convidados e convidadas. O plenário, onde será realizado o ato de diplomação, será liberado apenas para parte desse grupo. Os demais convidados poderão assisti-la em telões instalados nos auditórios e no salão nobre da Corte.
Devido à restrição, a “festa mais bonita” está prevista do lado de fora, com a presença dos movimentos sociais, conforme destacou a jurista Tânia Oliveira, da Associação Brasileira Juristas pela Democracia (ABJD) e assessora da Liderança do PT no Senado.
Fotos: Arquivo TSE e Ricardo Stuckert
Fonte: RBA