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Dívida média das famílias brasileiras caiu 22 porcento

Informação é do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), indicador do Ipea que reflete a expectativa das famílias brasileiras para a economia

Entre agosto e outubro deste ano, a dívida média das famílias brasileiras caiu 22,2%. Para o mês de outubro, 60,5% das famílias acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses. As regiões mais otimistas em relação à economia nacional são o Nordeste (69%) e o Norte (66,7%). Os dados fazem parte da terceira edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado nesta quarta-feira (3) pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann.

Pochmann destacou que não são as categorias de menor renda ou instrução as mais otimistas. “As famílias com rendimento médio (de 2 a 5 SM), bem como aquelas com ensino médio (completo ou incompleto) são as que têm um maior grau de confiança na melhora econômica do País”, afirmou.

No mês de outubro, 77,3% do conjunto das famílias brasileiras pesquisadas indicaram estar melhor financeiramente do que estavam um ano antes. Em contrapartida, verifica-se que apenas 18,6% sentem-se em pior situação atualmente que em relação à de um ano atrás.

Cerca de 80% das famílias brasileiras crêem que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto somente 7% projetam expectativa de estarem pior. Enquanto no Norte quase 97% das famílias acreditam que estarão melhor; na região Sudeste, esse número é de 74,1%, contra quase 8% que antevêem piores momentos. A faixa das pessoas dos 16 aos 29 anos foi a que se mostrou mais otimista (89,8%) sobre sua situação financeira daqui a um ano.

Dívidas

As pessoas com 60 anos ou mais são as menos endividadas (63,8% não têm dívidas). Em relação á faixa salarial, 16,7% das famílias que não têm renda estão muito endividadas. As famílias do Norte são as que possuem mais dívidas (32% estão pouco endividadas, 36,7% mais ou menos endividadas e 9,3% muito endividadas) e 50% delas acreditam que não terão condições de quitá-las. Já no Sul, apenas 6% das famílias estão muito endividadas.

Consumo

O estudo aponta que 53,6% das famílias pensam que o presente é um momento ideal para a aquisição de bens de consumo duráveis, contra 40,8%. No Nordeste, o otimismo é maior (59,4%), já no Sul, apenas 39,3% consideram um bom momento para compra desses bens.

Mercado de Trabalho

O índice mostra que 74% dos chefes de família do Brasil sentem segurança na sua ocupação atual. Na região Sul, esse número passa dos 89%. E cerca de um terço da população espera obter melhorias no trabalho em seis meses.

IEF

Lançado em agosto, o índice aborda a expectativa das famílias nos quesitos situação econômica nacional; condição financeira passada e futura; decisões de consumo; endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; e mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento futuro de melhora profissional.

Leia a íntegra do Índice de Expectativas das Famílias, através do endereço eletrônico http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/IEF_novembro2010.pdf

Confira a apresentação IEF, novembro de 2010, através do endereço eletrônico http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/Slides_IEF_novembro.pdf

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ipea.gov.br.

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Demanda de consumidores por crédito diminui de setembro para outubro, aponta Serasa

São Paulo – O movimento de pessoas interessadas em obter crédito teve queda média de 3,2% em outubro, depois de atingir demanda recorde no mês anterior. Entre os consumidores de baixa renda, na faixa até R$ 500, a redução foi ainda mais expressiva (-5%), segundo aponta pesquisa divulgada hoje (8) pela empresa de consultoria Serasa Experian.

Os economistas da Serasa lembram que outubro teve 20 dias úteis, um a menos do que o mês anterior. Além disso, muitos consumidores podem ter antecipado para setembro as compras a prazo de presentes para o Dia da Criança, o que pode ter influenciando a diminuição da procura por crédito.

Na comparação com outubro do ano passado, no entanto, houve aumento, de 15,2%. No acumulado do ano, a procura também permanece em alta, com taxa de 15,7%. A maior demanda, no período, foi a de consumidores com ganho mensal até R$ 500. Nessa faixa de renda, houve aumento de 40,6%.

A segunda maior elevação ocorreu entre os que ganham mais de R$ 10.000, com variação de 25,6%, seguida pela faixa de renda de R$ 5.000 a R$ 10.000 (26%). De janeiro até outubro, a procura cresceu mais fortemente no Sudeste (17,1%), seguida pela Região Nordeste, com 16,7%.

Por Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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