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Em novembro, produção industrial caiu nos 14 locais pesquisados; Paraná é destaque positivo e apresenta maior crescimento acumulado no ano

Em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, a produção industrial teve recuo generalizado. Espírito Santo (-17,2%) Minas Gerais (-13,4%) Rio Grande do Sul (-7,2%) e Amazonas (-7,8%) tiveram quedas acima da média nacional (-5,2%). Em relação a novembro de 2007, houve quedas em 12 dos 14 locais pesquisados. Nessa comparação, Paraná (5,7%) e Pará (4,0%) foram os únicos a crescer.

Em novembro de 2008, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente recuaram frente a outubro nos quatorze locais pesquisados, com destaque para as perdas de dois dígitos registradas no Espírito Santo (-17,2%) e em Minas Gerais (-13,4%). Rio Grande do Sul (-7,2%) e Amazonas (-7,8%) completam o conjunto de locais com recuos mais acentuados que a média nacional (-5,2%). Os demais locais assinalaram taxas entre –0,2%, observada em Pernambuco, e –4,7% em Santa Catarina. São Paulo (-3,2%), com o parque industrial mais diversificado e de maior peso na estrutura industrial nacional, mostrou recuo menos intenso que a média nacional. Um perfil tão amplo de queda, observado neste mês, não ocorria desde novembro de 1991, quando os onze locais investigados mostraram taxas negativas.

Em relação a novembro de 2007 também se observou um quadro generalizado de taxas negativas, uma vez que doze entre as quatorze regiões apontaram queda. Esse movimento evidencia o aprofundamento e a ampliação do ritmo de queda da atividade industrial. Nessa comparação as quedas mais agudas foram registradas no Espírito Santo (-22,0%), Minas Gerais (-13,8%), Santa Catarina (-10,3%) e Rio Grande do Sul (-10,1%). Por outro lado, os únicos locais com crescimento frente a novembro de 2007 foram: Paraná (5,7%) e Pará (4,0%).

Os indicadores regionais mostram que a desaceleração no ritmo produtivo, observada nos índices nacionais na passagem do terceiro trimestre de 2008 (6,7%) para o mês de novembro (-6,2%), reflete a forte reversão no ambiente econômico mundial a partir de meados de setembro, e seu impacto imediato sobre o crédito. A desaceleração entre esses dois períodos está presente em todos os locais, com as perdas mais acentuadas concentradas no Espírito Santo (de 12,4% para –22,0%), Minas Gerais (de 6,7% para –13,8%), Rio Grande do Sul (de 7,5% para –10,1%) e Amazonas (de 6,1% para –8,1%).

No acumulado do ano, as taxas foram positivas em todos os locais investigados, mas todos desaceleraram o ritmo de crescimento frente a setembro e a outubro. Acima da média nacional (4,7%), figuram: Paraná (9,9%), Espírito Santo (9,3%), Goiás (9,0%), São Paulo (7,0%), Pará (6,9%), Pernambuco (5,4%) e Amazonas (4,9%). Nesses locais, foram determinantes no desempenho industrial ao longo do ano o maior dinamismo dos produtos tipicamente de exportação, particularmente as commodities (minérios de ferro, açúcar, celulose e produtos siderúrgicos) e a forte presença da indústria automobilística e dos setores produtores de máquinas e equipamentos.

Em novembro de 2008, a indústria do Amazonas caiu pela segunda vez: -7,8% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, acumulando perda de -12,3%.

Em relação a igual mês do ano anterior, a queda (-8,1%) foi a maior desde os -11,7% observados em fevereiro de 2007. Com isso, os acumulados desaceleraram: o acumulado no ano passou de 6,4% em outubro para 4,9% em novembro e o dos últimos doze meses, de 7,1% para 5,6%.

O recuo (-8,1%) em relação a novembro de 2007 no Amazonas explica-se pelas quedas em oito dos onze setores pesquisados, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (-15,9%), outros equipamentos de transporte (-19,5%) e máquinas e equipamentos (-19,4%), principalmente pelas férias coletivas em empresas destes setores. Nestes segmentos sobressaíram, respectivamente, os recuos na fabricação de telefones celulares, televisores; motocicletas; e aparelhos de ar condicionado.

Por outro lado, o principal impacto positivo veio de alimentos e bebidas (17,4%), com a maior produção de preparações em xarope.

No acumulado no ano (4,9%), o crescimento da indústria amazonense deveu-se principalmente ao desempenho positivo de seis ramos. Os setores de outros equipamentos de transporte (15,7%), edição e impressão (27,8%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (5,1%) lideram as contribuições positivas, influenciados, respectivamente, pelos itens: motocicletas; DVD´s e celulares. Já produtos de metal (-14,5%) e máquinas e equipamentos (-11,4%) tiveram os principais impactos negativos, pressionados pelos itens aparelhos de barbear; e aparelhos de ar condicionado.

Em novembro, a indústria do Pará, descontados os efeitos sazonais, recuou 3,2% em relação a outubro, após crescer 2,9% no mês anterior.

Em relação a igual mês de 2007, houve alta de 4,0% resultado mais baixo desde junho último (7,3%). Permanecem positivos o acumulado no ano (6,9%) e o dos últimos doze meses (6,8%).

Na indústria paraense, o avanço de 4,0% em relação a novembro de 2007 se apoiou na expansão de quatro dos seis ramos investigados. Os destaques foram metalurgia básica (16,4%) e setor extrativo (2,0%) que, no entanto, experimentou forte redução frente aos resultados dos últimos meses. A queda mais expressiva foi assinalada por madeira (-25,9%), fruto da retração na fabricação de madeira serrada e compensada.

O acumulado no ano (6,9%) manteve ritmo praticamente estável desde agosto (7,0%), apoiado nas altas do setor extrativo (9,0%) e da indústria de transformação (5,0%). No primeiro setor, maior impacto sobre a taxa global, o avanço foi sustentado pela maior extração de minérios de ferro. Na indústria de transformação, onde quatro dos cinco segmentos mostram expansão na produção, destaca-se a metalurgia básica (10,0%), seguida por minerais não-metálicos (18,2%) e celulose e papel (14,3%).

Em novembro, a produção industrial do Nordeste, na série ajustada, recuou 0,4% em relação ao mês imediatamente anterior, após também mostrar queda (-3,8%) em outubro.

No confronto com novembro de 2007, a indústria nordestina recua 4,1%, maior queda desde os -5,6% de janeiro de 2004. O acumulado até novembro prosseguiu assinalando expansão (2,5%), e o acumulado nos últimos doze meses cresceu 3,1%, com redução no ritmo frente a outubro (3,8%).

A queda de 4,1% frente a novembro de 2007 reflete, sobretudo, as taxas negativas em seis dos onze setores pesquisados, com os principais impactos vindo de produtos químicos (-15,1%); calçados e artigos de couro (-17,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-26,6%) e vestuário (-6,0%). Nesses ramos sobressaem, respectivamente, os itens adubos ou fertilizantes e polietileno; calçados de plástico e de couro; eletrodos, escovas de carvão e transformadores; tecidos de algodão e roupas de banho. Já o setor de alimentos (1,8%), com forte participação na indústria local, impediu um resultado global mais negativo.

O avanço no acumulado no ano (2,5%) deveu-se aos resultados positivos de sete ramos. As contribuições mais relevantes vieram de celulose e papel (27,1%), alimentos e bebidas (4,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (3,4%), impulsionados sobretudo pelos itens: celulose; amendoim; e álcool. O impacto negativo mais expressivo veio de produtos químicos (-2,2%), pressionado pelo item polietileno.

Em novembro de 2008, a produção industrial do Ceará ajustada sazonalmente apontou perda de 3,4% em relação ao mês imediatamente anterior, após expansão de 1,2% em outubro.

No confronto contra igual mês do ano anterior, a taxa também foi negativa (-3,4%). Os acumulados no ano e nos 12 meses ficaram, ambos, em 3,0%, mas desaceleraram frente setembro e outubro.

A produção de novembro/08 caiu 3,4% em relação a novembro de 2007, com quedas em quatro dos dez setores pesquisados, e a principal influência veio de calçados e artigos de couro (-26,3%), com a menor fabricação de calçados de plástico e couro. Vale citar a contribuição de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-40,2%). Já de produtos químicos (25,6%), especialmente pela maior fabricação de tintas e vernizes para construção, veio o impacto positivo mais relevante.

O acumulado no ano (3,0%) deveu-se a seis dos dez ramos industriais em alta. A principal contribuição positiva ficou com alimentos e bebidas (12,4%), em função principalmente da maior produção de castanha de caju torrados. Vale destacar também o desempenho de produtos químicos (17,1%), explicado pela maior fabricação de tintas e vernizes para construção. Por outro lado, as pressões negativas mais relevantes vieram das indústrias têxtil (-6,4%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-17,7%), por conta, respectivamente, dos itens tecidos de malha e de algodão, e de óleo diesel.

Em novembro, a produção industrial de Pernambuco ajustada sazonalmente apresentou queda de 0,2%, após ter recuado 3,1% em outubro.

Em relação a iguais períodos do ano anterior, a indústria de Pernambuco recuou 2,6% em relação a novembro de 2007 e acumulou crescimento de 5,4% no ano. O acumulado nos últimos doze meses desacelerou seu ritmo de crescimento entre outubro (6,2%) e novembro (5,6%).

A queda de 2,6% na indústria pernambucana está ligada aos recuos em seis das onze atividades pesquisadas, com destaque para produtos químicos (-17,1%). Vale citar as pressões negativas de produtos de metal (-13,3%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-16,1%). As maiores contribuições positivas vieram de metalurgia básica (6,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (15,0%).

O acumulado do ano (5,4%) em Pernambuco deveu-se às altas em nove das onze atividades fabris. Os maiores impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (5,6%), metalurgia básica (9,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (61,5%). Estes setores registraram crescimento, respectivamente, na produção de açúcar cristal e refinado; chapas e tiras de alumínio; e álcool. Em sentido contrário, estão as quedas em celulose e papel (-5,5%) e calçados e artigos de couro (-15,3%).

Em novembro, a produção industrial da Bahia ajustada sazonalmente recuou 1,5% em relação ao mês imediatamente anterior, assinalando a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 5,8%.

Na comparação com novembro de 2007, a produção industrial baiana teve queda de 3,2%. O acumulado no período janeiro-novembro apontou crescimento de 3,8% e a taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, prosseguiu declinante: setembro (5,1%), outubro (4,7%) e novembro (4,2%).

O recuo de 3,2% no indicador mensal resultou de taxas negativas em cinco dos nove setores pesquisados. A principal delas, em produtos químicos (-15,6%), foi por conta da menor produção de sulfato de amônio e dióxidos de titânio. Vale destacar também o forte recuo em veículos automotores (-34,8%), em função do decréscimo na fabricação de automóveis; e a queda em borracha e plástico (-3,2%), devido à redução na produção de chapa ou folha de plástico. Em sentido oposto, as maiores contribuições positivas foram assinaladas por metalurgia básica (13,2%), por conta do aumento na produção de barra, perfil e vergalhões de cobre; e alimentos e bebidas (8,6%), em função da maior fabricação de farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja, e óleo de soja em bruto.

No indicador acumulado no ano a indústria baiana avançou 3,8% com crescimento em sete dos nove ramos fabris. As principais influências positivas vieram de celulose e papel (31,0%), metalurgia básica (4,4%) e alimentos e bebidas (2,9%) devido, respectivamente, ao aumento na produção de celulose; ouro em barras e vergalhões de aços ao carbono; e cervejas, chopes e refrigerantes. Por outro lado, as pressões negativas foram registradas em produtos químicos (-2,2%), ainda sob influência das paralisações observadas ao longo do ano, e de veículos automotores (-2,7%). Nestas atividades, sobressaem os itens polietileno de alta densidade e etileno não-saturado, no primeiro ramo, e automóveis no segundo.

O setor industrial de Minas Gerais apontou recuo de 13,4% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, quarta taxa negativa consecutiva, período que acumulou perda de 17,4%.

A queda (-13,8%) observada na comparação com igual mês do ano anterior são recorde negativo da série histórica, e interrompem uma sequência de vinte e oito taxas positivas. Nos indicadores para períodos mais abrangentes os índices foram positivos: 4,2% no acumulado no ano e 4,4% no acumulado dos últimos doze meses. Vale destacar que ambos mostraram desaceleração frente os resultados dos meses de setembro e de outubro.

Na queda (-13,8%) em relação a novembro de 2007, tanto a indústria extrativa (-22,9%) como a indústria de transformação (-12,2%) apontaram recuos de dois dígitos. A performance negativa do setor extrativo, por conta da menor extração de minérios de ferro, exerce a segunda maior influência negativa sobre a média global. Na indústria de transformação, onde sete dos doze ramos investigados assinalaram quedas, veículos automotores (-41,0%) deu o principal impacto, devido à redução na fabricação de automóveis, explicada principalmente por férias concedidas. Vale citar também os resultados negativos de metalurgia básica (-13,6%) e de outros produtos químicos (-22,5%). Nestes três setores observa-se perfil generalizado de queda que atinge aproximadamente 80% dos produtos investigados em cada ramo. As atividades que mais pressionaram positivamente foram refino de petróleo e produção de álcool (15,1%), e alimentos (5,9%) por conta da expansão nos itens leite esterilizado e iogurte.

No indicador acumulado janeiro-novembro a indústria mineira avança 4,2%, com oito ramos apontando crescimento. A liderança, em termos de impacto sobre o resultado global, manteve-se com veículos automotores (5,5%), seguido por minerais não-metálicos (11,7%), indústria extrativa (4,6%) e por refino de petróleo e produção de álcool (12,9%). Nestes segmentos sobressaem, principalmente, os itens automóveis; cimentos e tijolos; minérios de ferro; e óleo diesel, respectivamente. Por outro lado, entre os cinco ramos com queda, sobressai a pressão vinda de têxtil (-6,6%), influenciada, em grande parte, pela redução na produção de tecidos de algodão.

Em novembro, o índice da produção industrial do Espírito Santo ajustado sazonalmente teve queda acentuada (-17,2%) frente a outubro, a quarta taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 24,6%. Este recuo foi o maior desde o início da série (janeiro de 1991).

Na comparação contra igual mês do ano anterior também houve forte queda (-22,0%), resultado mais baixo desde o início da pesquisa (janeiro de 1991). Os acumulados no ano (9,3%) e nos últimos doze meses (9,9%) foram positivos, porém com redução no ritmo de crescimento frente a outubro e novembro.

A queda de 22,0% em relação a novembro de 2007 deve-se às reduções em quatro dos cinco setores investigados. A principal contribuição negativa veio de metalurgia básica (-41,8%), seguido por celulose e papel (-35,8%) e alimentos e bebidas (-14,8%) e indústria extrativas (-5,3%). A única taxa positiva foi registrada por minerais não-metálicos (5,3%), impulsionado pela maior fabricação de cimento.

O crescimento de 9,3% no acumulado do ano foi apoiado no desempenho positivo tanto do setor extrativo (17,2%) como na indústria de transformação, que apresentou taxa de expansão mais moderada (5,7%). No primeiro segmento, sobressaem os itens minérios de ferro e gás natural. Na indústria de transformação, o destaque positivo foi a metalurgia básica (14,1%), refletindo o avanço na fabricação dos itens lingotes, blocos e tarugos de aço. A queda em celulose e papel (-1,2%) foi a pressão negativa mais relevante.

Em novembro de 2008, a indústria do Rio de Janeiro ajustada sazonalmente voltou a recuar (-3,2%) frente ao mês anterior, após registrar taxa negativa em outubro (-1,1%).

No confronto com novembro de 2007, a produção também mostrou queda (-2,0%), enquanto os acumulados no ano (2,5%) e nos últimos doze meses (2,6%) ficaram positivos, mas com perda de ritmo frente a setembro e outubro.

A queda de 2,0% frente a novembro de 2007 só não foi mais intensa por conta da alta de 9,4% na indústria extrativa, uma vez que a indústria de transformação recuou 4,4%. Há oito meses o avanço na extração de petróleo, vem garantindo taxas positivas para o setor extrativo fluminense. Na indústria de transformação, onde sete das doze atividades apontaram queda, os impactos mais significativos ficaram com metalurgia básica (-19,9%) e outros produtos químicos (-22,4%), pressionados em grande parte pelos itens folhas-de-flandres e barras de aço, no primeiro setor, e herbicidas e polipropileno. Vale mencionar o desempenho negativo de bebidas (-11,1%) e farmacêutica (-8,5%), com destaque para as quedas dos itens cervejas e chope, e medicamentos. Com taxas positivas, sobressaem minerais não-metálicos (17,8%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (45,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (5,4%), sustentados, em grande parte, pelos itens cimento e granito talhado; creme dental e preparações para limpeza; óleo lubrificantes básico, querosene de aviação e gasolina.

No acumulado do ano, a indústria fluminense cresceu 2,5%, com veículos automotores (20,6%) e indústrias extrativas (5,2%) liderando. Nestes ramos, sobressaíram os itens caminhões e veículos automotores, no primeiro setor, e petróleo no segundo. Vale citar as contribuições positivas de outros produtos químicos (6,5%) e edição e impressão (5,5%), influenciados por herbicidas, e jornais e cd, respectivamente. Entre as cinco atividades em queda, destacou-se a farmacêutica (-7,9%), seguida por bebidas (-3,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,4%).

Em novembro, a produção industrial de São Paulo recuou 3,2% frente a outubro, na série ajustada. Foi a segunda taxa negativa, acumulando -3,9%.

No confronto com novembro de 2007 (-2,7%), a indústria paulista apresentou a primeira taxa negativa desde dezembro de 2006 (-1,7%) e registrou o menor resultado desde julho de 2003 (-6,0%). Os acumulados no ano e nos últimos doze meses foram positivos (ambos com 7,0%), mas desacelerando frente a outubro (ambos com 8,0%).

No índice mensal (-2,7%), houve quedas em quinze das vinte atividades pesquisadas, com destaque para veículos automotores (-10,8%), edição e impressão (-10,6%) e borracha e plástico (-13,7%). No primeiro segmento, com sua primeira taxa negativa após dezenove meses de aumento, a concessão de férias coletivas em várias empresas contribuiu para a queda na fabricação de automóveis, enquanto que nos outros dois ramos sobressaíram os decréscimos em revistas e pneus, respectivamente. Entre os setores em alta, o principal impacto veio de outros equipamentos de transporte (137,3%), sobretudo em função da fabricação de aviões, seguido por farmacêutica (14,0%) e alimentos (4,6%).

No indicador acumulado no ano (7,0%), dezesseis ramos cresceram e veículos automotores (13,3%), outros equipamentos de transporte (51,4%) e farmacêutica (14,9%) lideraram. Já alimentos (-1,8%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-5,1%) exerceram as principais pressões negativas.

A produção industrial do Paraná recuou 1,7%% frente a outubro, já descontadas as influências sazonais, após dois meses de aumento, quando acumulou ganho de 4,9%.

Em relação a novembro de 2007, o crescimento foi de 5,7%, vigésima sexta taxa positiva consecutiva, acumulando alta de 9,9% no ano de 9,3% nos últimos doze meses, indicador este que acelerou em relação a outubro (9,0%).

No índice mensal (5,7%) sete das quatorze atividades pesquisadas cresceram. Refino de petróleo e produção de álcool (51,3%), celulose e papel (31,5%) e edição e impressão (27,9%) exerceram os principais impactos positivos. As pressões negativas mais significativas vieram de outros produtos químicos (-40,0%), mobiliário (-23,7%) e madeira (-15,4%), decorrentes, sobretudo, dos recuos em adubos ou fertilizantes; estantes; e madeira serrada.

No acumulado no ano (9,9%), nove ramos cresceram, com a principal influência vindo de veículos automotores (29,3%), impulsionado, em grande parte, pela produção de caminhões. Vale citar ainda os avanços em edição e impressão (28,4%), celulose e papel (17,9%) e máquinas e equipamentos (12,5%). A pressão negativa mais relevante veio de outros produtos químicos (-20,8%), com destaque para os decréscimos de adubos ou fertilizantes.

Em novembro de 2008, a produção industrial de Santa Catarina recuou 4,7% frente ao mês anterior, na série com ajuste. Foi a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando no período uma perda de 7,3%.

Em relação a novembro de 2007 houve queda de 10,3%, a maior desde abril de 2003 (-13,5%). O acumulado no ano (0,1%) e nos últimos doze meses (0,2%) desaceleraram e ficaram próximos de zero.

No confronto novembro 08/novembro 07, houve queda de -10,3%, que atingiu dez das onze atividades investigadas. Neste resultado houve influência das chuvas que atingiram o estado no mês de novembro e das paralisações por conta de férias coletivas em alguns setores importantes. A contribuição mais relevante veio de máquinas e equipamentos (-17,9%), seguido por veículos automotores (-20,4%), têxtil (-12,9%), borracha e plástico (-14,3%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,6%). A única pressão positiva veio de metalurgia básica (15,1%), cabendo ao item artefatos e peças de ferro fundido a maior influência sobre o setor.

Na ligeira variação positiva (0,1%) do acumulado do ano, oito dos onze setores pesquisados mostraram expansão na produção. A liderança, em impacto sobre o índice global, permaneceu com os setores de borracha e plástico (8,8%) e de veículos automotores (7,2%). Também vale destacar o desempenho positivo de minerais não-metálicos (5,2%) e de alimentos (1,2%). Os setores de madeira (-26,6%) e de máquinas e equipamentos (-6,0%) exerceram as pressões negativas mais significativas.

A indústria do Rio Grande do Sul recuou 7,2% frente a outubro, na série ajustada, após cair 5,5% em outubro.

Na comparação com igual mês de 2007, houve queda de 10,1%, resultado mais baixo desde os -12,4% assinalados em janeiro de 1998. Tanto o acumulado no ano (4,0%) como o dos últimos doze meses (4,1%) caíram (1,4 ponto percentual) frente a outubro.

A queda de 10,1%, em relação a novembro de 2007 alcançou dez dos quatorze ramos investigados, com destaque para os recuos de dois dígitos de calçados e artigos de couro (-22,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-23,3%), veículos automotores (-21,8%) e outros produtos químicos (-20,7%). Vale citar também a metalurgia básica (-22,0%), produtos de metal (-8,0%) e bebidas (-11,2%), pressionados pelos itens barras de aço; latas de ferro e aço para embalagem; e vinhos de uva e cerveja. Entre as atividades em alta, destacou-se o setor de máquinas e equipamentos (10,7%), com o avanço na fabricação de aparelhos de ar condicionado e tratores agrícolas.

O acumulado do ano avançou 4,0%, com nove ramos em alta. A liderança manteve-se com máquinas e equipamentos (25,6%), seguido por veículos automotores (16,7%) e alimentos (8,2%). Nestes segmentos sobressaíram, principalmente, os itens aparelhos de ar condicionado e máquinas para colheita; carrocerias para ônibus, reboques e automóveis; e carnes de bovinos, respectivamente. Por outro lado, calçados e artigos de couro (-6,7%) e fumo (-8,1%) prosseguiram assinalando as principais contribuições negativas, influenciados, em grande parte, pela redução na produção de calçados de couro e fumo processado.

Em novembro, a produção industrial de Goiás, na série livre de influências sazonais, recuou 4,4% em relação a outubro, após ter crescido 2,5% no mês imediatamente anterior.

Na comparação com novembro de 2007 a indústria goiana caiu 1,8%, mas avançou 9,0% no acumulado no ano e 8,6% no acumulado dos últimos doze meses, este último apontando ligeira desaceleração.

A atividade industrial goiana caiu 1,9% em relação a novembro de 2007. Foi a primeira taxa negativa desde de agosto de 2007 (-0,2%), com o recuo em duas das cinco atividades pesquisadas, com destaque para produtos químicos (-13,0%), seguida por metalurgia básica (-15,0%), sob o impacto, respectivamente, da redução em adubos e fertilizantes e ferronióbio. Entre as três atividades em alta, o maior impacto veio de alimentos e bebidas (0,8%).

O acumulado no ano (9,0%) desacelerou frente aos meses anteriores: 11,0% até setembro e 10,2% até outubro. Todas as atividades investigadas cresceram, à exceção da metalurgia básica (-7,7%). Alimentos e bebidas (10,5%) exerceu o principal impacto no resultado global.

Comunicação Social
09 de janeiro de 2009

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br.

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Confira o desempenho da atividade industrial brasileira em novembro; queda significativa no mês, porém, o acumulado do ano é expressivo

Produção Industrial recuou 5,2% em novembro de 2008

Em novembro de 2008, a produção industrial recuou 5,2% frente a outubro, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro, na série com ajuste sazonal. No confronto com novembro de 2007, foi registrada uma redução de 6,2%, que interrompeu um ciclo de 28 meses de taxas positivas nessa comparação. Com isso, o índice acumulado para o período janeiro-novembro de 2008 ficou em 4,7%, e o acumulado nos últimos 12 meses (4,8%) desacelerou frente ao resultado de outubro (6,0%).

O recuo de 5,2% observado na passagem de outubro para novembro foi o maior desde maio de 1995 (-11,2%), levando o patamar de produção industrial brasileira a retornar a um nível próximo ao de maio de 2007. Esse resultado refletiu o comportamento negativo de 21 dos 27 ramos pesquisados e atingiu todas as categorias de uso.

O principal impacto negativo veio da indústria de veículos automotores, com queda de 22,6%, seguida por máquinas e equipamentos (-11,9%), edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%). Em novembro, todos esses setores acentuaram o ritmo de queda já registrado em outubro, de, respectivamente, -1,6%, -5,1%, -5,1%, -0,3% e -0,3%.

Ainda na comparação com outubro, os índices por categorias de uso confirmam a generalização da queda. Os bens de consumo duráveis recuaram 20,4% na comparação com ajuste sazonal, maior redução desde dezembro de 1997 (-21,2%), refletindo a sensibilidade desse segmento às condições do crédito. Bens de capital tiveram queda de 4,0%; e bens intermediários, de 3,9%, quarta redução consecutiva, acumulando, entre julho e novembro, perda de 9,6%. A produção de bens de consumo semi e não-duráveis, por sua vez, registrou a queda mais moderada (-0,7%).

O efeito da desaceleração industrial em novembro foi claramente negativo sobre a trajetória do índice de média móvel trimestral (indicador de tendência). Para a indústria geral, acentuou-se o ritmo de queda entre outubro (-0,8%) e novembro (-2,1%), quando foi registrada a maior redução desde janeiro de 1998 (-2,4%), particularmente influenciada pelo recuo da produção de bens de consumo duráveis (-7,9%) e de bens intermediários (-2,5%), uma vez que bens de consumo semi e não-duráveis (-0,3%) e bens de capital (-0,4%) registraram reduções menores.

Na comparação com novembro de 2007, a redução de 6,2% foi a maior desde os -6,4% de dezembro de 2001, evidenciando um aprofundamento do ritmo de queda da atividade e um alargamento do conjunto de segmentos com decréscimo de produção.

Dos 27 ramos industriais investigados, 22 exibiram índices negativos, com os principais impactos vindo de veículos automotores (-18,3%), outros produtos químicos (-13,0%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-20,5%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-29,7%) e borracha e plástico (-16,5%). Dentre os cinco ramos com expansão, destacaram-se outros equipamentos de transporte (73,0%) e a indústria farmacêutica (17,0%), sustentados pela maior produção de aviões e medicamentos.

O índice de difusão também refletiu a ampliação do quadro negativo: 64% dos 755 produtos investigados mostraram queda na produção, nível recorde desde janeiro de 2003, mês do início da série desse índice.

No corte por categorias de uso, ainda no comparativo novembro 08/ novembro 07, apenas bens de capital sustentaram expansão (3,6%), ao passo que bens de consumo duráveis (-22,1%), bens intermediários (-7,5%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-2,8%) apontaram taxas negativas. É principalmente em bens de consumo duráveis que se evidenciam os efeitos da extensão das férias coletivas e das paralisações não planejadas já registradas em outubro.

O segmento de bens de capital foi positivamente influenciado pelo desempenho de bens de capital para transporte (39,1%) e para agricultura (13,6%), enquanto máquinas e equipamentos para fins industriais (-10,9%), para construção (-8,0%) e para uso misto (-20,1%) assinalaram quedas significativas. Entre os bens de consumo duráveis, todos os grupamentos mostraram forte redução, com destaque para automóveis (-34,2%), seguidos por eletrodomésticos (-12,9%) e telefones celulares (-4,6%). Setor de maior peso na estrutura industrial, bens intermediários apontaram, em novembro de 2008, índice de difusão recorde: 68% dos 410 produtos pesquisados assinalaram queda, principalmente aqueles associados às atividades de outros produtos químicos (-12,6%), metalurgia básica (-8,9%), borracha e plástico (-16,8%) e veículos automotores (-15,2%). A produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 2,8%, pressionada, sobretudo, pelos segmentos de semiduráveis (-16,0%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,8%). Os crescimentos em carburantes (4,5%) e em outros não-duráveis (0,3%) impediram um resultado global mais negativo.

O indicador de produção industrial acumulada de janeiro a novembro (4,7%) perdeu, em dois meses 1,7 ponto percentual. A liderança, em termos de impacto, manteve-se com veículos automotores (12,6%), seguido por outros equipamentos de transporte (37,9%) e máquinas e equipamentos (8,5%). Em sentido oposto, as quedas que mais pressionaram o índice global vieram de máquinas para escritório e equipamentos de informática (-7,0%), madeira (-9,8%) e calçados e artigos de couro (-6,2%).

Segundo as categorias de uso, ainda nesse indicador acumulado, bens de capital tiveram a maior expansão (17,0%), confirmando o ciclo de investimentos ao longo do ano de 2008. O setor de bens de consumo duráveis (7,3%) também assinalou crescimento acima da média (4,7%), apoiado principalmente na forte expansão da demanda doméstica por automóveis observada até setembro, enquanto os desempenhos de bens intermediários (3,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (1,7%) ficaram abaixo da média.

Comunicação Social
06 de janeiro de 2009

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br.

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