Curitiba – Cerca de 220 agências bancárias de todo Paraná e seis centros administrativos aderiram ontem ao movimento de greve. Os sindicalistas afirmaram que esperam a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) convocá-los hoje para negociação. Caso contrário, a greve não tem data para terminar. Três bancos de Apucarana (Itaú, Bradesco e Sudameris) e um de Curitiba (ABN Amro) conseguiram interdito proibitório na Justiça para manter cinco agências abertas. Na Capital houve conflito na porta de uma das agências e o ABN Amro desistiu de abrir as portas.
Os bancários pedem reajuste de 2,85% para repor a inflação dos últimos 12 meses, 7,05% de aumento real e aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Já a Fenaban ofereceu a reposição da inflação e PLR de cerca de R$ 700. O secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Paraná, José Paulo Staub, afirmou que a categoria deve sentar para negociar amanhã com dirigentes da Caixa Econômica e do Banco do Brasil e espera que a Fenaban participe também. Logo depois da reunião haverá assembléia com os trabalhadores em todo País no final da tarde.
Ontem, em Curitiba, todas as agências centrais e os centros administrativos ficaram fechados o dia todo. Algumas agências dos bairros também pararam. O banco ABN Amro conseguiu um interdito proibitório para manter duas agências centrais abertas. Entretanto, quando o oficial de Justiça, acompanhado do advogado do banco, foi cumprir a ordem houve conflito. Staub contou que o oficial de Justiça tentou tirar a faixa do sindicato e por isso houve um início de briga. A polícia foi chamada e para evitar mais confusão o ABN Amro desistiu de abrir as duas agências. A reportagem da Folha entrou em contato com a assessoria do ABN Amro, mas não obteve retorno.
Em Apucarana, segundo a Federação dos Bancários do Paraná (Fetec-PR), as três agências abriram sem maiores transtornos às 14 horas. Ficaram fechadas outras nove agências em Apucarana, seis em Campo Mourão, 15 em Cornélio Procópio, oito em Umuarama, 41 em Londrina e mais seis postos de atendimentos, oito em São José dos Pinhais e mais o call center do Banco do Brasil e cerca de 130 em Curitiba e mais cinco centros administrativos. A adesão foi maior entre os funcionários da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.
Ontem, a Fenaban disse que não tinha um balanço da greve e orientou os consumidores a procurarem meios alternativos para o pagamento das contas, como os correspondentes bancários (lotéricas, supermercados), internet bank e o caixa eletrônico. A Federação ressaltou que esses meios suprem a maior parte das necessidades dos usuários.
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