fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:22 Sem categoria

Itaú passa o Bradesco em gestão de recursos

Enquanto não há grandes mudanças no ranking dos maiores bancos brasileiros, que nos últimos anos consolidaram suas colocações, o mercado de administração de recursos de terceiros ainda mostra mexidas importantes. A última ocorreu no ranking de fevereiro – último dado disponível da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) -, com o Itaú tomando o lugar até então cativo do Bradesco como o segundo maior administrador de recursos, atrás apenas da BB DTVM – gestora do Banco do Brasil. Pelos dados da própria Anbid, em março de 2003 o Bradesco havia passado o Itaú e, desde então, mantinha-se firme na segunda colocação.

Em novembro do ano passado, pela primeira vez desde 2003, o Itaú subiu do terceiro para o segundo lugar, mas em dezembro e janeiro voltou a cair, e só no mês passado novamente trocou de posições com o Bradesco. Levantamento da Anbid revela que durante boa parte dos anos de 2001 e 2002 o Itaú esteve à frente de seu maior concorrente privado.

A recente mudança acentua a disputa entre os dois dos maiores bancos do país por cada centavo de quem investe em fundos. Em fevereiro, o Itaú tinha R$ 110,548 bilhões sob sua gestão, frente a R$ 110,397 bilhões do Bradesco. Essa diferença de apenas R$ 151,4 milhões chega a ser irrelevante, se comparada com o tamanho dos volumes administrados por essas instituições. A briga entre eles é acirrada, mas possuem uma distância grande do primeiro lugar (a BB DTVM), que nada de braçadas à frente das concorrentes, com R$ 161,047 bilhões sob gestão.

De fevereiro do ano passado para cá, o volume financeiro total administrado pela asset do Itaú cresceu 22,03%, frente a 15,46% da gestora do Bradesco. No entanto, a base de clientes do Bradesco nesse mesmo período cresceu 26% – de 2,690 milhões de clientes em fevereiro de 2005 para 3,389 milhões o mês passado -, enquanto a do Itaú caiu 16,6% – de 2,122 milhões de clientes para 1,769 milhão em fevereiro desde ano.

Uma análise confrontando o volume total administrado e a base de clientes das assets dos dois maiores bancos mostra que a aplicação média de cada cliente do Itaú é praticamente o dobro da do Bradesco – R$ 62,488 mil no Itaú frente a R$ 32,567 mil no Bradesco. Essa diferença se deve principalmente ao fato de o Itaú ter uma presença mais forte entre investidores de grande porte. Para se ter uma idéia, em fevereiro, o Itaú administrava R$ 13,343 bilhões de recursos de private e R$ 16,286 bilhões em varejo de alta renda, enquanto o Bradesco detinha apenas R$ 3,910 bilhões em private e R$ 7,330 bilhões em alta renda.

A distância dos volumes nesse tipo de público, segundo o diretor superintendente da Bradesco Asset Management (Bram), Robert John van Dijk, se deve ao fato de o Bradesco ter dividido seus clientes por segmentos mais tarde que outros bancos. O segmento de alta renda do Bradesco (Prime) existe a apenas três anos e o esforço de crescimento dessa área é ainda mais recente. “Mas, como a nossa segmentação é mais nova, é natural que tenhamos um espaço maior para crescer do que outros bancos”, diz van Dijk.

A carteira de ações do Itaú, maior do que a do concorrente, também contribuiu para que o banco chegasse ao segundo lugar, uma vez que a bolsa tem se valorizado. Em fevereiro, a renda variável representava 10,5% do patrimônio total sob a gestão do Itaú, frente a 4,18% do Bradesco. Vale lembrar que o Itaú administra a carteira dos Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), que, só na operação do ano passado, representou ingresso de R$ 2 bilhões na asset.

O diretor da Bram lembra que, se o volume sob gestão for somado às empresas de administração fiduciária – a BEM, do Bradesco, e a Intrag, do Itaú – o Bradesco se mantém em segundo lugar.

Para Van Dijk, o investidor só tem a ganhar com essa competição acirrada do setor. Procurado, o responsável pela asset do Itaú e também presidente da Anbid, Alfredo Setubal, não retornou as ligações. Porém, em outras ocasiões, ele já chegou a dizer que não dá grande importância para rankings.

Nos últimos 12 meses, o ranking da Anbid sofreu ainda outras mudanças. Entre elas: o ABN Amro Real, Pactual e BankBoston subiram uma posição cada um, reflexo da queda do Citibank que, ao vender sua carteira para a Legg Mason, caiu do 8º para o 14º lugar.

Fonte: Valor Online

Por 09:22 Notícias

Itaú passa o Bradesco em gestão de recursos

Enquanto não há grandes mudanças no ranking dos maiores bancos brasileiros, que nos últimos anos consolidaram suas colocações, o mercado de administração de recursos de terceiros ainda mostra mexidas importantes. A última ocorreu no ranking de fevereiro – último dado disponível da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) -, com o Itaú tomando o lugar até então cativo do Bradesco como o segundo maior administrador de recursos, atrás apenas da BB DTVM – gestora do Banco do Brasil. Pelos dados da própria Anbid, em março de 2003 o Bradesco havia passado o Itaú e, desde então, mantinha-se firme na segunda colocação.
Em novembro do ano passado, pela primeira vez desde 2003, o Itaú subiu do terceiro para o segundo lugar, mas em dezembro e janeiro voltou a cair, e só no mês passado novamente trocou de posições com o Bradesco. Levantamento da Anbid revela que durante boa parte dos anos de 2001 e 2002 o Itaú esteve à frente de seu maior concorrente privado.
A recente mudança acentua a disputa entre os dois dos maiores bancos do país por cada centavo de quem investe em fundos. Em fevereiro, o Itaú tinha R$ 110,548 bilhões sob sua gestão, frente a R$ 110,397 bilhões do Bradesco. Essa diferença de apenas R$ 151,4 milhões chega a ser irrelevante, se comparada com o tamanho dos volumes administrados por essas instituições. A briga entre eles é acirrada, mas possuem uma distância grande do primeiro lugar (a BB DTVM), que nada de braçadas à frente das concorrentes, com R$ 161,047 bilhões sob gestão.
De fevereiro do ano passado para cá, o volume financeiro total administrado pela asset do Itaú cresceu 22,03%, frente a 15,46% da gestora do Bradesco. No entanto, a base de clientes do Bradesco nesse mesmo período cresceu 26% – de 2,690 milhões de clientes em fevereiro de 2005 para 3,389 milhões o mês passado -, enquanto a do Itaú caiu 16,6% – de 2,122 milhões de clientes para 1,769 milhão em fevereiro desde ano.
Uma análise confrontando o volume total administrado e a base de clientes das assets dos dois maiores bancos mostra que a aplicação média de cada cliente do Itaú é praticamente o dobro da do Bradesco – R$ 62,488 mil no Itaú frente a R$ 32,567 mil no Bradesco. Essa diferença se deve principalmente ao fato de o Itaú ter uma presença mais forte entre investidores de grande porte. Para se ter uma idéia, em fevereiro, o Itaú administrava R$ 13,343 bilhões de recursos de private e R$ 16,286 bilhões em varejo de alta renda, enquanto o Bradesco detinha apenas R$ 3,910 bilhões em private e R$ 7,330 bilhões em alta renda.
A distância dos volumes nesse tipo de público, segundo o diretor superintendente da Bradesco Asset Management (Bram), Robert John van Dijk, se deve ao fato de o Bradesco ter dividido seus clientes por segmentos mais tarde que outros bancos. O segmento de alta renda do Bradesco (Prime) existe a apenas três anos e o esforço de crescimento dessa área é ainda mais recente. “Mas, como a nossa segmentação é mais nova, é natural que tenhamos um espaço maior para crescer do que outros bancos”, diz van Dijk.
A carteira de ações do Itaú, maior do que a do concorrente, também contribuiu para que o banco chegasse ao segundo lugar, uma vez que a bolsa tem se valorizado. Em fevereiro, a renda variável representava 10,5% do patrimônio total sob a gestão do Itaú, frente a 4,18% do Bradesco. Vale lembrar que o Itaú administra a carteira dos Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), que, só na operação do ano passado, representou ingresso de R$ 2 bilhões na asset.
O diretor da Bram lembra que, se o volume sob gestão for somado às empresas de administração fiduciária – a BEM, do Bradesco, e a Intrag, do Itaú – o Bradesco se mantém em segundo lugar.
Para Van Dijk, o investidor só tem a ganhar com essa competição acirrada do setor. Procurado, o responsável pela asset do Itaú e também presidente da Anbid, Alfredo Setubal, não retornou as ligações. Porém, em outras ocasiões, ele já chegou a dizer que não dá grande importância para rankings.
Nos últimos 12 meses, o ranking da Anbid sofreu ainda outras mudanças. Entre elas: o ABN Amro Real, Pactual e BankBoston subiram uma posição cada um, reflexo da queda do Citibank que, ao vender sua carteira para a Legg Mason, caiu do 8º para o 14º lugar.
Fonte: Valor Online

Close