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Libertada, Ingrid Betancourt relata dificuldade logística das Farc

Brasília – A agora ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse que se vê que a guerrilha pode estar passando por dificuldades, pelo que ela e os outros reféns viveram no último ano. “É o que nós podemos comprovar.”

Ingrid evitou analisar qual o impacto da libertação para as Farc do ponto de vista emocional. “É um golpe tão fulminante hoje pras Farc que seria fácil dizer que elas estariam derrotadas”.

Durante entrevista coletiva na base aérea de Bogotá, ela relatou que há cerca de um ano há dificuldades no recebimento de comida, roupas e outros materiais de primeira necessidade. “É um sinal de que a logística pode estar em dificuldade”, afirmou.

A ex-candidata à Presidência da Colômbia disse também que não sabe ainda se deve buscar o cargo de presidente. “Agora eu quero ser só mais um soldado da Colômbia”, afirmou. Ela destacou a importância da ação de Álvaro Uribe no cargo e disse que a aprovação da reeleição presidencial foi um golpe muito duro para as Farc, pois fez com que os guerrilheiros não tivessem mais os momentos de alento e reorganização nos períodos entre dois governos.

Ingrid afirmou que imaginou “muitas vezes este momento com minha mãezinha” e destacou diversas vezes que a operação foi perfeita. “Ao ver o comandante que esteve a cargo dos seqüestrados com os olhos vendados e jogado no chão, não senti felicidade. Sinto lástima”, relatou, enquanto descreveu toda a operação em detalhes.

De acordo com o Ministério da Defesa da Colômbia, durante a operação do Exército, mais de 60 guerrilheiros estavam em posição que permitia que fossem facilmente atacados, mas tiveram suas vidas poupadas.

Por Ana Luiza Zenker – Repórter da Agência Brasil. Com informações da agência Télam.

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Amorim diz que libertação de Ingrid Betancourt enfraquece as Farc

Brasília – Com a libertação da ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, avaliou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão mais enfraquecidas.

“Não há menor dúvida que as Farc estão enfraquecidas, já estavam. Esse episódio demonstra mais ainda. É uma sucessão de episódios que vão neste sentido. Como você termina integralmente com um movimento deste é algo mais complexo, que talvez exija negociação em algum momento”, disse o ministro Celso Amorim.

Com nacionalidades colombiana e francesa, Betancourt era a refém mais importante das Farc, e compunha, ao lado de outras 38 pessoas, o grupo de reféns considerados passíveis de troca em um acordo humanitário entre governo e guerrilheiros, segundo a BBC Brasil.

Celso Amorim passou o dia no Palácio do Planalto acompanhando reuniões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com autoridades estrangeiras. De acordo com o ministro, foi durante um encontro de Lula com o membro do Comitê Permanente do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, He Guoqiang, que chegou a notícia da libertação por meio de telefonemas e bilhetes.

Amorim disse que Lula não falou com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, mas que a conversa deve ocorrer nos próximos dias.

Segundo o ministro, o governo de Uribe já demonstrou várias vezes disposição em conceder aos guerrilheiros as mesmas garantias dadas aos paramilitares, caso decidissem abandonar a luta armada. Na avaliação do ministro, com esse gesto é possível que se abra processo para a pacificação do país.

O ministro Celso Amorim relembrou que durante todo o período de negociação para a libertação de Betancourt o Brasil sempre se mostrou disposto em ajudar. Amorim contou que há 15 dias, quando esteve em Paris, o governo francês falou sobre possibilidade de o Brasil ajudar no diálogo com as Farc. Amorim respondeu, na época, que o Brasil queria colaborar, porém não tinha contatos com a guerrilha.

O ministro felicitou o governo colombiano por conseguir libertar a ex-candidata sem registro de mortes.

Questionado se o governo brasileiro sabia da existência de militares colombianos infiltrados nas Farc, o ministro respondeu que essa sempre foi “uma das hipóteses possíveis de ocorrer”, mas que a estratégia foi guardada em segredo.

Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil.

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Libertação de Betancourt não significa fim das Farc, diz especialista

Brasília – O professor da Universidade Nacional da Colômbia e especialista político Jaime Zuluaga avaliou hoje (2) que a libertação da ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, por meio de uma ação militar do Exército, foi um “duro golpe” para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas ainda é muito cedo para falar em fim da guerrilha.

“É exagerado pensar que porque liberaram esses seqüestrados [foram libertados além de Bitencourt mais 14 reféns] as Farc vão acabar. Não se esqueçam que as Farc são uma estrutura militar, que têm presença em muitos locais do território nacional, que segundo informes oficiais há cerca de 10 mil homens em armas ainda”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O governo colombiano anunciou hoje a libertação de Betancourt e outros 14 reféns, em uma ação que não deixou feridos. É a primeira ação militar colombiana contra as Farc que obtém êxito. “Todas os anteriores haviam fracassado e havia acontecido a morte dos seqüestrados”, lembrou Zuluaga.

De acordo com o professor, o resgate de Betancourt é uma derrota política para a guerrilha. Ele avalia, no entanto, que as estruturas militares básicas devem estar praticamente incólumes.

“Se espera que uma guerrilha com a experiência das Farc esteja tomando todas as medidas necessárias para evitar um confronto que a debilite estrategicamente. Seguramente vão acentuar sua política defensiva, esperando condições mais favoráveis”, destacou o professor.

Zuluaga disse que enquanto as Farc saem desse episódio ainda mais isoladas politicamente tanto dentro da Colômbia quanto no cenário internacional, o governo do presidente Álvaro Uribe deve ser saudado pela população colombiana, apesar da crise institucional que está vivendo, com problemas políticos e com a Corte Suprema de Justiça do país.

O professor acredita que a libertação de Betancourt vai alentar uma posição triunfalista das forças militares do governo, “que muito provavelmente vão acentuar a pressão, com o apoio norte-americano, para tratar de golpear algumas de suas estruturas”.

Por Ana Luiza Zenker – Repórter da Agência Brasil.

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