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LÍDER DO PT RELEMBRA NA CÂMARA FEDERAL 24 ANOS DO PARTIDO

Informes PT – Júnia Lara
O líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia (SP), ocupou a tribuna da Câmara para destacar os 24 anos de fundação do PT, comemorados nesta terça-feira. O parlamentar lembrou a trajetória do partido desde as históricas greves da região do ABC paulista no final dos anos 70, em plena ditadura militar, quando o partido foi criado em um estádio de futebol.
“O PT nunca abdicou da sua identidade nem, por conseqüência, do processo democrático interno que, uma vez decidido, todos somos obrigados a cumprir”, salientou.
Chinaglia disse que diferente de outros partidos de esquerda da história do Brasil, o PT não nasceu de uma articulação de intelectuais ou de grupos acadêmicos. “Ainda que respeitemos essas iniciativas que resultaram em organizações da sociedade, o PT nasceu enraizado às lutas populares e às necessidades objetivas dos mais excluídos da sociedade”, ressaltou o líder.
Para o líder petista, o Partido dos Trabalhadores é o resultado da entrada do operariado brasileiro na cena política sem intermediários, processo que possibilitou a criação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em 1983. Chinaglia destacou que foi o PT a primeira agremiação partidária a encampar a campanha das Diretas Já, em ato diante do Estádio do Pacaembu, em 27 de novembro de 1984.
“A partir de janeiro de 1985, com a participação e o apoio de várias forças democráticas, a campanha ganhou as ruas e abalou o que restava da ditadura em nosso país”, afirmou.
Segundo ele, a entrada da classe operária na cena política, do ponto de vista da representação institucional, resultou que hoje um operário ocupa a Presidência da República. “Está cada vez mais difícil dizer que o operariado brasileiro não tem cultura e portanto não pode dirigir o país, que um operário vai envergonhar o país no exterior ou que teria atitudes que levariam o Brasil a uma instabilidade” salientou.
Chinaglia disse que se sente “orgulhoso” ao ver que parte da oposição, para criticar o PT, diz que o Presidente caiu na pesquisa de 40% para 39%, um índice absolutamente dentro da margem de erro. “Respeitamos os aliados, os adversários. Mas queremos pedir aos adversários que ponham a mão na consciência, porque quem endividou o Brasil não foi o governo Lula. Quem criou a situação econômica que levaria à instabilidade foram aqueles que governaram até 2002”, criticou.
Arlindo Chinaglia relembrou nomes como o de Wilson Pinheiro, Chico Mendes, Nativo da Natividade, Padre Josimo, Margarida Maria e Dorcelina Folador, nomes petistas que morreram na luta por mais justiça social. “Agradeço a todos aqueles que vivos ou, lamentavelmente, mortos, contribuíram para essa trajetória. A todos que, na luta por transformação social, ajudaram a fundar e construir o PT e pagaram com suas vidas pelas idéias e atitudes”, finalizou.

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LÍDER DO PT RELEMBRA NA CÂMARA FEDERAL 24 ANOS DO PARTIDO

Informes PT – Júnia Lara

O líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia (SP), ocupou a tribuna da Câmara para destacar os 24 anos de fundação do PT, comemorados nesta terça-feira. O parlamentar lembrou a trajetória do partido desde as históricas greves da região do ABC paulista no final dos anos 70, em plena ditadura militar, quando o partido foi criado em um estádio de futebol.

“O PT nunca abdicou da sua identidade nem, por conseqüência, do processo democrático interno que, uma vez decidido, todos somos obrigados a cumprir”, salientou.

Chinaglia disse que diferente de outros partidos de esquerda da história do Brasil, o PT não nasceu de uma articulação de intelectuais ou de grupos acadêmicos. “Ainda que respeitemos essas iniciativas que resultaram em organizações da sociedade, o PT nasceu enraizado às lutas populares e às necessidades objetivas dos mais excluídos da sociedade”, ressaltou o líder.

Para o líder petista, o Partido dos Trabalhadores é o resultado da entrada do operariado brasileiro na cena política sem intermediários, processo que possibilitou a criação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em 1983. Chinaglia destacou que foi o PT a primeira agremiação partidária a encampar a campanha das Diretas Já, em ato diante do Estádio do Pacaembu, em 27 de novembro de 1984.

“A partir de janeiro de 1985, com a participação e o apoio de várias forças democráticas, a campanha ganhou as ruas e abalou o que restava da ditadura em nosso país”, afirmou.

Segundo ele, a entrada da classe operária na cena política, do ponto de vista da representação institucional, resultou que hoje um operário ocupa a Presidência da República. “Está cada vez mais difícil dizer que o operariado brasileiro não tem cultura e portanto não pode dirigir o país, que um operário vai envergonhar o país no exterior ou que teria atitudes que levariam o Brasil a uma instabilidade” salientou.

Chinaglia disse que se sente “orgulhoso” ao ver que parte da oposição, para criticar o PT, diz que o Presidente caiu na pesquisa de 40% para 39%, um índice absolutamente dentro da margem de erro. “Respeitamos os aliados, os adversários. Mas queremos pedir aos adversários que ponham a mão na consciência, porque quem endividou o Brasil não foi o governo Lula. Quem criou a situação econômica que levaria à instabilidade foram aqueles que governaram até 2002”, criticou.

Arlindo Chinaglia relembrou nomes como o de Wilson Pinheiro, Chico Mendes, Nativo da Natividade, Padre Josimo, Margarida Maria e Dorcelina Folador, nomes petistas que morreram na luta por mais justiça social. “Agradeço a todos aqueles que vivos ou, lamentavelmente, mortos, contribuíram para essa trajetória. A todos que, na luta por transformação social, ajudaram a fundar e construir o PT e pagaram com suas vidas pelas idéias e atitudes”, finalizou.

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