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Lula pede serenidade para evitar que crise americana contamine economia brasileira

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (3), ao lembrar a crise nos Estados Unidos, que é preciso ter serenidade no atual momento econômico e que não deve haver excesso de otimismo.

Segundo o presidente, é preciso muito investimento, muita serenidade neste momento em que a economia brasileira está bem, mas há sinais de que a principal economia do mundo não está. “Não podemos ficar exagerando no otimismo. É preciso que a gente tenha um olhar de lupa a cada santo dia para não permitir que a economia de um país como o Brasil seja contaminada pela crise americana”, disse Lula, em discurso no Rio Grande do Sul.

Lula ressaltou também que é necessário controle, para não permitir que a inflação volte. Com a inflação quem “ganha são os especuladores e quem perde muito são os trabalhadores assalariados”, afirmou.

O presidente lembrou que os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão permitindo que a população viva um momento de recuperação da esperança e da auto-estima e criticou governos anteriores que, segundo ele, não fizeram a “lição de casa”. “Se cada presidente tivesse feito um pouco, juntava um pouco de cada um e dava um monte, mas muitos não fizeram nada, nós agora temos que correr atrás do que não foi feito.”

Lula fez as afirmações em discurso na Universidade Federal do Rio Grande, onde participou da inauguração do Centro Integrado de Desenvolvimento do Ecossistema Costeiro e Oceânico da Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Na cerimônia foi assinado um termo de cooperação entre fundação e a Secretaria de Aqüicultura e Pesca para ampliar o Projeto Amazônia Azul, voltado para estudantes de oceanografia.

Antes da cerimônia, ele visitou a plataforma de petrolífera P-53, da Petrobras, e vistoriou as obras do dique seco, também das estatal, que será utilizado para construção e reparo de plataformas de produção de petróleo.

O presidente também assinou atos do Programa Territórios da Cidadania.

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil.

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Governo mantém meta de exportação apesar da baixa cotação do dólar

Brasília – O governo vai manter a meta de US$ 180 bilhões para as exportações de 2008 apesar da baixa cotação do dólar e da ameaça de retração no consumo mundial por causa de uma possível recessão na economia norte-americana. A afirmação é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, que comentou hoje (1º) os resultados da balança comercial de março.

De acordo com ele, as vendas para o exterior continuarão a crescer, especialmente porque o embarque de diversas mercadorias, que compõem os principais itens da pauta de exportação do país, tende a aumentar nos próximos meses. Segundo Barral, soja, petróleo e derivados, minério de ferro e produtos agrícolas exportados estão nessa situação.

“A gente prevê a recuperação das exportações de uma série de itens cuja média está abaixo do normal para os primeiros meses do ano”, disse o secretário. Barral apresentou estatísticas que mostram crescimento de 4,8% na média diária das vendas para os Estados Unidos, de janeiro a março, na comparação com 2007. “A restrição ao consumo nos Estados Unidos ainda não afetou o Brasil”, afirmou.

Em relação à soja e a outros produtos agrícolas, o secretário afirmou que é preciso esperar o início da safra para que as exportações ganhem impulso. Ele também ressaltou que o preço atual da soja está inibindo os compradores internacionais a estocarem o produto, o que provocou a queda no embarque do grão em relação aos três primeiros meses do ano passado.

No caso do minério de ferro, o volume de exportações em março ficou abaixo da média mensal de 20 milhões de toneladas e atingiu a marca de 14 milhões de toneladas. A expectativa, segundo o secretário, é que as vendas do minério voltem aos patamares anteriores a partir deste mês.

Segundo dados da balança comercial, também houve redução nas exportações de petróleo e derivados em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. Barral explicou que isso ocorreu pelo aumento no consumo interno de combustíveis e por causa de uma parada técnica na refinaria de Paulínia (SP). “Essa parada prejudicou as exportações de petróleo pela Petrobras, mas foi temporária”, disse.

No mês passado, o país exportou US$ 12,613 bilhões, com média recorde de US$ 630,7 milhões por dia. As importações, no entanto, atingiram US$ 11,601 bilhões, com média também recorde de US$ 580,1 milhões por dia.

Esses resultados fizeram o superávit comercial fechar o último mês em US$ 1,012 bilhão, 69,3% a menos do que os US$ 3,306 bilhões registrados em março do ano passado. Barral, no entanto, evitou fazer projeções para o saldo da balança comercial em 2008. “O governo só trabalha com metas de exportação e as previsões nem sempre são precisas”, argumentou. “No ano passado, analistas chegaram a prever que a balança comercial fecharia com déficit, o que não ocorreu”, exemplificou o secretário.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

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Fluxo cambial de março fica positivo em US$ 8,05 bilhões e é o maior desde julho de 2007

Brasília – O saldo da entrada e saída de moeda estrangeira em operações comerciais e financeiras do Brasil com o exterior ficou positivo em US$ 8,051 bilhões em março, o maior resultado desde julho de 2007, quando ingressaram no país US$ 11,588 bilhões. Os dados do fluxo cambial foram divulgados hoje (2) pelo Banco Central.

Neste ano, somente no mês de janeiro, foi registrado saldo negativo (US$ 2,357 bilhões), e o acumulado até março ficou em US$ 8,940 bilhões.

No mês de março, o saldo das operações comerciais de câmbio com exportadores e importadores ficou positivo em US$ 6,663 bilhões. As exportações chegaram a US$ 16,532 bilhões e as importações somaram US$ 9,869 bilhões.

No acumulado do ano, as vendas externas ficaram em US$ 44,182 bilhões e as compras, em US$ 30,682 bilhões, o que resultou em um saldo positivo de US$ 13,5 bilhões.

No mesmo período do ano passado, a entrada de dólares pelas operações da balança comercial era maior, com saldo de US$ 20,638 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 43,527 bilhões e importações de US$ 22,889 bilhões.

Quanto às operações financeiras (aplicações financeiras, remessas de lucros, serviços e investimentos, entre outros), o saldo em março ficou positivo em US$ 1,388 bilhão. No acumulado do ano, o resultado ficou negativo em US$ 4,561 bilhões, com entrada de US$ 102,168 bilhões e saída de US$ 106,729 bilhões.

No mesmo período acumulado do ano passado, o saldo resultante das operações financeiras estava negativo em US$ 3,244 bilhões.

O Banco Central também divulgou a posição de câmbio dos bancos, que é o registro de compra e venda de moedas em instituições bancárias. Pelo oitavo mês consecutivo, os bancos fecharam na posição comprada. Isso indica que os bancos esperam pela valorização do dólar e, sendo assim, houve mais fechamentos de câmbio de compras (como exportações, transferências do exterior e turismo no Brasil). O valor ficou em US$ 9,782 bilhões em março.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

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Juros altos atraem cada vez mais dólares ao país, afirma economista

Brasília – O Brasil atrai cada vez mais dólares, na opinião do economista Leonardo Miceli, da Tendências Consultoria. Segundo ele, um dos motivos é que ,com a redução dos juros nos Estados Unidos, os investidores buscam países com taxas mais altas, como o Brasil.

“O Brasil é favorecido pela taxa de juros alta, pela estabilidade econômica e por estar imune à crise financeira”, afirmou. Ele acredita que ao longo do ano, o país deve continuar a contar com entrada de dólares significativa, o que é importante para financiar o déficit em conta corrente.

Dados divulgados hoje (19/03) pelo Banco Central, mostram que a entrada de dólares no país até o dia 14 deste mês (dez dias úteis) superou as saídas, segundo dados preliminares do divulgados hoje (19) pelo Banco Central. O resultado do fluxo cambial (saldo da entrada e saída de moeda estrangeira em operações comerciais e financeiras), ficou positivo em US$ 9,760 bilhões.

Depois do resultado negativo (maior saída do que entrada de dólares) registrado em janeiro de US$ 2,357 bilhões, o fluxo cambial passou a positivo e o valor acumulado do ano é de US$ 10,649 bilhões.

Segundo o Banco Central, o saldo das operações comerciais de câmbio com exportadores e importadores ficou positivo em US$ 2,627 bilhões na primeira quinzena de março. As exportações chegaram a US$ 6,803 bilhões e as importações somaram US$ 4,176 bilhões.

No acumulado do ano, as vendas externas ficaram em US$ 34,453 bilhões e as compras, em US$ 24,989 bilhões, o que resultou em um saldo positivo de US$ 9,465 bilhões.

No mesmo período do ano passado, a entrada de dólares pelas operações da balança comercial era maior, com saldo de US$ 17,433 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 35,789 bilhões e importações de US$ 18,356 bilhões.

A maior entrada de dólares na primeira quinzena de março foi influenciada, principalmente, pelas operações financeiras, que incluem por exemplo, remessas de lucros ao exterior, turismo e fretes. O saldo ficou positivo em US$ 7,133 bilhões.

No mesmo período do ano passado o resultado era de US$ 1,317 positivos. No acumulado deste ano, o resultado ficou positivo em US$ 1,184 bilhão, contra US$ 2,699 bilhões de saldo negativo no mesmo período do ano passado.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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