A resistência do Sindicato dos Bancários do Ceará contra a privatização do BEC durou 11 anos, constando de mobilizações populares incluindo caravana por todo o estado, audiências públicas nas câmaras municipais no interior do estado, campanhas de mídia, muitas negociações políticas entre sindicalistas e parlamentares e os governos federal e estadual e, por último, um forte período de batalha judicial. O movimento sindical bancário se contrapôs e se confrontou no debate público e na Justiça durante todos esses anos, encarando a enorme truculência do poderio econômico.
Tanto o Sindicato como a AFBEC realizaram contatos políticos de toda ordem com a União e o Estado para abrir canais de negociações, sem sucesso. Ao longo desses 11 anos, as entidades sempre buscaram alternativas para o BEC, principalmente a sua incorporação a outro banco público, no caso o BNB.
A última batalha se deu no campo judicial após haverem se esgotado todas as possibilidades no campo político. Essa luta foi travada pelo Sindicato dos Bancários juntamente com o PC do B no Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão dos leilões de 15 de setembro, 13 de outubro e o último marcado para o último dia 20/12, em São Paulo. No entanto, mediante recurso interposto pelo BACEN junto ao STF, o Banco Central acabou por realizar o leilão na quarta-feira, dia 21/12, às 16 horas, tendo em vista posição tomada pela Ministra Ellen Gracie que revogou a decisão do Ministro Marco Aurélio cassando novamente a liminar do TRF de Recife que impedia a privatização por não cumprir os prazos legais para licitação.
O Sindicato dos Bancários do Ceará e seu corpo jurídico estiveram sempre atentos a toda tentativa de manobra por parte do BC para modificar a última decisão do STF, de forma que fosse mantida a suspensão do leilão de venda do BEC. No entanto, o BEC foi vendido ao Bradesco por R$ 700 milhões, com ágio de 28,98% no dia 21/12 às 16h26. O movimento sindical anuncia que vai continuar na luta em defesa dos trabalhadores e vai exigir dos novos gestores do BEC, a tão proclamada responsabilidade social do Bradesco. Os encaminhamentos já estão sendo discutidos pelas entidades Sindicato dos Bancários do Ceará, AFBEC, CNB/CUT e Fetec/NE.
Fonte: Seeb Ceará.
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Por Mhais• 23 de dezembro de 2005• 20:57• Sem categoria
Luta contra a privatização do BEC foi a maior no País
A resistência do Sindicato dos Bancários do Ceará contra a privatização do BEC durou 11 anos, constando de mobilizações populares incluindo caravana por todo o estado, audiências públicas nas câmaras municipais no interior do estado, campanhas de mídia, muitas negociações políticas entre sindicalistas e parlamentares e os governos federal e estadual e, por último, um forte período de batalha judicial. O movimento sindical bancário se contrapôs e se confrontou no debate público e na Justiça durante todos esses anos, encarando a enorme truculência do poderio econômico.
Tanto o Sindicato como a AFBEC realizaram contatos políticos de toda ordem com a União e o Estado para abrir canais de negociações, sem sucesso. Ao longo desses 11 anos, as entidades sempre buscaram alternativas para o BEC, principalmente a sua incorporação a outro banco público, no caso o BNB.
A última batalha se deu no campo judicial após haverem se esgotado todas as possibilidades no campo político. Essa luta foi travada pelo Sindicato dos Bancários juntamente com o PC do B no Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão dos leilões de 15 de setembro, 13 de outubro e o último marcado para o último dia 20/12, em São Paulo. No entanto, mediante recurso interposto pelo BACEN junto ao STF, o Banco Central acabou por realizar o leilão na quarta-feira, dia 21/12, às 16 horas, tendo em vista posição tomada pela Ministra Ellen Gracie que revogou a decisão do Ministro Marco Aurélio cassando novamente a liminar do TRF de Recife que impedia a privatização por não cumprir os prazos legais para licitação.
O Sindicato dos Bancários do Ceará e seu corpo jurídico estiveram sempre atentos a toda tentativa de manobra por parte do BC para modificar a última decisão do STF, de forma que fosse mantida a suspensão do leilão de venda do BEC. No entanto, o BEC foi vendido ao Bradesco por R$ 700 milhões, com ágio de 28,98% no dia 21/12 às 16h26. O movimento sindical anuncia que vai continuar na luta em defesa dos trabalhadores e vai exigir dos novos gestores do BEC, a tão proclamada responsabilidade social do Bradesco. Os encaminhamentos já estão sendo discutidos pelas entidades Sindicato dos Bancários do Ceará, AFBEC, CNB/CUT e Fetec/NE.
Fonte: Seeb Ceará.
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