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Mercado interno vai permitir ao país enfrentar crise

“Não temos os problemas que os EUA têm”, disse o ministro da Fazenda, ao anunciar a liberação de mais R$ 2,5 bilhões para o crédito rural e de 3 a 4 bilhões para a construção civil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (20) a liberação de mais R$ 2,5 bilhões para a agricultura. “Não há motivo para a redução da safra 2008/2009”, afirmou o ministro, lembrando que na semana passado já foram liberados R$ 5,5 bilhões para o crédito rural. A decisão foi tomada após reunião com o presidente Lula e os presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES.

Segundo o ministro, o governo também está estudando medidas para liberar mais R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões em crédito para a construção civil e mais R$ 20 bilhões para financiamento, através da CEF.

Para Mantega, o Brasil tem uma demanda forte o suficiente para que, mesmo que ela tenha uma queda de 10% a 15%, o Produto Interno Bruto (PIB) registre uma expansão entre 4% e 4,5% no próximo ano. “Temos condições de passar por esta crise mantendo um padrão bastante razoável de crescimento econômico. Não temos os problemas que os Estados Unidos têm”, disse. E acrescentou: “Vamos aproveitar o mercado interno”.

Ele afirmou que a principal medida para sustentar o crescimento é a manutenção dos investimentos. “Não colocar o pé no freio, mas tentar manter o nível de investimento público e privado”. Para o ministro, o BNDES, por exemplo, deve continuar com um volume de recursos “para financiar os investimentos de longo prazo; continuar implantando a infra-estrutura e manter o PAC”, destacou.

Ao avaliar os efeitos da crise norte-americana no Brasil, Mantega disse que não tem dúvida de que vai haver uma retração da atividade mundial, “mas os países emergentes têm condições de passar pela turbulência com desempenho muito melhor do que aqueles que estão no epicentro da crise”, disse o ministro. “Temos reservas externas, reservas internas [compulsório] e o nível de atividade é maior. O Brasil tem um mercado interno que poucos países têm. Os efeitos da crise serão diferentes para o Brasil e estamos aqui para minimizá-los”, afirmou. Outra vantagem do país destacada pelo ministro da Fazenda “é que temos bancos estatais, que eles também não têm. Temos três bancos estatais fortes. O Banco do Brasil, que é o maior banco do país em volume de ativos, a Caixa Econômica Federal e o BNDES. São bancos absolutamente sólidos que podem operar. Se, por exemplo, diminuir a liquidez de algum banco privado, os bancos públicos aumentam a liquidez”, sublinhou Mantega.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.

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Para Mantega, crise ainda está longe do fim e provocará desaceleração do crescimento

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (21) que a economia brasileira deverá sofrer um pouco mais as conseqüências da crise mundial – mesmo neste período de “acomodação” dos mercados- devido à restrição ao crédito no mercado internacional. Em seu discurso hoje no Congresso Nacional, Mantega disse que o crescimento da economia não atingirá nível esperado pelo governo para 2008, de 5% ao ano. “Deveremos então ter um crescimento entre 4% e 4,5%”, disse o ministro.

Guido Mantega afirmou que a economia brasileira tem condições de passar bem pela crise financeira externa e lembrou que o governo continuará, se necessário, adotando medidas pontuais com o objetivo de minimizar os efeitos do cenário internacional.

“A economia brasileira está sólida e preparada para enfrentar a crise. O Brasil tem condição manter o atual ciclo de crescimento com a manutenção da expansão do crédito, investimentos em infra-estrutura e continuação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Acreditamos que o país passará por boa parte desses problemas, mantendo a economia com bom funcionamento. Será um crescimento menor, porém, ainda o suficiente para continuar com a trajetória de crescimento no país”, disse ele.

Para Mantega, a crise mundial já teve sua fase mais aguda, que foi arrefecida pelas medidas tomadas pelos governos dos países ricos, definidos pelo ministro como epicentro da crise. No entanto, o ministro disse acreditar que a crise está longe de terminar. “Não acredito que essa crise esteja acabando. É uma crise de loga duração que ainda vai nos dar muita dor de cabeça”, destacou.

A gravidade da crise mundial, para o ministro, só encontra parâmetro na crise de 1929, com a Quebra da Bolsa de Nova Iorque. “Estamos diante de uma crise internacional muito mais forte do que as crises que ocorreram na década de 1990, com comparação somente com a crise de 1929. Não como características pois os motivos que levam a crise são diferentes, mas do ponto de vista de sua repercussão”, destacou.

De acordo com Mantega, o poder de avanço dessa crise se dá pelo fato dela ocorrer no centro do capitalismo. “Esta crise atual é muito mais séria que as que tivemos nos anos 90, como a crise do México, da Ásia e da Rússia. Essas crises eram regionais, não surgiram do centro do centro financeiro. Essa crise tem como epicentro os países avançados. Não é mais uma crise de bilhões e sim de trilhões no coração do sistema capitalista, das economias mais avançadas”, destacou.

O ministro também frisou que a crise não atinge igualmente todos os países e considerou que as economias emergentes possuem mais condições de enfrentar os efeitos no mercado interncional do que as economias dos países desenvolvidos. “Há muitos anos, os países desenvolvidos possuem um crescimento mais lento.Já esgotaram a expansão do seu mercado interno. Além disso, esses países têm fundamentos menos sólidos. Os Estados Unidos, por exemplo tem déficit fiscal e comercial”, disse.

Os países com economias emergentes, na opinião de Mantega, tiveram nos últimos anos um grande crescimento econômico e isso é sinal de que possuem melhores condições de enfrentarem as adversidade da economia mundial. “O crescimento é um sinal de robustez econômica. As economias emergentes poderão substituir atividades externas por internas. O mercado interno ainda tem para onde crescer. Nos países desenvolvidos, o mercado interno não tem muito o que expandir, já expandiram ao longo do tempo”, disse o ministro.

Por Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil.

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Ministro afirma que crise mundial não vai prejudicar mercado de trabalho brasileiro

Rio de Janeiro – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje (20) que o Brasil está protegido contra a crise financeira internacional e que os seus desdobramentos não vão prejudicar o mercado de trabalho no país. Segundo ele, a expectativa é que este ano sejam criados no Brasil mais de 2,1 milhões de empregos com carteira assinada.

Para o ano que vem, a estimativa é de que haja mais 1,8 milhão de novos postos. “Só há possibilidade de esses números serem revistos se for para cima”, disse Lupi, que participa, no Rio de Janeiro, de um encontro de ministros do Trabalho do Mercosul.

Sobre a possibilidade de a crise atingir as empresas de exportação, causando demissão de funcionários, Carlos Lupi disse não acreditar que essas companhias já estejam sentindo os efeitos da crise, uma vez que elas trabalham com encomendas feitas com uma margem aproximada de um ano de antecedência.

“Essa crise está entrando no mundo agora, não houve tempo hábil para isso [atingir as empresas de exportação]. Há muita especulação, muita gente querendo ganhar dinheiro com a crise. É preciso ter tranqüilidade e confiança na economia brasileira, que vai muito bem.”

O ministro reconheceu as dimensões da crise e lembrou que ela não teve origem no Brasil. Segundo Lupi, o governo está tomando todas as medidas necessárias para “imunizar” o país. Ele também disse que o Banco Central está agindo de maneira “firme, eficiente e rápida”.

“A crise é forte, foi gerada pelos americanos, mas no mundo globalizado acaba vindo para o Brasil. Nós estamos tomando todas as atitudes para que tenhamos uma espécie de imunidade a essa crise.”

Lupi negou que a reunião entre ministros do Mercosul tenha sido convocada às pressas por causa da crise internacional. Segundo ele, o encontro já estava programado há algum tempo. Ele ressaltou que durante os três dias de reunião serão discutidas medidas de cooperação entre as nações participantes para valorizar o trabalho decente e ampliar o combate ao trabalho infantil e análogo à escravidão.

Ao final do encontro, será assinada uma declaração que reafirmará o compromisso de avançar no diálogo político com a Comunidade Andina e de aprofundar as discussões sobre a geração de emprego produtivo. Também será apresentado projeto de uma cartilha com esclarecimentos sobre como trabalhar no Mercosul com as legislações específicas na área vigentes nos países integrantes do bloco.

Por Thais Leitão – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.inf.br.

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