Articulação internacional
Nesta sexta-feira (22), lideranças de 14 países voltaram a se encontrar na sede da CSA (Central Sindical das Américas), na capital paulista, para o segundo dia o Seminário sobre a Assembléia dos Movimentos Sociais (AMS).
Os participantes que integram a AMS, um espaço permanente de diálogo definido a partir do Fórum Social Mundial (FSM), discutiram a relação com o processo do fórum e apontaram as primeiras propostas para definição de uma plataforma.
O documento norteará a atuação dos movimentos durante a edição do FSM em Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro deste ano, e servirá como parâmetro para a construção de ações globais unificadas nos próximos dois anos.
O seminário apontou ainda um calendário de atividades articuladas. “Há uma crise dramática que requer que recuperemos um processo de revitalização, encantamento e fortalecimento da articulação da Assembleia dos Movimentos Sociais para lutas e mobilizações”, apontou Joel Suarez, da Compa, de Cuba, ao apresentar a agenda de manifestações.
Prioridades
Após os debates em grupos no período da manhã, os presentes apontaram as priopostas apresentadas durante os diálogos. A maior parte delas convergiram para o fortalecimento da AMS como espaço produtivo e mobilizador, identificado com as lutas do movimentos sociais e responsável por orientar a política desses grupos.
Para as lideranças, a Assembleia deve ainda ter atuação permanente, não apenas durante o Fórum Social Mundial, e precisa superar o âmbito das reflexões para definir ações práticas, servindo, inclusive, como interlocutora junto a governos.
Nesse sentido, a organização tem como tarefa ainda estabelecer a unidade entre as entidades para que problemáticas comuns como a defesa da preservação do meio-ambiente, da soberania alimentar e o combate à militarização façam pauta de todas as entidades envolvidas.
“Conseguimos definir uma estratégia comum de ação e está clara a necessidade da articulação dos movimentos sociais dentro e fora do Fórum Social Mundial para enfrentamento à crise e outros temas da conjuntura que passa pela América Latina”, avaliou Rogério Pantoja, diretor executivo da CUT.
O encontro termina neste sábado, no auditório do Hotel Excelsior, na região central de São Paulo. Confira a seguir a programação do terceiro e último dia.
Hotel Excelsior
Av. Ipiranga – 770 – Centro – São Paulo
23 de janeiro
9h às 12h
. Apresentação da sistematização dos debates dos dias anteriores
. Acordos sobre funcionamento dos trabalhos
14h às 18h
. Outros informes
. Avaliação
Por Luiz Carvalho.
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Coordenação dos Movimentos Sociais
CMS realizará assembleias no FSM de Porto Alegre e Salvador
Reunida nesta sexta-feira (22) na sede do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, a direção operativa da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) definiu a realização de duas assembleias: uma durante o Fórum Social Mundial – 10 anos, em Porto Alegre, no dia 29 de janeiro e outra no Fórum Social Temático de Salvador, no dia 31.
Entre outras entidades, o encontro contou com a presença da CUT, MST, UNE e UBES, que decidiram convocar para o dia 31 de maio, em São Paulo, uma grande assembleia nacional dos movimentos sociais, que antecederá a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, convocada pelas centrais sindicais para o 1º de junho, também na capital paulista.
“Neste ano haverá o confronto eleitoral entre projetos distintos para o país, o que eleva a responsabilidade do protagonismo das forças democráticas e populares na disputa política e ideológica contra o retrocesso neoliberal”, declarou o veterano dirigente cutista Antonio Carlos Spis. Ao mesmo tempo, destacou, “este será o momento de lutarmos por avanços mais profundos na construção de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda e valorização do trabalho”.
“Ao lado da defesa do pré-sal, da preservação das redes de proteção social e das políticas de transferência de renda, precisamos colocar pressão pelo fortalecimento do Estado pelo aumento do poder de compra do salário mínimo, combate à terceirização e à precarização de direitos, redução da jornada, aceleração da reforma agrária, reforma urbana e educacional, promoção da igualdade racial e igualdade de direitos. Precisamos mobilizar a população e sensibilizar a sociedade para que, com autonomia e independência, construamos um país livre, desenvolvido e soberano”, acrescentou Spis.
ASSEMBLEIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NO FSM
PORTO ALEGRE – 29 de janeiro – Sexta-feira, às 10 horas, na Usina do Gasômetro
SALVADOR – 31 de janeiro – Domingo, às 14 horas, no Ginásio dos Bancários, Ladeira dos Aflitos, s/nº
ASSEMBLEIA NACIONAL DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
SÃO PAULO – 31 de maio
Por Leonardo Severo.
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