da Folha de S.Paulo
O número de pessoas sem trabalho em todo o mundo subiu para 185,9 milhões no ano passado, pouco mais que os 178 milhões da população brasileira estimada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de acordo com estimativa da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Trata-se da maior cifra registrada até hoje pela instituição, que é o braço para questões de trabalho da ONU (Organização das Nações Unidas).
Ainda segundo a OIT, a taxa de desemprego mundial ficou em 6,2% no ano passado. Em 2002, havia cerca de 185,4 milhões de pessoas sem trabalho, o que representava 6,3% da força de trabalho, porque a população era um pouco menor do que a atual.
Na análise, são utilizados os números oficiais dos governos de cerca de 180 países. A OIT iniciou o levantamento dessas estatísticas pela atual metodologia em 1990. Desde então, os números não eram tão elevados. Em 2001, por exemplo, a taxa de desemprego mundial era de 5,9%, com 160 milhões de pessoas sem trabalho.
Apesar de registrar as menores taxas de desemprego do planeta, a região oriental da Ásia, que inclui a China, respondeu pela maior parte do aumento no número de pessoas sem trabalho. O percentual de pessoas sem ocupação cresceu de 3,1% para 3,3%.
De acordo com a OIT, a economia asiática sofreu no ano passado as conseqüências da epidemia da Sars (síndrome respiratória aguda grave). O turismo de negócios foi bastante afetado por causa da doença.
Outra região que viu o desemprego subir de maneira acentuada foi o Oriente Médio, de 11,9% para 12,2%. A razão para isso são duas, basicamente: a Guerra do Iraque e o acirramento do conflito entre palestinos e israelenses.
Latinos
A América Latina registrou uma queda de 9% para 8% em sua taxa de desemprego. A região passou por uma recuperação após a severa crise de 2002, marcada pelo colapso da Argentina, do Uruguai e da Venezuela.
Ainda assim, o desemprego entre os latino-americanos está entre os mais elevados do planeta. Em alguns países, como a Argentina, a taxa atinge 15%.
Para a OIT, preocupa ainda a deterioração nas condições do mercado de trabalho mundial. Houve um aumento do trabalho informal, e cerca de 550 milhões de pessoas vivem em condição de subemprego, ou seja, com renda diária inferior a US$ 1.
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Por Mhais• 23 de janeiro de 2004• 09:59• Sem categoria
MUNDO TEM “UM BRASIL” DE DESEMPREGADOS, DIZ OIT
da Folha de S.Paulo
O número de pessoas sem trabalho em todo o mundo subiu para 185,9 milhões no ano passado, pouco mais que os 178 milhões da população brasileira estimada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de acordo com estimativa da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Trata-se da maior cifra registrada até hoje pela instituição, que é o braço para questões de trabalho da ONU (Organização das Nações Unidas).
Ainda segundo a OIT, a taxa de desemprego mundial ficou em 6,2% no ano passado. Em 2002, havia cerca de 185,4 milhões de pessoas sem trabalho, o que representava 6,3% da força de trabalho, porque a população era um pouco menor do que a atual.
Na análise, são utilizados os números oficiais dos governos de cerca de 180 países. A OIT iniciou o levantamento dessas estatísticas pela atual metodologia em 1990. Desde então, os números não eram tão elevados. Em 2001, por exemplo, a taxa de desemprego mundial era de 5,9%, com 160 milhões de pessoas sem trabalho.
Apesar de registrar as menores taxas de desemprego do planeta, a região oriental da Ásia, que inclui a China, respondeu pela maior parte do aumento no número de pessoas sem trabalho. O percentual de pessoas sem ocupação cresceu de 3,1% para 3,3%.
De acordo com a OIT, a economia asiática sofreu no ano passado as conseqüências da epidemia da Sars (síndrome respiratória aguda grave). O turismo de negócios foi bastante afetado por causa da doença.
Outra região que viu o desemprego subir de maneira acentuada foi o Oriente Médio, de 11,9% para 12,2%. A razão para isso são duas, basicamente: a Guerra do Iraque e o acirramento do conflito entre palestinos e israelenses.
Latinos
A América Latina registrou uma queda de 9% para 8% em sua taxa de desemprego. A região passou por uma recuperação após a severa crise de 2002, marcada pelo colapso da Argentina, do Uruguai e da Venezuela.
Ainda assim, o desemprego entre os latino-americanos está entre os mais elevados do planeta. Em alguns países, como a Argentina, a taxa atinge 15%.
Para a OIT, preocupa ainda a deterioração nas condições do mercado de trabalho mundial. Houve um aumento do trabalho informal, e cerca de 550 milhões de pessoas vivem em condição de subemprego, ou seja, com renda diária inferior a US$ 1.
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