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Por 19:25 Sem categoria

Paralisação e manifestação de rua convencem Petrobrás a construir plataforma P62 no Brasil

A Petrobrás* anunciou que vai construir uma nova plataforma marítima de petróleo, a P62, no Brasil. A decisão confirma a vitória da mobilização dos trabalhadores contra o lobby que defendia uma licitação internacional para o projeto, que poderia permitir a construção da P62 fora do país.

Assim que a hipótese de entregar a obra para outro país veio à tona, a CUT Rio de Janeiro e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Niterói e Itaboraí iniciaram as mobilizações através de panfletagem, reunião nos locais de trabalho e uso permanente de camisetas contra a licitação.

A mobilização teve seu momento principal no dia 13 de março, quando os trabalhadores do Estaleiro Mauá, de Niterói, chegaram à cidade do Rio de Janeiro em uma barqueata – sim, atravessaram o mar em barcas – e somaram-se a outras categorias em uma passeata até a sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 3,196 mil trabalhadores e trabalhadoras fizeram a manifestação de rua, enquanto o estaleiro, em Mauá, permanecia paralisado.

“Estávamos participando das rodadas de negociação para a construção da P62, mas quando notamos que o lobby dos que defendiam a licitação estava muito forte, concluímos que era importante fazer uma mobilização de peso. Saímos às ruas com a palavra de ordem de forte apelo: defesa dos empregos dos brasileiros”, lembra a presidente da CUT Rio, Neuza Luzia Pinto. “Nossa cobrança era também para que os compromissos de campanha do governo federal fossem respeitados”.

Com a decisão de construir a P62 em Niterói, serão gerados aproximadamente 2,6 mil empregos diretos e outros 10 mil empregos indiretos. Caso a obra fosse entregue a grupos estrangeiros, a CUT Rio calcula que teriam sido extintos quase 5 mil empregos, pois as atividades no estaleiro desacelerariam.

A P-62 será uma unidade do tipo FPSO (que produz, estoca e escoa petróleo), com capacidade para extrair até 180 mil barris de petróleo por dia, estocar 1,8 milhão de barris e comprimir até 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. A P-54, que teve seu casco construído pelo estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói (RJ), exigiu investimentos de cerca de US$ 900 milhões e foi instalada em dezembro passado no Campo de Roncador, na Bacia de Campos.

Junto com a P-52, a operação a plena carga das duas unidades produzirá cerca de 360 mil barris de petróleo e 15 milhões de metros cúbicos de gás por dia – volume equivalente a 20% da produção atual da estatal no país.

*o Portal do Mundo do Trabalho escreve Petrobrás com acento como protesto contra a retirada do mesmo pelos neoliberais, que preparavam a estrangeirização do marca para, em seguida, privatizar a empresa.

Por Secom, com informações da Radiobrás.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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