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Por 19:25 Sem categoria

Vizinha ao Rio, Niterói contém epidemia de dengue investindo em saúde

Brasília – Apenas 15 quilômetros separam o município de Niterói do Rio de Janeiro, mas quando o assunto é dengue, as duas cidades vivem realidades bem distintas. Enquanto o Rio chegou a 36,6 mil casos da doença, com 44 mortes, desde o início do ano, Niterói registrou 1.531 casos e nenhuma morte, no mesmo período.

Apesar da proximidade com o Rio, o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, afirmou hoje (3) que não teme um agravamento no quadro de dengue em seu município. “Não tenho muito medo, porque o trabalho de prevenção foi feito com muita eficiência, embora ninguém esteja livre de fatos negativos.”

Godofredo atribui a diferença no quadro da doença às políticas de saúde adotadas nos dois municípios. Evitando criticar diretamente o prefeito César Maia, ele afirmou que o trabalho de prevenção no Rio não deve ter sido feito como deveria. “O fato concreto é que a prevenção não foi feita a contento, porque, se tivesse sido feita como em Niterói, não poderia ter uma epidemia.”

Para o prefeito de Niterói, o município não está registrando mortes por dengue devido ao investimento que é feito em programas de saúde básica, como o Médico de Família, que já tem 15 anos e foi implantado com a ajuda de médicos cubanos, ainda na década de 90.

O programa tem 102 equipes – compostas por um médico, um enfermeiro e um auxiliar de enfermagem – e atende 165 mil pessoas, de um total de 480 mil habitantes. Em média, cada família é visitada pelo menos uma vez por mês, quando são dadas instruções de prevenção a doenças e as pessoas passam por exames individuais em suas próprias casas. “O programa Médico de Família já tem anos e agora estamos colhendo os frutos de uma certa imunização na questão da dengue.”

Segundo Godofredo, o investimento em saúde responde por 24% do total do orçamento municipal, cerca de R$ 200 milhões por ano. “Isso explica porque a saúde em Niterói seja referência nacional e até internacional.”

Além do programa Médico de Família, o município conta ainda com o Centro de Controle de Zoonoses, que juntos garantem uma cobertura de 80% de todos os imóveis, ficando de fora apenas as casas de veraneio, que permanecem fechadas boa parte do ano.

Godofredo está participando da 52ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, que prossegue até amanhã (4).

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil.

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Médicos deveriam ter treinamento específico para diagnosticar dengue, diz especialista

Brasília – Os profissionais de saúde que trabalham em áreas de incidência de dengue deveriam receber orientação específica para diagnosticar a doença, defende o médico infectologista Paulo Olzon. Na noite de ontem (2), em entrevista ao programa Diálogo Brasil, da TV Brasil, ele afirmou que os sintomas da doença são comumente confundidos com outros males.

“Seria interessante fazer um treinamento com esses médicos para que eles tivessem uma uniformidade em relação ao atendimento e aos critérios de diagnóstico. Dengue é uma doença que pode se assemelhar com várias outras. É necessário que haja uma formação de critérios para que se faça um diagnóstico correto.”

Nos casos mais freqüentes, o médico explicou que os sintomas relatados podem se assemelhar a doenças como a gripe.

“O quadro clássico é acompanhado de dor de cabeça intensa, nos olhos, febre alta, dores pelo corpo e musculares intensas. Se confunde com vários quadros infecciosos como a própria gripe e outros quadros na fase inicial. Por isso acho interessante que haja um certo treinamento do médico no sentido de diferenciar esses quadros.”

Olzon afirmou que os tipos de dengue existentes também apresentam diferenças sintomáticas entre si. Na maioria das vezes, segundo ele, o doente não sabe que está contaminado.

“Aproximadamente dois terços das pessoas, ou mais, apresentam quadro assintomático [sem sintomas] ou com muito poucos sintomas. Essas pessoas nem notaram que eventualmente apresentaram a infecção”.

O infectologista disse que, embora menos letal que a febre amarela, a dengue deve receber atenção especial do governo por não haver vacina para imunizar a população e ser mais disseminada em meio urbano.

Por Hugo Costa – Repórter da Agência Brasil.

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Médicos de outros estados chegam ao Rio segunda-feira para ajudar no combate à dengue

Rio de Janeiro – Os primeiros médicos de outros estados que reforçarão o atendimento no sistema de saúde do Rio de Janeiro começam a chegar ao estado na próxima segunda-feira (7). Eles atendem o pedido do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que solicitou cerca de 150 profissionais para ajudar no combate à epidemia de dengue.

O presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Osmar Terra, informou que os profissionais, em sua maioria pediatras, ficarão no estado o tempo que for necessário, obedecendo a um sistema de revezamento.

O salário será pago por seus estados de origem. O governo do Rio pagará a hospedagem, o transporte e R$ 500 por plantão de 12 horas.

Terra informou que cada estado está fazendo um levantamento e consultando os quadros funcionais, inclusive de hospitais universitários, para determinar quantos médicos serão deslocados para o Rio.

Ele adiantou que, até o momento, os estados já definiram 80% do pessoal solicitado. O Rio Grande do Sul enviará 20 médicos; Santa Catarina dez; Minas Gerais e Paraná 15, cada um; Mato Grosso 20, sendo 10 pediatras e 10 infectologistas e o Amapá, sete pediatras.

“Todos os estados estão mandando gente para o Rio de Janeiro. Nós fechamos que não vai ter nenhum estado sem mandar pelo menos um ou dois profissionais para o Rio de Janeiro. Nenhum estado fica de fora”, disse o presidente do Conass.

Os profissionais trabalharão na rede pública de saúde e nos centros de hidratação para pacientes com dengue.

O Conass realiza ainda hoje (3), no Rio, uma reunião nacional extraordinária para traçar estratégias contra a epidemia de dengue.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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