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PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR: bancos dizem que vão abrir novas agências, porém, ficam calados sobre novas contratações

Bancos vão abrir duas agências por dia até 2014

Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander planejam instalar 3.200 agências nos próximos quatro anos

O crescimento da população bancarizada faz parte dos temas em discussão nas reuniões de conselho de administração das maiores instituições financeiras do País. Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil estão de olho no crescimento da renda da população. Para oferecer seus produtos para um número cada vez maior de clientes, não fazem economia nos planos de ampliação da rede de atendimento. São 3.200 agências como meta até 2014, ou dois novos pontos por dia.

Esse volume de novas agências significa quase 20% do total de estabelecimentos hoje mantidos por essas instituições no Brasil, segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Não estão computados os pontos de atendimento, correspondentes e caixas eletrônicos, o que elevaria substancialmente a capilaridade das instituições no País.

“Nós abrimos 6 mil contas de clientes da classe C por dia. São clientes que, ao receberem um cartão de conta corrente, estamos criando uma nova cultura”, disse Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Banco Bradesco, durante o anúncio da entrada da Caixa Econômica Federal na parceria que o banco tem o Banco do Brasil para criar o cartão Elo, uma bandeira nacional de cartão de crédito. Segundo ele, o próprio cartão de crédito funciona como um passo de bancarização. “A segunda década do século 21 será a década em que serão incorporadas as pessoas que não estão bancarizadas”, explica Trabuco.

O Bradesco afirma que está presente em 100% dos municípios brasileiros, com mais de 43 mil pontos de atendimento e mais de 20 milhões de contas de pessoas físicas. E tem planos de crescimento. Segundo Trabuco, quando foi feito o planejamento de 2010, a meta era abrir 250 novas agências. Desse total, até junho foram inauguradas 22, mais 175 pontos foram escolhidos e estão em reforma ou em faze de instalação. “Vamos chegar aos 250 no primeiro trimestre do ano que vem. Está dentro do cronograma.”

Domingos Abreu, vice-presidente executivo do Bradesco, lembra que não existe uma área específica como prioridade para o banco para a localização das agências. “O perfil atual será mantido, como a proporção do PIB, a maioria no Sudeste, mais os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Isso sem esquecer a presença em comunidades carentes”, afirma.

Mais planos

O Banco do Brasil, que tem 18.286 pontos de atendimento, planeja abrir 2,2 mil agências em um novo formato, mais enxuto, em quatro anos. São agências complementares ao trabalho dos correspondentes, como forma de chegar a todos os municípios brasileiros.

Itaú Unibanco, que está em processo de integração das agências das duas bandeiras, tem planos de abrir 150 novos pontos até o final do ano. Rogério Calderón, diretor de controladoria e relações com investidores do banco, afirma que a meta está “em pé”. “Elas estão todas em obras. Se não ficarem prontas até o final deste ano, será logo no início do ano que vem”, disse o executivo, durante a divulgação do balanço do segundo trimestre. De acordo com informações da instituição, o Itaú Unibanco fechou o segundo trimestre deste ano com mais de 36,8 mil pontos de atendimento. Eram 3.931 agências e mais de 32 mil caixas eletrônicos.

O Banco Santander é, entre os maiores bancos que atuam no País, o que tem avançado menos em abertura de agências. A meta do banco é abrir 600 agências em quatro anos. Segundo Fabio Barbosa, presidente do Santander, neste ano seriam entre 120 e 150, mas até o final do segundo trimestre foram “só seis agências”. “O plano foi definido quando fizemos a oferta de ações (em outubro do ano passado), mas até comprarmos o imóvel, fazer reformas e contratar pessoas, leva um certo tempo”, disse ele, durante a divulgação do balanço trimestral. Ao final do trimestre, eram 2.097 agências, mais 1.491 postos de atendimento e 18.177 caixas eletrônicos, para uma clientela de mais de 23,5 milhões de clientes.

Por Nelson Rocco, iG São Paulo | 17/08/2010 05:42

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://economia.ig.com.br/mercados/financeiro/bancos+vao+abrir+duas+agencias+por+dia+ate+2014/n1237750754996.html

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Banco do Brasil prevê 2,2 mil agências em novo formato em 4 anos

Objetivo da instituição é chegar a todos os municípios do País, por isso criou o modelo +BB, que atua junto a um correspondente

O Banco do Brasil estabeleceu como meta atender a todos os municípios do País. Para isso, criou um novo modelo de agência, a +BB, com um número reduzido de funcionários, que atua em parceria com um correspondente. É a agência “complementar”. A primeira já está em funcionamento no município de Anhembi, no interior de São Paulo. Segundo Aldemir Bendine, presidente do BB, até o final de 2011, serão 500 agências no novo modelo. “Em quatro anos, serão 2,2 mil agências”, prevê.

Segundo Bendine, o BB tem a maior rede de atendimento do País. Os dados que acompanham o balanço do segundo trimestre deste ano mostram que eram 18.286 pontos de atendimento no Brasil, com alta de 6,3% sobre os números de um ano antes. Os terminais de auto-atendimento somavam 54,137 mil ao final de junho, 5,1% acima do mesmo mês de 2009. Isso para atender uma clientela de mais de 32,6 milhões de clientes. Parte dessa clientela é adepta da movimentação pela internet. De acordo com os dados do banco, 10,2 milhões de pessoas acessam o BB pela web, 12,9% mais que no final de junho do ano passado.

Para o presidente do BB, é natural que a larga escala das transações eletrônicas continue em aceleração. “Porém, por mais que tenhamos operações automatizadas, precisamos de clientes e para isso temos de ter agências. É por maio delas que captamos clientes”, afirma ele. “O modelo tradicional de agência irá perdurar por muito tempo, porque há necessidade, por parte do cliente, de interação. Às vezes, o cliente quer fazer um financiamento, comprar um bem a crédito e ele faz isso por meio da agência”, explica Bendine.

Bancarizados

“As previsões que tínhamos há 15 anos não se confirmaram. Cada vez mais o cliente quer atendimento presencial, apesar do crescimento das operações eletrônicas”, afirma Bendine. A meta de novas agências, diz ele, é para oferecer atendimento para os cerca de 30 milhões de pessoas das classes C e D que se tornaram “bancarizados” nos últimos anos, com o crescimento da economia do País e dos níveis de emprego e renda.

Para atender essa nova clientela, o BB anunciou a contratação de 10 mil funcionários. “O banco cresceu muito inorganicamente e não estamos preparados em termos de pessoal”, avalia. Os concursos estão suspensos por conta da legislação eleitoral, que proíbe contratações em épocas de eleições. Mesmo assim, dos 10 mil planejados, já foram contratados 6 mil. O restante virá até meados do ano que vem. O pessoal total do banco está em 106 mil funcionários.

O novo modelo de instalações, a +BB, é um misto de agência e correspondente. “O correspondente fica mais com os pagamentos. Nosso funcionários voltam-se para o atendimento, na gestão financeira, orientação ao cliente”, explica Bendine. Esse novo formato é voltado para pequenos municípios, onde não há demanda para uma agência tradicional, acrescenta o presidente do BB.

Nelson Rocco, iG São Paulo | 17/08/2010 05:45

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://economia.ig.com.br/mercados/financeiro/banco+do+brasil+preve+22+mil+agencias+em+novo+formato+em+4+anos/n1237750747578.html

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EM TEMPO:

DURANTE A CAMPANHA SALARIAL DOS TRABALHADORES BANCÁRIOS EM 2009 FICOU ACORDADA A CONTRATAÇÃO DE 10 MIL NOVOS TRABALHADORES BANCÁRIOS NO BANCO DO BRASIL E 5 MIL NA CAIXA COM O OBJETIVO DE SUPRIR A NECESSIDADE ATÉ ENTÃO EXISTENTE.

A EXPANSÃO DA REDE BANCÁRIA DEMANDA UM NOVO ACORDO DE CONTRATAÇÃO EM TODOS OS BANCOS.

FETEC-CUT-PR.

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