As executivas do PMDB e PT do Paraná definiram os dois partidos como aliados prioritários para as próximas eleições em 2010. De acordo com o presidente estadual do PMDB-PR, deputado Waldyr Pugliesi, “o que ficou decidido é que a aliança prioritária do PMDB é com o PT e do PT é com o PMDB”, e que “existe uma disposição muito clara dos dois partidos neste sentido”.
A presidente estadual do PT, Gleisi Hoffman, assinalou que “o PMDB é o partido prioritário” para as alianças de 2010 e que os partidos querem “estar juntos, mas esta não é um decisão, é uma construção conjunta, com o foco naquilo que nos une”. Segundo Gleisi, é preciso “construir essa aliança com muita tranqüilidade porque há tempo para isso”. A presidente petista ainda adiantou que, conforme a orientação do partido, o PT deve definir suas alianças partidárias até janeiro de 2010. As executivas petista e peemedebista realizaram a primeira reunião na terça-feira (14) para discutir a unidade. Gleisi disse que “não havia nenhuma expectativa de definições, mas sim de aproximação com uma das legendas que consideramos mais importantes na caminhada conjunta da nossa história política”.
O deputado Pugliesi disse ainda que “ficou muito claro que vamos continuar na direção de uma candidatura que faça a defesa da presença do Estado na vida dos paranaenses. O que queremos é que as políticas públicas que foram implantadas pelo governo Lula e pelo governo Requião sejam ampliadas porque interessam ao conjunto da sociedade paranaense”.
Pugliesi lembrou que essa reunião ainda era primária e não tinha a determinação de definir os planos ou o programa de governo. “Esse foi um primeiro encontro. Não havia nenhuma expectativa de definições, mas sim de aproximação com uma das legendas que consideramos mais importante na caminhada conjunta da nossa história política, seja no Paraná, seja no Brasil”, afirmou o líder do PMDB.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.
=================================================
PT e PMDB se reúnem e decidem a formação de grupo de trabalho
Nesta segunda-feira (13) o PT e o PMDB realizaram a primeira reunião para discutir as eleições de 2010. Segundo Gleisi Hoffmann, presidente estadual do PT, a reunião foi muito produtiva, respeitosa e serviu para reafirmar o compromisso do PT e do PMDB com a defesa de um estado forte e presente na vida das pessoas. “Os partidos têm claro que defendem um projeto para o Brasil e para o Paraná de desenvolvimento econômico sustentável, com inclusão social”.
Pela primeira vez uma reunião para construir uma aliança política entre os dois partidos acontece com tanta antecedência do processo eleitoral.
O PMDB deixou claro que tem candidato ao governo, o vice-governador Orlando Pessutti e que gostaria de ter o apoio do PT neste processo.
O PT externou que respeita muito Pessutti e a decisão do PMDB, mas que trabalha também para ampliar a aliança com os partidos da base aliada do governo Lula, incluindo aí o PDT, PP, PSC, PTB, PCdoB e PR. O Partido dos Trabalhadores também não descartou a apresentação de uma candidatura própria ao governo em 2010.
Como resultado da reunião ficou definido a composição, no início de agosto, de um grupo de trabalho com membros dos dois partidos. O objetivo é acompanhar a conjuntura política e fazer intervenções para que a caminhada em conjunto de fato possa acontecer.
“Esse foi um primeiro encontro. Não havia nenhuma expectativa de definições mas sim de aproximação com uma das legendas que consideramos mais importantes na caminhada conjunta da nossa história política, seja no Paraná, seja no Brasil”, finalizou Gleisi.
Estiveram presentes, além da Executiva e dos deputados do PMDB, os deputados estaduais do PT Péricles de Mello, Luciana Rafagnin, Pedro Ivo, Elton Welter, Tadeu Veneri e José Lemos; os deputados federais André Vargas e Dr. Rosinha, os secretários de estado Lygia Pupatto, Ênio Verri e Valter Bianchini; o prefeito de Pinhais Luizão Goulart; o ex-prefeito de Londrina Nedson Micheletti; a presidente estadual Gleisi Hoffmann e os secretários Rose Zanardo, Zeno Minuzzo, Gerveson Tramontin e Marcos Pescador. Os deputados federais Assis do Couto e Angelo Vanhoni justificaram a ausência por problemas nos vôos com destino a Curitiba.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.pt-pr.org.br.
=================================================
Gleisi pede coerência entre PMDB e PDT
A presidente estadual do PT, Gleisi Hoffmann, apesar de ter ficado satisfeita com o resultado da reunião que o partido teve com o PMDB na última segunda-feira, disse que não entende como alas do PMDB ainda cogitam aliança com o PSDB para a sucessão estadual.
Ontem, durante a reunião do diretório estadual do partido para a discussão do processo de eleições internas, Gleisi comentou o fato de os principais partidos com quem o PT mantém diálogo (PDT e PMDB) também manterem as portas abertas com o PSDB. “É ruim, é lamentável. Principalmente o PMDB, com quem sempre estivemos juntos. Isso (aliança com os tucanos) não combina com o PMDB do Paraná”, afirmou, também cobrando o PDT. “E o PDT está no governo federal. Tem que ter coerência”, lembrou.
O senador Osmar Dias, pré-candidato do PDT à sucessão estadual ainda espera que o PSDB o apoie no ano que vem, mantendo a aliança formada no segundo turno das eleições de 2006 e decisiva para a reeleição tranqüila de Beto Richa (PSDB) à prefeitura de Curitiba, no ano passado.
No PMDB, apesar de oficialmente o partido só falar na candidatura própria do vice-governador Orlando Pessuti, muitas lideranças, inclusive deputados e secretários de estado defendem uma coligação com o PSDB. Alguns dando preferência pelo nome do senador Alvaro Dias como candidato tucano.
Gleisi lembrou que PT e PSDB, que devem polarizar as eleições presidenciais, representam duas formas antagônicas de se fazer política e que por isso seria estranho que os partidos cogitassem aliança com os dois projetos, sem definir uma posição. “Mas é momento de conversa e não é essa questão ideológica que está pautando essas conversas e sim as estratégias de alianças deles”, comentou.
A presidente do PT ainda atribuiu ao governador Roberto Requião (PMDB) o papel de coordenar a aliança dos partidos de esquerda no processo de sucessão. “É muita pretensão nossa querer ser o responsável por unir PMDB e PDT. Mas há a possibilidade de caminharmos juntos e o papel mais importante é o do governador. Cabe a ele essa coordenação. Ele tem a autoridade para cobrar o compromisso com as políticas públicas”, declarou.
O secretário estadual de Planejamento, Ênio Verri (PT), também acredita na aliança com PDT e PMDB, alavancada pela candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência. “O PSDB é nosso adversário ideológico e será o grande adversário na disputa à Presidência da República e ao governo do Estado.A tendência é que fique bem claro esses dois palanques. E como PDT e PMDB já declararam apoio à ministra Dilma, é difícil que, aqui, eles fiquem do outro lado”, avaliou.
Sobre as conversas do PMDB com os tucanos, Verri disse ser “natural, da democracia, que se converse com todo mundo. Mas nossa relação com o PMDB é consolidada, está claro que caminharemos juntos. E eu, como deputado licenciado e secretário do governo Requião, me sentirei muito à vontade trabalhando para isso”, concluiu.
Partido discute sucessão interna no Paraná
No meio das conversas com os partidos que compõem a base do governo Lula e a discussão da política de alianças, o PT ainda passará por uma disputa interna. Está marcada para o dia 22 de novembro a eleição para a direção do partido. No Paraná, o campo majoritário lançará o secretário Ênio Verri para suceder Gleisi Hoffmann. Mas o deputado estadual Tadeu Veneri também lançou seu nome.
“A disputa interna é um excelente espaço para debate. Discutiremos a candidatura da Dilma, a política de alianças, o futuro do partido”, disse Gleisi. Candidato pelo campo majoritário, Verri disse que a missão do próximo presidente do PT será construir o palanque para Dilma. “Nosso projeto é a continuidade do projeto nacional. O terceiro mandato do presidente Lula é a eleição da ministra Dilma”. Além da eleição do ano que vem, Verri entende que o partido deve fortalecer os diretórios municipais para estruturar a base. Tadeu Veneri promete incomodar mais na disputa deste ano (ele enfrentou André Vargas, em 2005).
“Agora é um novo cenário. Não tem mais a euforia do primeiro mandato do Lula; seremos cobrados pelos erros e acertos de estarmos no governo Requião e teremos um candidato à presidência que não será o Lula”, avaliou. Veneri mantém a defesa da identidade do partido, mesmo no poder. “Temos que nos credenciar como partido de esquerda e mostrar que além do discurso, também somos diferentes na prática”, disse o deputado. (RP)
Por Roger Pereira.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.paranaonline.com.br.
==============================================
O risco da generalização
Mesmo que não concordemos com o comportamento de deputados e senadores, não devemos generalizar dizendo que “nenhum presta”
Continuo recebendo milhares de mensagens, via e-mail, por semana. Existem mensagens de todo tipo: críticas, interpelações, sugestões, cobranças, pedidos, xingamentos, etc.
Algumas delas inclusive já foram alvo de um artigo que escrevi. Ultimamente, dois tipos de mensagens predominam: as de ataques à instituição legislativa (o Congresso Nacional) e aos parlamentares (senadores e deputados federais). As mensagens estão parcialmente corretas. Ou parcialmente erradas.
O Congresso de fato não está funcionando bem. Mas trata-se de uma instituição necessária à democracia. Portanto, estão errados os que querem fechá-lo. Caso não esteja cumprindo a sua função, e não está, temos que reformular o funcionamento e cobrar mais compromisso de seus integrantes.
Mesmo que não concordemos com o comportamento de deputados e senadores, não devemos generalizar dizendo que “nenhum presta”. Nos e-mails que recebo, não são poucos os que generalizam. Como em qualquer lugar de trabalho, ou em qualquer profissão, há sempre gente desonesta e gente de bem.
Felizmente não é o caso de todas, mas algumas empresas de comunicação têm promovido ondas de denúncias e ataques sistemáticos contra o Congresso Nacional e contra o conjunto dos parlamentares. Nos últimos tempos, são tantos os ataques que, em conversas entre deputados e senadores, há aqueles que avaliam que o objetivo seria desmoralizar por completo a instituição, fazendo com que pessoas honestas não queiram mais exercer o mandato parlamentar.
De acordo com tal ponto de vista, a continuar nesse ritmo, teríamos no futuro apenas dois tipos de parlamentares: os que desejam um título de deputado ou senador, e aqueles que desejam a negociata. Aí, sim, o Congresso de fato não terá utilidade.
Nas últimas semanas, recebi três e-mails que me chamaram a atenção por questionar a onda de denuncismo generalizado que tomou conta de parte da imprensa. Reproduzo aqui um trecho de um deles. Como não pedi autorização ao autor, cito somente suas iniciais. Escreve o senhor E.S.:
“Venho acompanhando as notícias veiculadas pela mídia, tanto escrita como áudio-visual, e chego a uma conclusão: O Congresso Nacional está refém da mídia. Divulga-se uma noticia e o Congresso é pressionado; e em nome da população os novos representantes do povo, a saber, a mídia […] quer explicações.
Preocupados com a imagem, não sei se pessoal ou realmente do Congresso, os deputados e senadores ocupam tempo que, na verdade, deveria ser gasto com discussão de projetos para melhoria da qualidade de vida do brasileiro. Ficam dando respostas ao profissional da mídia[…]
Vejo uma falta de limites. Geralmente, no trajeto de casa para o trabalho, escuto alguns programas jornalísticos pelo rádio, e em um determinado dia um jornalista intitulava os parlamentares de “quadrilha de ladrões”. Outro dia uma comentarista de política falava a respeito da revogação da Lei de Imprensa, e dizia que não havia necessidade desta lei, porque eles eram cidadãos comuns, e, se por acaso viessem a fazer algum julgamento, poderiam como qualquer civil serem apanhados no Código Civil.
Quero dizer que há diferença de um cidadão comum que faz um julgamento e não tem acesso a veiculo de comunicação, para um cidadão(ã) que se utiliza dos meios de comunicação para apresentar a milhões de brasileiros uma SUPOSIÇÃO ou um JUÍZO acerca de outro.
Estamos em uma época em que a população comum diz: O que repórter disse é verdade, eu vi no programa tal! E assim por diante. Quem já passou por isso vai concordar comigo: Como é difícil conseguir direito de resposta […]”
Não concordo com tudo o que o missivista escreveu, mas posso afirmar que parte da população, à sua maneira, começou a enxergar a manipulação da informação feita por algumas —repito, algumas— empresas de comunicação e alguns jornalistas.
Por fim, esclareço: não defendo o senador José Sarney, nem o deputado do castelo. Ambos são indefensáveis.
Por Doutor Rosinha, que é médico pediatra e deputado federal (PT-PR)
www.drrosinha.com.br
dr.rosinha@terra.com.br
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.pt-pr.org.br.