fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:43 Sem categoria

Povo votou pela revolução, pelo socialismo e pela grandeza da Venezuela

08/10/2012

Líder bolivariano é reeleito com 54,42% dos votos e ganha em 20 dos 24 estados

Escrito por: Leonardo Wexell Severo e Vanessa Silva, de Caracas-Venezuela

Com 54,42% dos votos, o presidente Hugo Chávez Frías foi reeleito na Venezuela e governará o país no período de 2013 a 2019. Há 14 anos no poder, este será o seu terceiro mandato. O candidato da oposição, Henrique Capriles, obteve 44,97% e ganhou em apenas quatro dos 24 estados que compõem a Venezuela. Em uma verdadeira festa cívica, 81% dos venezuelanos compareceram às urnas, mesmo o voto não sendo obrigatório no país.

Juventude exibe orgulhosa sua identidade com o processo bolivariano

Juventude exibe orgulhosa sua identidade com o processo bolivariano

Apesar da expectativa de que o candidato da oposição pudesse não reconhecer o resultado revelado pelas urnas, Capriles admitiu sua derrota e rejeitou a ação de setores radicais. O candidato fez também um chamado para que “nosso povo não se sinta perdedor. Quem foi derrotado fui eu”, afirmou. E agradeceu aos mais de seis milhões de venezuelanos que votaram nele.Diante de dezenas de milhares de manifestantes que tomaram a frente e as imediações do Palácio de Miraflores na noite de domingo (7), o presidente Hugo Chávez agradeceu aos mais de oito milhões de venezuelanos que lhe garantiram um novo mandato.

Acompanhado pela família e por lideranças no balcão presidencial, o líder bolivariano agradeceu à multidão e ressaltou que o povo “votou pela revolução, pelo socialismo e pela grandeza da Venezuela”.

Independência e integração

Chávez fez questão de ressaltar que o primeiro e principal objetivo de seu novo mandato já foi alcançado, sendo “não outro que ter conservado o bem mais precioso que conquistamos depois de 500 anos de luta: a independência nacional”.

“Sou Chávez de coração”: alegria contagiante

A expressiva vitória nas urnas, enfatizou o presidente, demonstra que “não haverá força imperialista, por mais forte que seja, que possa com o povo bolivariano. A Venezuela nunca mais voltará ao neoliberalismo, seguirá transitando para o socialismo bolivariano do século 21″. E reiterou que “hoje ganhou a América Latina”.

Imediatamente, milhares de vozes entoaram o grito “alerta, alerta que caminha a espada de Bolívar pela América Latina”, fazendo tremular bandeiras do Brasil, Cuba e Argentina, entre outras, num colorido que expressava o espírito da integração solidária do continente.Cordialidade

Em tom cordial, Capriles pediu que Chávez trabalhe por todos os venezuelanos e parabenizou o comandante por sua vitória. “O que o povo diz está dado e respeito sua palavra”. Por sua vez, o presidente também fez um “reconhecimento especial à oposição, que não fez planos desestabilizadores. Assim que se joga na democracia”, exclamou.

Relato do voto de Chávez em um bairro popular

Multidão recepcionou Chávez no 23 de enero

Multidão recepcionou Chávez no 23 de enero

Aos poucos vão chegando. Os sorrisos brotam e a emoção toma conta em um êxtase coletivo no populoso e revolucionário bairro de Caracas, no 23 de Enero. O sentimento de irmandade e de autoconfiança vai cativando, deixando impregnada cada flor ostentada como tributo ao comandante que semeou programas sociais, por aqui chamados “missões”.Sorriso confiante, com brincos estampando a figura de Chávez, Yeisa Rodriguez deu seu primeiro voto ao presidente. “Graças ao meu comandante, este país agora é outro. O programa de inclusão universitária nos abriu portas. Progredir não é mais um sonho, e sim uma realidade.” Sua mãe lhe impulsionou os primeiros passos no chavismo, reforçado pelos substanciais investimentos realizados pelo Estado venezuelano na área social que lhe possibilitaram entrar na faculdade (o país é hoje o quinto em número de matrículas universitárias no mundo).
“Pela vida, pelo amor, que de teu voto nasça uma flor”, diz o cartaz segurado por uma jovem. Ao fundo, a música do cantor e compositor Ali Primera, ícone de várias gerações de venezuelanos que se levantaram pela redenção da Pátria, impregna o ambiente: “Busquem o sol maravilhoso da libertação”. A mensagem ecoa. Reverbera. Nos comove por dentro. Um refrão que viola a cartilha dos neoliberais, e que embala um governo que está utilizando o lago petrolífero que banha o país para impulsionar o desenvolvimento com justiça social.
Um cântico que é um chamado à luta, à negação do individualismo exacerbado, da lógica do agachamento às determinações do FMI e do Banco Mundial, do servilismo ao sistema financeiro e às transnacionais. Um hino à solidariedade, ao humanismo e ao latino-americanismo, valores que se confrontam a tudo o que significa a candidatura do oposicionista Capriles.

Voto em família

Família chavista: da avó aos netos

Família chavista: da avó aos netos

No 23 de Enero, destaca Gertrudes Fuentes, que levou os netos para votar com ela – todos exibiam o mindinho manchado de tinta, como se tivessem, também eles, votado – temos diversas razões para votar em Chávez. “Temos muitas missões aqui: a missão Mercal [que garante alimentos a preços acessíveis]; a Missão Sucre [programa educacional]; a missão Amor Maior [que garante aposentadoria a idosos independentemente de terem ou não comprovada sua condição de trabalhadores]; a missão Vivienda [programa que neste ano já entregou 90% das 350 mil moradias previstas para 2012]; Madres del Barrio [para acabar com a pobreza extrema no país], Missão Cultura e Casa Equipada [para que pessoas com baixa renda possam equipar suas casas].Emocionada, não deixou de declarar o voto. “Por 14 anos votamos no Chávez. Há 13 anos ele vem aqui votar e o povo o espera. Sabemos que ele vai ganhar porque outro presidente como ele não vamos ter nunca mais. Ele é um homem muito bom e não tanto pelo que dá a uma pessoa, mas pelo que dá ao povo, que sempre esteve miserável de tudo. Ele deve seguir sendo o presidente da Venezuela. A vida será muito melhor para todos.”

Amigos de Lula

Deixando de lado o batalhão de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que aguardava o presidente na Escola Técnica Robinsoniana Manoel Fajardo, subimos a montanha um pouco mais. Bem próximos a um grande conjunto habitacional, vários senhores aposentados degustavam sua cervejinha Polar. Identificados como brasileiros, chamados de “amigos de Lula”, rapidamente ganhamos nossas primeiras cervejas – embora em meio à lei seca – bem gelada. Logo mais uns salgadinhos para acompanhar. Na roda, com exceção de um senhor que votou por Capriles, todos os demais eram chavistas.

Morador do bairro desde os anos 1970, Hernan Hernandez, destacou que “Chávez recuperou nossa soberania e dignidade”. “Não somos mais quintal dos Estados Unidos, somos gente e não animais. Temos agora direitos, princípios, normas e leis para obedecer. Isso não existia. Chávez e Lula são dois homens que precisamos respeitar, pois lutaram por um país livre”, declarou.

“Aqui ninguém é mais do que ninguém, o povo é soberano”, emendou Jose Alejandro Mosqueda, apontando para o posto de saúde em frente, onde uma médica cubana presta atendimento “com muita atenção humana e excelente qualidade técnica”.

Único oposicionista da turma, René Alias Nene declarou seu voto na oposição por achar, “como diz a televisão, que o governo deveria investir mais no próprio país, antes de sair doando petróleo para a América Latina”. O discurso xenófobo e anti-integração de Capriles é reforçado pelos grandes conglomerados privados de comunicação, que acusam o governo de “regalar” petróleo a países como Bolívia, Cuba, Nicarágua e Uruguai. “René repete o que não é verdade. O que Chávez fez foi investir na integração com relações respeitosas, de reciprocidade, de solidariedade. Na verdade, a direita não quer a nossa unidade”, enfatizou Hernan Hernandez, garantindo uma nova rodada de cerveja aos “hermanos brasileños”.

Mãe e filho destacam avanços na educação e na saúde

Mãe e filho destacam avanços na educação e na saúde

Na caminhada, algo inusitado, deparamo-nos com um estudante de medicina morador do bairro já no sexto ano da universidade, Dany Fuentes. Não por acaso, o jovem aponta como principal êxito da revolução bolivariana os avanços na educação. Acompanhado pela mãe orgulhosa, afirma que “na Venezuela tínhamos grandes índices de analfabetismo e agora não existem analfabetos. Também a Missão Vivenda é muito importante para a população. Antes, era muito deplorável”. Questionado sobre o futuro, é taxativo: “continuarei aqui e vou trabalhar na comunidade”. Demonstrando que interiorizou os valores da medicina cubana – expressados por seus mestres vindos da ilha – conclui que para ser médico, [não basta somente atender as pessoas, mas atender totalmente a comunidade. Porque ao resolver os conflitos sociais, cura-se o ser humano].El comandante

Finalmente, chega o comandante, consumando a festa. Em meio a bandeiras venezuelanas, cartazes de Bolívar e grandes pichações exaltando Marx e a Comuna de Paris, Chávez registra seu voto e em seguida, exalta a reafirmação da democracia. Acompanhado pela ex-senadora colombiana e lutadora pela paz, Piedad Córdoba; pela líder indigenista guatemalteca, Rigoberta Menchú e o ator estadunidense, Danny Glover, o presidente disse ter a certeza de que “os líderes de todos os setores [da situação e da oposição] estarão à altura da lição que está dando o povo venezuelano. Como disse Jimmy Carter, esse é o melhor sistema do mundo. Nossa América amadureceu” E ressaltando a importância da integração latino-americana, pontuou: “estamos fazendo um chamado para a consolidação como uma zona de paz com a Unasul e a Celac. Estou muito feliz neste dia de paz, de festa e democracia”.

Notícia colhida no sítio http://www.cut.org.br/destaques/22626/chavez-povo-votou-pela-revolucao-pelo-socialismo-e-pela-grandeza-da-venezuela

==============================

10 de octubre de 2012

CNE proclama al presidente electo para el período 2013-2019

*Con el 55,26% de los votos, Hugo Chávez Frías resultó electo Presidente de la República Bolivariana de Venezuela el pasado 07 de octubre *La presidenta del Poder Electoral celebró la actuación del pueblo de Venezuela, de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana y de los hombres y mujeres del Poder Electoral

Este miércoles el Consejo Nacional Electoral proclamó al candidato Hugo Chávez Frías como Presidente Constitucional de la República Bolivariana de Venezuela por el período 2013-2019, una vez culminados los procesos de totalización de votos y adjudicación de cargos, de conformidad con lo establecido en el artículo 153 de la Ley Orgánica de Procesos Electorales.

Durante el acto de proclamación, la presidenta del Poder Electoral hizo un reconocimiento a los hombres y mujeres del Poder Electoral y a la Fuerza Armada Nacional Bolivariana, especialmente al Comando Estratégico Operacional, agradeciendo su esfuerzo, dedicación y compromiso con el país.

Expresó que Venezuela es un país genuinamente democrático, “elección tras elección nuestro pueblo ha estado del lado de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela, le ha demostrado a su democracia con hechos y con votos, una fidelidad inquebrantable”.

Celebró la democracia participativa y protagónica. “Más del 80% del padrón electoral vota en Venezuela por libre convicción y quien no reconozca esto se condena a quedar rezagado en la historia que escribe nuestro pueblo”.

Para Lucena, “vivir en una verdadera democracia es aprender a convivir realmente con el otro, pasa por reconocer que sus intereses y planteamientos también tienen cabida en la sociedad. No hay reconocimiento alguno si se afirma que el pueblo votó obligado, que es un elector ignorante o comprado, porque el reconocimiento pasa por el respeto a la conciencia y a la dignidad del otro”.

Sobre el rol de las organizaciones políticas recordó que “es responsabilidad de las dirigencias es estar a la altura de quienes votaron, es deber de todos el rescate de la política, de los partidos y de la historia. Hemos vencido al nihilismo político”.

Felicitó la voluntad del pueblo venezolano “que se permite confrontar sin violencia, ideologías y modelos de país. Es la hora de reconocer al pueblo todo de Venezuela”.

Por su parte, el presidente proclamado felicitó la labor del Poder Electoral. “Cuando uno compara el órgano electoral de hace 20 años con lo que hoy representa el Poder Electoral, es casi un milagro la transformación que se ha logrado. Lo que ocurrió el 07 de octubre fue un proceso perfecto. Todos debemos seguir el ejemplo del Poder Electoral”, expresó.

Hugo Chávez Frías fue reelecto presidente en el proceso electoral del pasado 07 de octubre con  8.136.657 votos (55.26%) de acuerdo a los resultados emitidos por el Consejo Nacional Electoral.

De acuerdo con la Primera Enmienda de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela, el Presidente o Presidenta de la República puede ser reelegido o reelegida por un período de seis años.

Durante el acto estuvieron presentes la Presidenta del Poder Electoral, Tibisay Lucena, la Vicepresidenta Sandra Oblitas, el rector Vicente Díaz, las rectoras Socorro Hernández y Tania D´Amelio, el alto mando de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana, miembros del gabinete ejecutivo, autoridades del gobierno nacional y regional, representantes de los Consejos Comunales, medios de comunicación e invitados especiales.

En el acta de proclamación quedaron plasmados los siguientes resultados de la Elección Presidencial del 07 de octubre:

Hugo Rafael Chávez Frías: 8.136.637 (55,26%)
Henrique Capriles Radonski 6.499.575 (44,13%)
Reina Sequera 69.533 (0,47%)
Luis Reyes 8.168 (0,05%)
María Bolívar 7.339 (0.04%)
Orlando Chirino 4.105 (0.02%)

Dentro de los treinta días siguientes al acto de proclamación, los resultados oficiales serán publicados en la Gaceta Electoral de la República Bolivariana de Venezuela.

Notícia colhida no sítio http://www.cne.gob.ve/web/sala_prensa/noticia_detallada.php?id=3054

=========================

Votações anteriores:

Eleição de 2006, Chávez obteve 7.309.080 votos

Eleição de 2000, Chávez obteve 3.757.773 votos

Close