Brasília – Ao anunciar o lançamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem ainda neste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (10) que os homens merecem “um puxão de orelha” quando o assunto é saúde.
“Eles só procuram o serviço de saúde quando já estão doentes e, muitas vezes, com a doença em estágio avançado. Isso é muito ruim porque, no lugar de serem atendidos no serviço primário com uma simples consulta, precisam ir para a atenção especializada”, disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.
Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que quase 17 milhões de mulheres foram ao ginecologista em 2007 ,enquanto somente 2,6 milhões de homens procuraram o urologista – isso significa uma proproção de oito consultas ginecológicas realizadas contra apenas uma urológica.
“A verdade é que ainda há muitos que têm medo de procurar o urologista e fazer exame de toque da próstata. Essa atitude está muito ligada à nossa cultura, mas está na hora de mudar. Isso não combina com a vida moderna. Temos que acompanhar as mudanças no mundo e encarar nossas fragilidades. Precisamos ter hábitos saudáveis, fazer exames de prevenção e de rotina”, afirmou Lula.
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Graça Adjuto.
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Política de atenção à saúde do homem sai até o fim do mês, diz Lula
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (10) que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem será lançada até o final deste mês. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele afirmou que a saúde dos homens é “uma preocupação constante”.
De acordo com Lula, o pacote inclui mais investimentos na rede pública de saúde para exames e tratamentos, além da capacitação de profissionais e de campanhas que estimulem os homens a procurar os serviços de saúde. “Estamos fazendo um esforço muito grande para sensibilizar os homens para que eles melhorem a sua qualidade de vida. É preciso que os homens façam sua parte.”
O presidente lembrou que a população brasileira ainda não foi “educada” sobre a prática de atividades físicas e a realização de exames preventivos. As pessoas, segundo ele, só procuram o médico quando começam a sentir dor. “Aí, tudo fica mais difícil”, afirmou.
“Além de procurar menos o serviço de saúde, os homens bebem mais, fumam mais e fazem menos exercícios do que as mulheres. Por isso, a importância de manter os hábitos muito saudáveis e fazer exame de prevenção rotineiramente, para evitar as doenças ou detectá-las em tempo, facilitando o tratamento e a cura.”
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Homens vão ganhar política nacional de atenção à saúde
Apresentadora: Olá você em todo o Brasil, eu sou Anelise Borges e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?
Presidente: Tudo bem, Ane.
Apresentadora: Presidente, ontem foi Dia dos Pais e milhões de pais aproveitaram para passar o dia com seus filhos. A figura paterna é importante no alicerce da família. Me diga uma coisa: como é que anda a saúde do homem brasileiro?
Presidente: Ane, no que diz respeito à saúde, os homens merecem um puxão de orelha, porque só procuram o serviço de saúde quando já estão doentes, e muitas vezes, com a doença em estágio avançado. Isso é muito ruim, porque em vez de eles serem atendidos no serviço primário, uma simples consulta, precisam ir para a atenção especializada. Isso não significa apenas mais custos para o SUS (Sistema Único de Saúde), mas também, mais sofrimento físico e emocional para ele e para sua família. Eles, geralmente, têm medo de ir ao médico. têm medo de agulha e ainda ficam com essa bobagem, aí todos nós, homens, temos essa bobagem na cabeça, que é o medo de fazer o exame de próstata. Ou seja, e isso tem sido a causa da morte de muitos homens, por causa do câncer de próstata. Só para você ter uma idéia, segundo estimativas do SUS, para cada oito consultas ginecológicas feitas em 2007 só teve uma urológica. Enquanto quase 17 milhões de mulheres foram ao ginecologista, em 2007, apenas 2,6 milhões de homens procuraram um urologista. Veja, todo homem depois de uma certa idade, tem que procurar o urologista. E a verdade é que ainda têm muitos que têm medo de procurar o urologista e fazer exame de toque por conta da próstata. Essa atitude está muito ligada a nossa cultura. Mas isto, Ane, está na hora de mudar. Isso não combina com a vida moderna. Temos que acompanhar as mudanças no mundo e encarar nossas fragilidades. Precisamos ter hábitos saudáveis, fazer exame de prevenção e rotina.
Apresentadora: Presidente, está certo dizer que os homens são realmente mais fortes e menos vulneráveis a doenças que as mulheres?
Presidente: Obviamente, que não. Em primeiro lugar, os homens morrem mais cedo do que as mulheres. Mesmo que a expectativa de vida dos homens tenha aumentado significativamente, nos últimos anos, passou de 63,2 em 91 para 68,9 em 2007, eles ainda vivem, em média, quase oito anos menos que as mulheres. Além disso, de cada três pessoas que morrem no Brasil, duas são homens. Segundo o Ministério da Saúde, eles correspondem a quase 60% das mortes no país. É importante chamar a atenção para o fato de que, além de procurar menos o serviço de saúde, os homens bebem mais, fumam mais e fazem menos exercícios do que as mulheres. Por isso, a importância de manter os hábitos muito saudáveis e fazer exame de prevenção rotineiramente, para evitar as doenças ou detectá-las em tempo, facilitando o tratamento e a cura.
Apresentadora: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula. Depois da avaliação que o senhor fez sobre a situação da saúde dos homens no país, o que o governo tem feito para melhorar esse quadro?
Presidente: Ane, a saúde dos homens é uma preocupação constante do governo brasileiro. Por isso, tanto nos serviços de atenção básica como nos hospitais, há profissionais capacitados para diagnosticar e tratar doenças enfrentadas, por essa parte da população. Só para você ter uma idéia de alguns números, em todo o país, há quase 30 mil equipes de saúde da família e 230 mil agentes comunitários de saúde, responsáveis pela cobertura de 60% da população nacional. Cada equipe dessa é responsável pelo acompanhamento de cerca de três a quatro mil pessoas. Elas atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e na manutenção da saúde dessa comunidade. O incentivo do governo federal é para que os homens procurem esses serviços de saúde. Por exemplo, eles podem tratar problemas freqüentes, como a hipertensão, e evitar um Acidente Vascular Cerebral. E tem mais: eu gostaria de anunciar em primeira mão que o Ministério da Saúde está finalizando, e nós vamos lançar até o final deste mês, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Essa política inclui mais investimento na rede de saúde para exames e tratamentos, mais treinamento e capacitação de profissionais de saúde e campanhas de orientação e informação para trazer o homem para os serviços de saúde. Na verdade, Ane, nós estamos fazendo um esforço muito grande, para sensibilizar os homens, para que eles melhorem a sua qualidade de vida. É preciso que os homens façam sua parte. Cuidar mais de si resulta em mais tempo de vida e também em mais tempo com os filhos e com a família. Não custa nada andar um pouco de manhã, não custa nada andar um pouco de tarde, quando chega do trabalho, não custa nada andar um pouco à noite. Ou seja, muitas vezes nós ficamos com preguiça de andar e, às vezes, uma caminhada de meia hora, de 20 minutos, de 40 minutos pode nos trazer motivo de ter saúde, de muito mais qualidade. Ou seja, lamentavelmente, ainda nós não conseguimos educar a população para fazer a sua educação física necessária, para fazer o seu check up preventivo todo ano. Porque, muitas vezes, a verdade é essa: as pessoas só vão ao médico quando começam a sentir dor e, aí tudo fica mais difícil. Então, o meu apelo para os homens no Dia dos Pais, é que, a partir de agora, vamos nos cuidar, porque nós precisamos viver mais e viver melhor. Afinal de contas, a nossa família depende muito de nós.
Apresentadora: Obrigada, presidente Lula.
Presidente: Obrigado você, Ane, e até a próxima segunda-feira.
Apresentadora: O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://cafe.radiobras.gov.br.
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Saúde da Mulher
Em 1984, o Ministério da Saúde, atendendo às reivindicações do movimento de mulheres, elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), marcando, sobretudo, uma ruptura conceitual com os princípios norteadores da política de saúde das mulheres e os critérios para eleição de prioridades neste campo (Brasil, 1984).
O PAISM incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e a eqüidade da atenção, num período em que, paralelamente, no âmbito do Movimento Sanitário, se concebia o arcabouço conceitual que embasaria a formulação do Sistema Único de Saúde (SUS). incluía ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama, além de outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres.
Em 2003 teve início a construção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Princípios e Diretrizes, quando a equipe técnica de saúde da mulher avaliou os avanços e retrocessos alcançados na gestão anterior.
Em maio de 2004 o Ministério da Saúde lançou a – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Princípios e Diretrizes, construída a partir da proposição do SUS, respeitando as características da nova política de saúde.
Na análise preliminar foram considerados os dados obtidos por intermédio dos estudos e pesquisas promovidos pela Área Técnica de Saúde da Mulher para avaliar as linhas de ação desenvolvidas, tendo destaque o Balanço das Ações de Saúde da Mulher 1998-2002, o Estudo da Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil, a Avaliação do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento, a Avaliação dos Centros de Parto Normal e a Avaliação da Estratégia de Distribuição de Métodos Anticoncepcionais.
Em seguida, a Área Técnica buscou a parceria dos diferentes departamentos, coordenações e comissões do Ministério da Saúde. Incorporou as contribuições do movimento de mulheres, do movimento de mulheres negras e de trabalhadoras rurais, sociedades científicas, pesquisadores e estudiosos da área, organizações não governamentais, gestores do SUS e agências de cooperação internacional. Por fim, submeteu a referida Política à apreciação da Comissão Intersetorial da Mulher, do Conselho Nacional de Saúde.
Em julho de 2005 com a posse do então Secretário de Atenção à Saúde e hoje Ministro, Dr. José Gomes Temporão, foram operacionalizadas as ações previstas no Plano de Ação construído e legitimado por diversos setores da sociedade e pelas instâncias de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS).
Destacamos que o Sistema Único de Saúde tem três níveis de direção, quais sejam: federal, estadual e municipal. Tendo o nível federal, principalmente, as atribuições de formular, avaliar e apoiar políticas; normalizar ações; prestar cooperação técnica aos Estados, ao Distrito Federal e municípios; e controlar, avaliar as ações e os serviços, respeitadas as competências dos demais níveis. A direção estadual do SUS tem como principais atribuições promover a descentralização de serviços; executar ações e procedimentos de forma complementar aos municípios; prestar apoio técnico e financeiro aos municípios. À direção municipal do SUS compete, principalmente, a execução, controle, avaliação das ações e serviços das ações de saúde.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.saude.gov.br.