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Previdência complementar implantará certificação ainda este ano

Anbid apresenta seu plano de exames em ciclo de palestras da SPC

Da Redação (Brasília) – Ao participar do Ciclo de Palestras sobre Certificação de Dirigentes, realizado pela Secretaria de Previdência Complementar, diretores da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) informaram que desde 2002 – data de sua criação – a entidade já diplomou 123 mil pessoas do mercado financeiro nacional, especialmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A Certificação de Dirigentes é um dos projetos a ser implantado pelo Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), ainda este ano.

A Anbid, embora direcione suas três categorias de exames para empresas e indivíduos voltados para o mercado de comercialização e distribuição de produtos de investimentos, ofereceu o apoio da à SPC, no sentido de aplicar exames visando à certificação de gestores. Até porque, segundo o Gerente Executivo de Educação da entidade, Ricardo Nardini, uma das metas da Associação é divulgar a certificação para novos públicos.

A Previdência Complementar não é um campo inédito na certificação da Andib. A aplicação de seus exames, na categoria Planejamento Financeiro Pessoal (CFP), contém o tema Previdência Complementar e Seguros, além de Investimento e Gestão de Riscos, Planejamento Sucessório e Fiscal e Planejamento Financeiro e Ético.

Entretanto, Nardini informou que essa certificação é direcionada apenas para a venda de produtos de investimentos. Em novembro, pela primeira vez, Brasília será palco desse que é um de seus mais procurados exames de Certificação – o CFP -, porque já existe demanda nesse sentido.

Ele discorreu ainda sobre outras certificações muito procuradas no mercado financeiro – o CPA-10 e o CPA -20 -, ministrados tanto na versão impressa quanto na versão virtual. O primeiro é obrigatório em órgãos, como o Banco Central e CVM, e, o segundo, é direcionado para clientes que atuam na venda de investimentos em grau mais elevado.

Mercado auto-regulador – Ricardo Nardini ressaltou ainda a importância que o mercado financeiro dá atualmente à certificação de seus profissionais, sobretudo diante do crescimento do mercado auto-regulador. “A responsabilidade fiduciária, a ética e a transparência são muito importantes quando se trabalha com dinheiro de outras pessoas”, comentou.

Resistências à certificação solicitada por certos órgãos financeiros nacionais é algo que realmente existe, segundo adiantou, mas por se tratar mais de uma questão cultural, podem ser trabalhadas e adaptadas, contando para tal com a participação das áreas de recursos humanos e de treinamento de pessoal, além de apoio da alta administração das instituições financeiras.

No encerramento da palestra, realizada no auditório do Ministério da Previdência Social, o secretário-adjunto da SPC, Carlos de Paula, destacou a importância do evento, e o diretor de Monitoramento e Controle da secretaria, Carlos Eduardo Gomes, lembrou que a evolução do mercado de Previdência Complementar exige dos dirigentes, que trabalham no setor, uma evolução que pode ser obtida mediante a certificação. “Até que ponto as entidades devem se organizar e estabelecer regras para elas? A auto-regulação exige regras que ultrapassam o Estado. Planta-se hoje para colher daqui a quatro anos. A Certificação é hoje um desafio para nós da SPC”, finalizou.

Atualmente, o Brasil integra um fechado círculo de 20 países que promove a certificação, e, dentre os clientes da Anbid, citam-se o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco do Brasil e seguradoras, dentre outros.

Informação para a Imprensa
Zenaide Azeredo
(61) 3317-5113
ACS/MPS

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PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR: SPC e Andima estudam convênio para treinamento e troca de informações

Andima informa Secretaria sobre novo Sistema de Difusão de Taxas

Da Redação (Brasília) – O secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, e o superintendente-geral da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Paulo Sampaio, devem assinar, em novembro, um convênio para a troca de informações consolidadas das entidades fechadas de previdência complementar e das operações de renda fixa do mercado financeiro. Esse acordo incluirá ainda a participação dos servidores da SPC nos cursos oferecidos pela Associação, especialmente naqueles de “Capacitação para o Mercado Financeiro”.

Durante o encontro entre os dois dirigentes, o secretário da SPC aproveitou para convidar a direção da Andima a participar do Seminário sobre Educação Financeira, patrocinado pelo Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização (Coremec), integrado pelo Banco Central, CVM, Susep e SPC. O seminário será realizado em Brasília, no Banco Central, no próximo dia 23 de setembro.

Ricardo Pena falou sobre a importância do projeto denominado Estratégia Nacional de Educação Financeira, um dos principais programas do Coremec destinado ao ensino financeiro no País. O secretário comunicou ainda que todas as informações básicas sobre a Estratégia de Educação Financeira encontram-se no site www.vidaedinheiro.gov.br.

Nesse contexto, Ricardo Pena ressaltou a importância de todas as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), associações financeiras e outros órgãos ligados ao mercado se lançarem nesse projeto destinado a instruir crianças, jovens e adultos sobre finanças.”Informar e educar pode significar maior estabilidade para o sistema financeiro e de previdência”, ressaltou Ricardo Pena.

Nova metodologia – O objetivo da visita do superintendente-geral da Andima, Paulo Sampaio, à SPC foi o de comunicar ao secretário que, a partir da próxima segunda-feira (15), a Andima passará a divulgar, por meio do Sistema de Difusão de Taxas e da publicação Mercado Secundário, o intervalo indicativo de títulos públicos federais para abertura do mercado com nova metodologia, exceção feita às LFT, cuja implementação acontecerá em outra ocasião.

Segundo Paulo Sampaio, a decisão de alterar a metodologia dos intervalos indicativos, divulgados pela Associação desde 2003, “foi motivada pelo diagnóstico de que assimetrias importantes no segmento deveriam ser dirimidas a partir de parâmetros de flutuações de taxas no mercado secundário de títulos públicos”. Com a iniciativa, a Andima busca oferecer, efetivamente, instrumentos de monitoramento de preços que se incorporem à rotina de auto-regulação do mercado de renda fixa.

Informações para a Imprensa
Zenaide Azeredo
(61) 3317-5876
ACS/MPS

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.previdenciasocial.gov.br.

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