CUT Por Rita de Biagio
A proposta da Contac-CUT, para que o governo intervenha na Parmalat Brasil, ganhou a adesão da Câmara dos Deputados. Siderlei Silva de Oliveira, presidente da entidade, disse hoje (28/01) à tarde, após saber do pedido de concordata feito pela empresa, que o pedido de concordata “torna emergencial” esta intervenção.
Segundo ele, a intervenção evitaria a desativação das fábricas da Parmalat no país. “Vários credores estão entrando com pedido de falência contra a Parmalat. Outros estão deixando de fornecer matérias-primas. Tudo isto coloca em risco a operação do complexo industrial instalado pela Parmalat no país”, disse.
A Contac defende a nomeação de uma equipe de trabalho –designada pelo governo federal– para assumir a direção da Parmalat no Brasil.
Somente sob estas condições, a Parmalat poderia receber um socorro financeiro do governo para se manter em operação. “O dinheiro não poderia ir parar nas mãos da mesma direção que deixou a empresa chegar onde chegou”, disse Siderlei referindo-se à crise financeira que atinge o grupo em todo o mundo.
Segundo ele, o dinheiro do governo seria usado para a criação de um fundo garantidor de débitos aos fornecedores da Parmalat. “Os fornecedores não querem mais entregar matéria-prima, pois temem ficar sem receber. Um fundo deste tipo serviria como garantia de pagamento aos fornecedores.”
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