Em reunião realizada nesta quarta-feira entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, os representantes das instituições financeiras apresentaram proposta de reajuste de 2% em relação ao salário atual, muito abaixo da exigida pelos bancários.
A previsão é de que a categoria retome a greve, agora por tempo indeterminado, já que a proposta foi considerada insatisfatória, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A decisão oficial, contudo, só será anunciada após a reunião realizada no final desta tarde na sede do sindicato.
Os funcionários reivindicam um aumento real de 7,05% e participação de 5% no lucro líquido dos bancos, mais um salário bruto acrescido de R$ 1,5 mil.
A proposta feita pelos bancos também inclui participação nos lucros e resultados de 80% do salário, além de R$ 816 – mesmo valor do ano passado, reajustado em 2%. A Fenaban propôs também o pagamento de R$ 500 para os bancários de instituições que tiverem crescimento de 25% do lucro líquido, ou mais, em relação ao ano passado.
“Essa proposta é insuficiente”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. “O reajuste não repõe sequer a inflação do período, que é de 2,85%, não tem aumento real e a PLR é a mesma do ano passado. E o valor de R$ 500, nos moldes propostos, não será pago a todos os bancários”, completa Marcolino.
Cerca de 120 mil trabalhadores do setor em todo o País aderiram à greve nacional de 24 horas na terça-feira. Somente em São Paulo, maior centro financeiro do Brasil, pararam aproximadamente 34 mil bancários, afetando o funcionamento de 279 agências.
A paralisação de ontem afetou pelo menos 24 Estados brasileiros, menos Amazonas, Goiás e Tocantins.
Fonte: INVERTIA – Atualizada às 17h26.
MENSAGEM COLHIDA EM www.terra.com.br.
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