fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:18 Sem categoria

Secretaria de Saúde do Sindicato amplia o número de reintegrações em 2012

LONDRINA
Secretaria de Saúde do Sindicato amplia o número de
reintegrações em 2012

A Secretaria de Saúde do Sindicato de Londrina conseguiu reintegrar ao trabalho oito bancários e bancárias que haviam sido demitidos pelo Itaú e o Bradesco entre janeiro e outubro deste ano. Somado a isso, outras 14 demissões foram suspensas por conta de uma liminar conseguida na Justiça há alguns anos que obriga o Itaú e abrir CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) na suspeita de LER/DORT.

Segundo Regiane Portieri, secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, este número supera as reintegrações e suspensões de demissões conseguidas em 2011. “No ano passado, conseguimos reverter 11 demissões, garantindo a manutenção do emprego e a estabilidade para bancários e bancárias adoecidos, incluindo alguns que foram demitidos após se aposentarem”, conta Regiane.

Neste período, a Secretaria de Saúde efetuou 245 atendimentos, demonstrando que é alta a procura de auxílio do Sindicato para garantir os direitos dos lesionados. Isto levou o Sindicato a emitir 23 CATs em cerca de 10 meses, contra 21 abertas no ano passado. Já os bancos, responsáveis pelo adoecimento da categoria, abriram apenas 14 CATs neste período. Deste total, quatro pessoas apresentaram distúrbios mentais em função da pressão pelo cumprimento de metas e abusos praticados por gestores.

Campeões em lucros, o Itaú e o Bradesco estão na liderança no que diz respeito ao adoecimento de bancários e bancárias. Das 23 CATs abertas pelo Sindicato este ano, sete foram do Itaú, outras sete do Bradesco, três do Santander e duas do HSBC.  “Isso demonstra o aumento do adoecimento da categoria pela falta de atenção dos bancos às regras e legislação que estabelecem formas de prevenção de doenças ocupacionais. Não é à toa que a maior incidência de doenças se verifica nos maiores bancos”, observa a secretária de Saúde do Sindicato.

Por conta do atual ritmo de trabalho no setor, Regiane afirma que tem aumentado de forma significativa o número de casos de doenças mentais.  “Infelizmente, o INSS ainda não está reconhecendo os transtornos psicológicos como decorrente das pressões sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras. A cada ano registramos o crescimento do número de atendimentos de pessoas que procuram a Secretaria de Saúde do Sindicato com problemas gerados pela cobrança de metas e a sobrecarga de trabalho nos bancos, indicando a necessidade de medidas urgentes para mudar esse cenário”, defende Regiane Portieri.

Por Armando Duarte Jr.

Close