História conta que não há aumento real sem luta dos trabalhadores Reação dos trabalhadores
São Paulo – Depois da semana do “não” dos banqueiros na mesa de negociação da Campanha Nacional, os bancários preparam a reação. A partir de segunda-feira, a mobilização vai para as ruas a fim de mostrar para os patrões que é melhor eles agirem com mais seriedade nos debates com os trabalhadores.
Logo na segunda-feira, dia 22, começa a semana de paralisação, que vai até a segunda-feira seguinte, 29. O ponto alto será no dia 25, com o Dia Nacional de Luta, que será seguido por assembléias em todo o país para decidir sobre a realização da greve. Os banqueiros terão ainda uma chance de se livrarem da reação dos bancários: “basta apresentarem uma proposta decente para as cláusulas econômicas na quarta, dia 24, data da próxima negociação”, explica o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, membro do Comando Nacional dos Bancários, que negocia com a federação dos bancos (Fenaban).
Vale lembrar que os funcionários do Banco do Brasil negociam as cláusulas específicas com a direção da instituição federal na terça (23) e na quarta (24).
Turma do “não” – Nas duas negociações gerais de toda a categoria, realizadas nos dias 16 e 17, os banqueiros disseram “não” para todas reivindicações dos bancários. Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Plano de Cargos e Salários (PCS), fim das metas abusivas e do assédio moral, aumento maior para os vales alimentação e refeição e para o auxílio babá/creche, auxílio-educação, auxílio-maternidade de seis meses, enfim, nada escapou da intransigência deles.
Como se não bastasse, foram ainda mais longe chegando ao absurdo de querem reduzir direitos conquistados com muito esforço como auxílio-creche, aposentadoria e vale-transporte.
“É inacreditável o desrespeito dos banqueiros com os trabalhadores, os grandes responsáveis por eles encherem os cofres dos bancos e os bolsos dos acionistas com o dinheiro dos lucros exorbitantes que vêm sendo registrados há muitos anos e também, como não poderia deixar de ser, nos últimos 12 meses”, acrescenta Marcolino.
História – Mas os bancários já conhecem a mesquinharia dos patrões e também o antidoto para ela. Atende pelo nome de mobilização. Desde 2004, foram necessárias greves, paralisações, passeatas, manifestações e protestos gerais da categoria para que os banqueiros sentassem na mesa de negociação com propostas reais de aumento real e ampliação dos direitos.
Fonte: Sitio Sind.Bancários SP