Os trabalhadores bancários de toda a América realizarão uma campanha conjunta pela proteção do emprego e das condições de trabalho no setor financeiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, dia 21, na plenária final da 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, realizada na sede da Contraf/CUT, em São Paulo.
Durante dois das, cerca de 180 pessoas de mais de dez países participaram de debates a respeito dos principais desafios do setor bancários internacional. Estiveram presentes dirigentes dos bancos de Itaú, Santander-Real, HSBC, Unibanco, BBVA e Banco do Brasil.
Na manhã desta sexta, os dirigentes se dividiram por bancos e debateram as questões específicas que serão tratadas com as empresas no próximo período. Depois dessa etapa, uma plenária reuniu todos os bancários para definir o calendário da Semana Internacional de Lutas, que acontecerá entre os dias 8 e 12 de dezembro. A semana servirá como lançamento da campanha internacional sobre proteção do emprego e condições de trabalho. Veja as datas por banco:
Dia 08 – Banco do Brasil.
Dia 09 – Itaú/Unibanco.
Dia 10 – HSBC
Dia 11 – BBVA
Dia 12 – Santander/ABN.
As entidades irão aprovar uma mídia conjunta para a campanha de proteção ao emprego. Deverão ser disponibilizados banners, selos e cartazes na página da UNI para download. Ficou agendada também uma outra semana de lutas, a ser realizada no final de janeiro de 2009, em conjunto com a UNI-Finanças Mundial.
“Foi um evento muito importante para a organização internacional dos trabalhadores, especialmente neste momento de crise que ameaça os empregos de todos”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. Ele considera que a definição da campanha internacional de proteção ao emprego foi um passo importantíssimo. “Somente com mobilização conseguiremos leis e acordos que garantam o direito de todos ao emprego e a condições de trabalho dignas”, sustenta.
Fonte: Contraf/CUT.
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Reunião aprova criação de campanha internacional pela proteção do emprego
A 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais continuou na parte da tarde, com uma apresentação de um quadro organizativo das redes sindicais entre 2001 e 2008, como forma de subsidiar os debates que serão realizados pelos dirigentes de cada banco nas reuniões específicas, que acontecerão nesta sexta-feira pela manhã.
O quadro trouxe os diagnósticos, planos de luta e ações sindicais conjuntas realizadas em todo o período, além da apresentação do plano de luta aprovado pela UNI América Finanças, que tem como um dos focos a organização de redes de bancos multinacionais. Essas informações foram comentadas pelos participantes, que acrescentaram informações atualizadas sobre a situação cada um dos países presentes ao evento – Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Peru, Costa Rica, Guatemala e Espanha.
Foi apresentada e aprovada proposta de construção de uma campanha internacional pela proteção do emprego e condições de trabalho. A campanha, cujo formato será debatido nas reuniões de amanhã, deverá ser lançada numa semana internacional de luta, em data ainda a ser definida.
“O debate desta tarde teve por objetivo municiar as reuniões específicas por banco que acontecerão na manhã desta sexta-feira, para que, com o quadro diagnóstico dos principais problemas, os dirigentes possam elaborar uma agenda de ação sindical conjunta entre todas as organizações sindicais em torno da proteção do emprego e das condições de trabalho, que se transformará numa campanha internacional a ser desenvolvida durante o ano de 2009”, esclarece Ricardo Jacques, diretor da Contraf/CUT e da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS).
Bancos públicos – Aproveitando a presença de representantes de bancos públicos vindos de diversos países, a Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) e a UNI Finanças decidiram realizar uma reunião para iniciar um debate sobre o papel dos bancos públicos. A discussão faz parte de temas programados pela UNI. Os participantes do Banco do Brasil não participarão deste debate, pois estarão na reunião de sua rede internacional.
Fonte: Contraf/CUT.
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