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Trabalhadores bancários paralisam Central de Atendimento do Banco do Brasil, em São José dos Pinhais

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região organizou, nesta manhã (23 de novembro), uma manifestação na Central de Atendimento do Banco do Brasil em São José dos Pinhais/PR. A unidade teve os serviços paralisados até o meio-dia.

Uma grande parte dos quase 1,2 mil bancários e terceirizados juntaram-se aos diretores do sindicato e protestaram contra o assédio moral e a prática anti-sindical que está sendo cometida no banco. Após a campanha salarial, a bancária Ana Smolka, dirigente sindical não liberada, perdeu a sua função e sofreu uma drástica perda salarial e está afastada para tratamento médico. A atitude de retaliação do banco que assediou e perseguiu a funcionária revoltou a categoria e foi o “estopim” da manifestação que teve amplo apoio dos trabalhadores da Central de Atendimento.

Durante a campanha salarial, a Central de Atendimento, responsável pelos atendimentos por telefone para esclarecimentos e transações, teve um papel fundamental, aderindo maciçamente ao movimento grevista, o que remete ao alto grau de conscientização dos trabalhadores. Desta vez, a resposta não foi diferente.

Com camisetas e faixas, bancários e terceirizados demonstraram seu descontentamento com a atitude do banco e estão dispostos a realizar novas manifestações para assegurar tratamento igual a todos os funcionários.

O Banco do Brasil também descumpriu cláusula do aditivo à Convenção Coletiva 2006/2007 que estabelecia pagamento de gratificação de função que não pode ser inferior a 55% do valor do vencimento padrão do E1, acrescidos de gratificação semestral do E1 e os anuênios do funcionário. Em negociação, os representantes do banco asseguraram que a regra valeria para todos, independente da jornada de oito ou seis horas. Neste mês, o banco emitiu comunicado dizendo que os funcionários da Central de Atendimento não tem direito a esta regra.

Uma reunião entre diretores do Sindicato e da gerência da Central foi realizada esta manhã durante a manifestação.

“Em relação a questão da bancária Ana Smolka, o banco afirmou que daria um retorno ao Sindicato até o final da tarde. Mas até agora não obtivemos retorno. A questão da gratificação de função será debatida em reunião na próxima semana com a Comissão de Empresa”, informou Marisa Stedile, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba.

“A gerência da Central também se responsabilizou a não criar situações artificiais para compensação dos dias parados durante a campanha salarial”, concluiu.

A compensação dos dias de greve acaba em 31 de dezembro e não haverá desconto dos dias parados. Dessa forma, os funcionários precisam estar atentos e unidos contra qualquer tentativa de impor a compensação dos dias de greve.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

Por 21:16 Notícias

Trabalhadores bancários paralisam Central de Atendimento do Banco do Brasil, em São José dos Pinhais

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região organizou, nesta manhã (23 de novembro), uma manifestação na Central de Atendimento do Banco do Brasil em São José dos Pinhais/PR. A unidade teve os serviços paralisados até o meio-dia.
Uma grande parte dos quase 1,2 mil bancários e terceirizados juntaram-se aos diretores do sindicato e protestaram contra o assédio moral e a prática anti-sindical que está sendo cometida no banco. Após a campanha salarial, a bancária Ana Smolka, dirigente sindical não liberada, perdeu a sua função e sofreu uma drástica perda salarial e está afastada para tratamento médico. A atitude de retaliação do banco que assediou e perseguiu a funcionária revoltou a categoria e foi o “estopim” da manifestação que teve amplo apoio dos trabalhadores da Central de Atendimento.
Durante a campanha salarial, a Central de Atendimento, responsável pelos atendimentos por telefone para esclarecimentos e transações, teve um papel fundamental, aderindo maciçamente ao movimento grevista, o que remete ao alto grau de conscientização dos trabalhadores. Desta vez, a resposta não foi diferente.
Com camisetas e faixas, bancários e terceirizados demonstraram seu descontentamento com a atitude do banco e estão dispostos a realizar novas manifestações para assegurar tratamento igual a todos os funcionários.
O Banco do Brasil também descumpriu cláusula do aditivo à Convenção Coletiva 2006/2007 que estabelecia pagamento de gratificação de função que não pode ser inferior a 55% do valor do vencimento padrão do E1, acrescidos de gratificação semestral do E1 e os anuênios do funcionário. Em negociação, os representantes do banco asseguraram que a regra valeria para todos, independente da jornada de oito ou seis horas. Neste mês, o banco emitiu comunicado dizendo que os funcionários da Central de Atendimento não tem direito a esta regra.
Uma reunião entre diretores do Sindicato e da gerência da Central foi realizada esta manhã durante a manifestação.
“Em relação a questão da bancária Ana Smolka, o banco afirmou que daria um retorno ao Sindicato até o final da tarde. Mas até agora não obtivemos retorno. A questão da gratificação de função será debatida em reunião na próxima semana com a Comissão de Empresa”, informou Marisa Stedile, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba.
“A gerência da Central também se responsabilizou a não criar situações artificiais para compensação dos dias parados durante a campanha salarial”, concluiu.
A compensação dos dias de greve acaba em 31 de dezembro e não haverá desconto dos dias parados. Dessa forma, os funcionários precisam estar atentos e unidos contra qualquer tentativa de impor a compensação dos dias de greve.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

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