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Mais da metade dos usuários de transporte coletivo estão insatisfeitos

Brasília – O estudo sobre mobilidade urbana, divulgado hoje (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), também mediu o nível de satisfação com o meio de transporte utilizado pela população. Cerca de 55% dos usuários de transporte coletivo estão insatisfeitos e consideram o serviço “ruim”, “muito ruim” ou “regular”. Os mais satisfeitos são os que usam veículos motorizados individuais (87%), seguido dos não motorizados (a pé ou por bicicleta), com 75%.

A vendedora Arlene Áurea, 24 anos, moradora de Brasília, disse que só usa transporte público porque não tem carro. “O estado de conservação do ônibus é muito ruim, às vezes o ônibus quebra e eu acabo chegando atrasada ao trabalho”, disse, lembrando que gasta, em média, R$ 260 por mês com o transporte.

O servente Fernando Fernandez, 27 anos, morador do Entorno do Distrito Federal (DF), disse que não vê vantagens no transporte público. “É preciso aumentar a frota de ônibus, pois fico muito tempo esperando na parada”, afirmou.

Já o professor Fábio Vieira, 32 anos, morador de Ceilândia (DF), disse que a única vantagem de usar o metrô  é não enfrentar engarrafamento no trânsito. Ele reclama, entretanto, dos vagões lotados. Em relação aos ônibus,  a falta de pontualidade é o que mais incomoda o professor que gasta, em média, R$ 160 por mês com transporte.

Como característica do que seria “um bom transporte”, todos os tipos de usuários entrevistados pelo Ipea apontaram, como primeira resposta, a rapidez. O baixo custo foi a segunda resposta para aqueles que se locomovem a pé e de bicicleta, e o conforto foi apontado pelos usuários de carro.

Tanto os usuários de moto como os de transporte público apontaram a existência de mais de uma forma disponível do transporte como condição para sua boa qualidade.

A população, de acordo com o documento, precisa ser esclarecida quanto às características de cada modo de transporte em suas respectivas cidades. Além de ter direito à escolha do meio de transporte que quiser utilizar, “a população tem que ter acesso à informação para poder realizar esta escolha dentro dos critérios que considerar mais relevantes”.

A pesquisa sobre mobilidade urbana foi feita a partir de entrevistas domiciliares feitas entre os dias 4 e 20 de agosto de 2010. Abrange 146 municípios e um total de 2.786 questionários válidos com 30 questões. Participaram apenas pessoas maiores de 18 anos.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil. A matéria foi ampliada às 11h15    //   Edição: Lílian Beraldo e Talita Cavancante.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br

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Ipea divulga estudo sobre mobilidade urbana

A 2° edição da pesquisa foi lançada nesta quarta-feira, na sede do Instituto, em Brasília

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta quarta-feira, dia 4, às 10h, a segunda edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre mobilidade urbana. A divulgação foi feita pelo técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Ernesto Galindo, na sede do Instituto, em Brasília, no auditório do 16° andar (SBS, Quadra 1, Bl. J, Ed. BNDES).

O estudo mostra a percepção que os usuários de diferentes tipos de transporte (carro, transporte público, bicicleta, a pé) têm sobre a mobilidade urbana. A pesquisa revela as respostas dos entrevistados sobre os meios de transportes mais usados nas regiões metropolitanas e não metropolitanas, nas capitais e não capitais, os motivos principais para a escolha do meio de transporte e as condições apontadas por quem não usa transporte público para utilizá-lo.

O texto traz ainda a percepção dos entrevistados quanto às características mais importantes para um bom transporte, a avaliação dos meios de transporte, a percepção da frequência de congestionamentos e sensação de segurança no meio de transporte.

O Sips foi realizado por meio de entrevistas domiciliares, num total de 2.786 questionários válidos, com 30 questões aplicadas a pessoas maiores de 18 anos. Considerou-se uma distribuição pelas grandes regiões do país e por cotas, tendo como parâmetros a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008 (PNAD) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia a íntegra da segunda edição do SIPS sobre Mobilidade Urbana

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ipea.gov.br

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