10/09/2003
(Brasília) A CPI mista do Banestado vai formar uma subcomissão para tomar o depoimento do ex-policial João Arcanjo Ribeiro em Montevidéu, no Uruguai. Conhecido como “Comendador”, Arcanjo é considerado chefe do crime organizado em Mato Grosso e suspeito de ter enviado pelo menos US$ 600 milhões para o exterior por meio de contas CC-5. O depoimento de “Comendador” está entre os 41 requerimentos aprovados ontem pela comissão.
Na próxima semana, deputados e senadores devem tomar ainda o depoimento de Nicéa Camargo, que foi casada com o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Também serão ouvidos o ex-gerente do Banestado Heraldo Ferreira, que denunciou o esquema de lavagem de dinheiro por meio de contas CC-5 em 1996, o ex-diretor da Unimed José Ricardo Savioli e o ex-governador do Paraná Jaime Canet.
A comissão vai tomar depoimentos de pessoas supostamente envolvidas com um esquema de propina com recursos de obras públicas em São Paulo. A empresa Mendes Júnior teria um caixa dois e seria responsável por trocar reais por dólares, segundo denúncia de Simeão Damasceno de Oliveira à CPI. O presidente da empresa, Murilo Mendes, foi convocado para prestar depoimento.
Deputados e senadores aprovaram ainda uma série de requerimentos que determinam a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de diretores e controladores do banco Araucária, instituição suspeita de envolvimento com o esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre as pessoas que terão o sigilo quebrado está Ruth Whately Bandeira de Almeida, ex-diretora do banco que já depôs à comissão.
Outro requerimento aprovado pela CPI determina a quebra de sigilo fiscal e bancário de 27 empresas e pessoas físicas envolvidas na construção da avenida Águas Espraiadas, obra executada em São Paulo durante as gestões dos ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf. A suspeita de deputados e senadores é de que verbas públicas desviadas da obra tenham sido remetidas ao exterior por meio de contas CC-5.
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Por Mhais• 10 de setembro de 2003• 12:19• Sem categoria
CPI DO BANESTADO VAI OUVIR “COMENDADOR”
10/09/2003
(Brasília) A CPI mista do Banestado vai formar uma subcomissão para tomar o depoimento do ex-policial João Arcanjo Ribeiro em Montevidéu, no Uruguai. Conhecido como “Comendador”, Arcanjo é considerado chefe do crime organizado em Mato Grosso e suspeito de ter enviado pelo menos US$ 600 milhões para o exterior por meio de contas CC-5. O depoimento de “Comendador” está entre os 41 requerimentos aprovados ontem pela comissão.
Na próxima semana, deputados e senadores devem tomar ainda o depoimento de Nicéa Camargo, que foi casada com o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Também serão ouvidos o ex-gerente do Banestado Heraldo Ferreira, que denunciou o esquema de lavagem de dinheiro por meio de contas CC-5 em 1996, o ex-diretor da Unimed José Ricardo Savioli e o ex-governador do Paraná Jaime Canet.
A comissão vai tomar depoimentos de pessoas supostamente envolvidas com um esquema de propina com recursos de obras públicas em São Paulo. A empresa Mendes Júnior teria um caixa dois e seria responsável por trocar reais por dólares, segundo denúncia de Simeão Damasceno de Oliveira à CPI. O presidente da empresa, Murilo Mendes, foi convocado para prestar depoimento.
Deputados e senadores aprovaram ainda uma série de requerimentos que determinam a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de diretores e controladores do banco Araucária, instituição suspeita de envolvimento com o esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre as pessoas que terão o sigilo quebrado está Ruth Whately Bandeira de Almeida, ex-diretora do banco que já depôs à comissão.
Outro requerimento aprovado pela CPI determina a quebra de sigilo fiscal e bancário de 27 empresas e pessoas físicas envolvidas na construção da avenida Águas Espraiadas, obra executada em São Paulo durante as gestões dos ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf. A suspeita de deputados e senadores é de que verbas públicas desviadas da obra tenham sido remetidas ao exterior por meio de contas CC-5.
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