CAMILO TOSCANO
da Folha Online, em Brasília
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), admitiu nesta segunda-feira que a paridade na reforma da Previdência deverá ser alterada.
Segundo o senador, a mudança seria contemplada na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela –que contém apenas as sugestões de alteração na reforma– e teria o apoio de toda a bancada do PT.
A intenção do senador Paulo Paim (PT-RS), um dos defensores da mudança na remuneração dos servidores, é a de que o reajuste para os inativos acompanhe o regime geral da Previdência ou os reajustes dos servidores da ativa.
Paim
Ao comentar a possibilidade de Paim deixar o partido por se opor ao texto apoiado pelo governo, Mercadante foi taxativo: “Não há essa possibilidade. Há acordo para modificação de alguns pontos. Se tiver modificação, será na paridade”.
Em entrevista no final de semana à Folha Online, Paim afirmou que iria negociar com o PT a alteração da paridade ou das regras de transição em troca de seu voto favorável à reforma.
Disse também que não iria se submeter à Comissão de Ética do partido, caso votasse contra o texto –na semana passada a bancada petista fechou questão a favor da reforma.
A declaração, que poderia significar a abertura de uma nova frente “radical” entre os senadores petistas –a primeira é a senadora Heloísa Helena (PT-AL)–, teve impacto minimizado por Mercadante. “A questão já está encaminhada e devidamente equacionada, resolvida”, afirmou.
Esquecimento
Pelo regimento (regras de funcionamento) do Senado, as alterações na reforma devem voltar para a Câmara, que pode aprová-las ou derrubá-las.
Por este motivo, o governo optou por apresentar a PEC paralela –a reforma já estará em vigor quando as modificações chegarem à Câmara. O temor dos oposicionistas é o de que a PEC paralela não tenha o mesmo empenho do governo quando chegar na Câmara e caia no esquecimento.
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Por Mhais• 21 de outubro de 2003• 09:38• Sem categoria
PT VAI MUDAR PARIDADE NA PREVIDÊNCIA, DIZ MERCADANTE
CAMILO TOSCANO
da Folha Online, em Brasília
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), admitiu nesta segunda-feira que a paridade na reforma da Previdência deverá ser alterada.
Segundo o senador, a mudança seria contemplada na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela –que contém apenas as sugestões de alteração na reforma– e teria o apoio de toda a bancada do PT.
A intenção do senador Paulo Paim (PT-RS), um dos defensores da mudança na remuneração dos servidores, é a de que o reajuste para os inativos acompanhe o regime geral da Previdência ou os reajustes dos servidores da ativa.
Paim
Ao comentar a possibilidade de Paim deixar o partido por se opor ao texto apoiado pelo governo, Mercadante foi taxativo: “Não há essa possibilidade. Há acordo para modificação de alguns pontos. Se tiver modificação, será na paridade”.
Em entrevista no final de semana à Folha Online, Paim afirmou que iria negociar com o PT a alteração da paridade ou das regras de transição em troca de seu voto favorável à reforma.
Disse também que não iria se submeter à Comissão de Ética do partido, caso votasse contra o texto –na semana passada a bancada petista fechou questão a favor da reforma.
A declaração, que poderia significar a abertura de uma nova frente “radical” entre os senadores petistas –a primeira é a senadora Heloísa Helena (PT-AL)–, teve impacto minimizado por Mercadante. “A questão já está encaminhada e devidamente equacionada, resolvida”, afirmou.
Esquecimento
Pelo regimento (regras de funcionamento) do Senado, as alterações na reforma devem voltar para a Câmara, que pode aprová-las ou derrubá-las.
Por este motivo, o governo optou por apresentar a PEC paralela –a reforma já estará em vigor quando as modificações chegarem à Câmara. O temor dos oposicionistas é o de que a PEC paralela não tenha o mesmo empenho do governo quando chegar na Câmara e caia no esquecimento.
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