Fonte: Fenae Net
Qualquer sociedade só pode se pretender civilizada e democrática se o exercício dos conflitos de interesses puderem se expressar em ambiente de tolerância e de respeito à divergência de pontos de vista.
No Brasil, o aparelho de Estado foi organizado para reprimir as lutas dos trabalhadores e impedir a sua livre organização. O arcabouço jurídico declarava ilegal qualquer greve e a repressão era exercida pela Polícia ou pelo Exército. Os sindicatos eram invadidos, ficavam sob intervenção e os líderes sindicais eram presos.
Mesmo com toda a repressão, os trabalhadores organizaram-se e, com muita luta, conquistaram a descriminalização da greve na Constituição de 1988, que veio consolidar o direito de greve.
Apesar do direito constitucional de greve, os patrões continuam a utilizar todo tipo de artifício para desrespeitar esse direito e a livre organização dos trabalhadores.
É profundamente lamentável que a direção da Caixa venha utilizando-se do interdito proibitório para reprimir a greve. Reconhecemos que a direção da empresa tem o seu papel a cumprir e não se espera dela apoio ao movimento.
No entanto, é inaceitável que, em um governo democrático e popular, a direção de uma empresa pública com relevante papel social como a Caixa deixe de lado os princípios básicos de respeito aos trabalhadores e adote a mesma postura reacionária de banqueiros privados, utilizando-se do interdito proibitório contra os sindicatos de bancários e associações de pessoal.
Ao recorrer ao interdito proibitório, denuncia-se o risco de posse e busca a defesa do patrimônio. Defesa do patrimônio contra quem? Contra os empregados da Caixa? Será que teremos que lembrar a essa diretoria que os empregados lutaram com todas as suas forças em defesa da Caixa? Não podemos admitir essa postura.
A nossa luta enfrentou os que tentaram destruir a Caixa, sucatearam a empresa e tudo fizeram para que ela fosse privatizada. Muitos daqueles gestores continuam em seus cargos e, esses sim, deveriam ser interditados.
Se há um conflito que levou à greve, o mínimo que se espera é que a direção da Caixa tenha uma postura digna, respeite os trabalhadores e negocie uma saída. Não sucumbimos à truculência da direita e não sucumbiremos nem aceitaremos esse desatino cometido por uma direção que tem um projeto generoso para a Caixa, mas é incapaz de administrar com tolerância e respeito uma greve absolutamente legítima, que não é só da Caixa, mas de todos nós bancários. (Diretoria da Fenae).
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Por Mhais• 26 de setembro de 2004• 21:39• Sem categoria
Fenae repudia utilização de interditos proibitórios na Caixa
Fonte: Fenae Net
Qualquer sociedade só pode se pretender civilizada e democrática se o exercício dos conflitos de interesses puderem se expressar em ambiente de tolerância e de respeito à divergência de pontos de vista.
No Brasil, o aparelho de Estado foi organizado para reprimir as lutas dos trabalhadores e impedir a sua livre organização. O arcabouço jurídico declarava ilegal qualquer greve e a repressão era exercida pela Polícia ou pelo Exército. Os sindicatos eram invadidos, ficavam sob intervenção e os líderes sindicais eram presos.
Mesmo com toda a repressão, os trabalhadores organizaram-se e, com muita luta, conquistaram a descriminalização da greve na Constituição de 1988, que veio consolidar o direito de greve.
Apesar do direito constitucional de greve, os patrões continuam a utilizar todo tipo de artifício para desrespeitar esse direito e a livre organização dos trabalhadores.
É profundamente lamentável que a direção da Caixa venha utilizando-se do interdito proibitório para reprimir a greve. Reconhecemos que a direção da empresa tem o seu papel a cumprir e não se espera dela apoio ao movimento.
No entanto, é inaceitável que, em um governo democrático e popular, a direção de uma empresa pública com relevante papel social como a Caixa deixe de lado os princípios básicos de respeito aos trabalhadores e adote a mesma postura reacionária de banqueiros privados, utilizando-se do interdito proibitório contra os sindicatos de bancários e associações de pessoal.
Ao recorrer ao interdito proibitório, denuncia-se o risco de posse e busca a defesa do patrimônio. Defesa do patrimônio contra quem? Contra os empregados da Caixa? Será que teremos que lembrar a essa diretoria que os empregados lutaram com todas as suas forças em defesa da Caixa? Não podemos admitir essa postura.
A nossa luta enfrentou os que tentaram destruir a Caixa, sucatearam a empresa e tudo fizeram para que ela fosse privatizada. Muitos daqueles gestores continuam em seus cargos e, esses sim, deveriam ser interditados.
Se há um conflito que levou à greve, o mínimo que se espera é que a direção da Caixa tenha uma postura digna, respeite os trabalhadores e negocie uma saída. Não sucumbimos à truculência da direita e não sucumbiremos nem aceitaremos esse desatino cometido por uma direção que tem um projeto generoso para a Caixa, mas é incapaz de administrar com tolerância e respeito uma greve absolutamente legítima, que não é só da Caixa, mas de todos nós bancários. (Diretoria da Fenae).
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