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Nova coordenadora política de Dilma tinha fama de aguerrida defensora do governo Lula

Brasília – A paulistana Ideli Salvatti, 59 anos, casada e com dois filhos, é física formada pela Universidade Federal do Paraná, mas fez carreira política em Santa Catarina, onde ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) no estado. Pela agremiação, se elegeu deputada estadual para duas legislaturas, e senadora em 2002. Ano passado, disputou o governo catarinense, mas não conseguiu chegar ao segundo turno. Ficou em terceiro lugar na eleição vencida pelo candidato do DEM, Raimundo Colombo.

No Congresso Nacional, construiu a imagem de “parlamentar aguerrida”, que sempre defendeu os interesses do governo Lula, mesmo quando isso lhe causou problemas diante do eleitorado, como recorda um dos principais adversários políticos dela, o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR).

Um exemplo foi o fato de Ideli ter assumido a liderança do PT no Senado, em 2006, no auge da maior crise política do governo Lula, a partir da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que investigou a compra de votos de parlamentares da base aliada para garantir a aprovação de projetos de interesses do Executivo.

Na CPI, a então senadora e atual ministra da Aquicultura e Pesca protagonizou embates duros com a oposição. O líder do PSDB destacou que, apesar de conhecer “muito” a lealdade de Ideli ao governo, desconhece a aptidão dela como articuladora política, papel que cabe ao ocupante da Secretaria de Assuntos Institucionais.

Em 2009, Ideli Salvatti mostrou mais uma vez sua fidelidade ao presidente Lula. Ela votou, no Conselho de Ética, pelo arquivamento das ações contra o senador José Sarney (PMDB-AP), aliado de primeira hora do ex-presidente nas duas campanhas presidenciais vencidas por Lula.

Na atividade legislativa, Ideli apresentou, entre 2001 e 2008, 21 projetos de lei e três propostas de emendas à Constituição. Em 2005, conseguiu aprovar o projeto de lei que garante às gestantes o direito de escolher um acompanhante para a hora do parto.

Em 2009, acumulou a liderança do governo no Congresso com a presidência da Comissão Mista de Mudanças Climáticas. Como líder do governo, foi responsável pela coordenação política nas votações da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Projeto de Lei de Orçamento da União para 2010. Neste sentido, ela articulou com a base governista para preservar os recursos destinados aos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A vice-líder do PP, senadora Ana Amélia Lemos (RS), ressaltou que a escolha de Ideli para o cargo de ministra é uma demonstração de que a presidenta “está impondo a sua marca”, a partir da crise política que culminou com o pedido de demissão de Antonio Palocci. Ana Amélia destacou, ainda, que Ideli Salvatti conhece bem o Congresso e que saberá “ver que a situação na base aliada mudou [com relação a forma como atuou no governo Lula] e que a oposição, apesar de pequena em número, está bem articulada”.

Por Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.

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Ideli assume Secretaria de Relações Institucionais e Luiz Sérgio vai para o Ministério da Pesca

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff decidiu hoje (10) trocar a articulação política de seu governo e optou por uma solução caseira. A atual ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti (PT-SC), vai ocupar a Secretaria de Relações Institucionais. Já o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, foi designado para a Pesca e Aquicultura.

Foi a segunda mudança no ministério de Dilma. Na terça-feira, Antonio Palocci foi substituído na Casa Civil pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A troca de Ideli por Luiz Sérgio foi confirmada há pouco pela assessoria de imprensa da Secretaria de Relações Institucionais.

A atuação de Luiz Sérgio já vinha sendo criticada no Congresso Nacional. Na prática, o diálogo do governo com a Câmara e o Senado estava sendo conduzido mais por Palocci, que deixou o governo em meio às denúncias de enriquecimento ilícito, devido ao aumento de seu patrimônio nos últimos anos.

Como a nova ministra da Casa Civil tem um perfil muito mais técnico que político, a Secretaria de Relações Institucionais passará a ter um protagonismo maior no governo. Por isso, o Palácio do Planalto buscou Ideli para substituir o desgastado Luiz Sérgio.

No Senado, Ideli foi líder do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma ferrenha defensora do governo Lula, principalmente durante a crise provocada pelas denúncias de mensalão.

Por Luciana Lima e Yara Aquino – Repórteres da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

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