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Coletivo estadual dos trabalhadores no banco Itaú Unibanco faz reunião em Toledo

Plano de saúde e previdência complementar foram os principais assuntos discutidos

O Sindicato dos Bancários de Toledo e Região recebeu na última terça-feira, 30 de agosto, os representantes do coletivo estadual dos trabalhadores no banco Itaú Unibanco, vinculados a sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR. O encontro contou com a participação dos membros dos 10 sindicatos da FETEC, além do secretário de Asssuntos Sócio-econômicos da federação, José Altair Monteiro Sampaio.

Na reunião foram discutidos temas importantes para os trabalhadores no Itaú Unibanco. A preocupação com o plano de saúde foi um dos principais pontos do encontro. Segundo João Carlos Padilha, presidente do sindicato dos bancários de Toledo, o descredenciamento de hospitais que atendem as regiões de Campo Mourão e Paranavaí, aliado à saída de alguns médicos da Unimed e à demora para o agendamento de consultas tem prejudicado o atendimento dos beneficiários do plano de saúde de autogestão no Itaú Unibanco. “Os médicos que já construíram uma clientela têm deixado a Unimed e atendido somente por consulta particular. Além disso, o plano odontológico nas cidades de menor porte é muito deficiente. O atendimento é ruim e só quem possui o plano diamante, que é o top de linha, consegue ter um atendimento decente. Isso não pode acontecer”, afirma.

Os conselheiros eleitos no Funbep, Ana Maria Fideli Marques, Edilson José Gabriel e José Altair Monteiro Sampaio, fizeram um relato da situação atual do fundo de pensão dos trabalhadores oriundos do Banestado, e ainda debateram sobre o processo de fusão das fundações que administram os diversos planos de benefícios previdenciários dos trabalhadores na holding Itaú Unibanco.

Demissões continuam

Sobre as constantes demissões que o banco vem praticando, o coletivo apurou que o fantasma da demissão está presente nas agências do banco Itaú Unibanco, mesmo após os atos de protestos organizados no país inteiro, no mês de agosto. Em Curitiba e região a situação é ainda mais grave. Nesta base sindical, vários trabalhadores bancários têm sido demitidos desde o início do ano. De janeiro a agosto, o banco demitiu 131 trabalhadores, isto sem contar os casos que o sindicato impediu a demissão por força de liminar, conquistada com o objetivo de proteger os bancários que estão acometidos por doenças do trabalho. “O Sindicato condena esta prática inaceitável do banco. Não podemos ficar parados diante desta situação. Vamos, juntos, lutar contra essas demissões”, afirma Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários s Financiários de Curitiba e Região.

O coletivo estadual também discutiu as regras do programa próprio do banco (AGIR). Segundo os dirigentes, o fato de que o programa não possuir regras claras e transparentes prejudica o cumprimento das metas. “Este é um programa que não é negociado com os sindicatos, ele é imposto pelo banco. Além de as regras serem quase impossíveis de se cumprir, elas exigem uma eficácia total, o que onera, prejudica e põe o trabalhador bancário sob uma pressão enorme”, explica o presidente do sindicato dos bancários de Toledo.

Por outro lado, os trabalhadores contam com um programa negociado entre os sindicatos e o banco, que é o Programa de Participação Complementar nos Resultados (PCR). O PCR é um bom exemplo, pois conta com regras claras e a remuneração adicional é igual entre todos os trabalhadores.

Outros temas, como a Campanha Salarial, também foram debatidos na reunião do coletivo estadual. Para o anfitrião do encontro, João Carlos Padilha, a reunião foi produtiva e trouxe diversos entendimentos importantes para os dirigentes sindicais. “Gostaria de agradecer o pessoal que participou da reunião e dizer que o sindicato de Toledo ficou muito contente em receber a todos aqui na nossa cidade”, ressalta Padilha.

Por Cícero Bittencourt, com Vida Bancária

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