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BRASÍLIA – Em tempos de queda do juro básico, o custo do dinheiro ainda é pressionado por fatores impostos pelo governo, como as cunhas fiscal e monetária. O presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Gabriel Jorge Ferreira, lembrou nesta quinta-feira que o compulsório, por exemplo, ainda pesa e eleva o spread bancário, o ganho dos bancos com a diferença entre a captação e aplicação de recursos.
– O Brasil é o único país do mundo que tem compulsório sobre depósitos a prazo – reclamou Ferreira, em palestra no Sétimo Fórum Jurídico de Instituições Financeiras.
A crise de 2002 levou o BC a calibrar o compulsório que os bancos recolhem sobre depósitos a prazo como fundos de investimento financeiro e certificados de depósitos bancários, que estão com alíquota de 20%, mais um adicional de 10% sobre faixa específica (com remuneração).
No evento promovido pela Associação Brasileira dos Bancos Comerciais Estaduais e Regionais (Asbace), Ferreira listou uma série de fatores que elevam o spread bancário e, por consequência, encarece a taxa cobrada do cliente bancário.
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